Ontem a noite foi realizada a premiação do Globo de Ouro 2011. O grande vencedor da noite foi o filme “Rede Social”, que conta a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook. A produção faturou os prêmios de melhor filme de drama, melhor diretor (David Fincher), melhor roteiro (Aaron Sorkin) e melhor trilha sonora original (Trent Reznor e Atticus Ross). A comédia “Minhas mães e meu pai” levou o prêmio de melhor filme de comédia ou musical. Já Toy Story 3 levou a melhor animação e "In a better world" da Dinamarca o prêmio de melhor filme estrangeiro.
Produtores do vencedor da noite "A Rede Social"
Antes da cerimônia, aconteceu o desfile de diversas celebridades pelo tapete vermelho que leva à entrada da premiação, momento também muito aguardado pelo público. A abertura da cerimônia ficou por conta do comediante Rick Gervais, que arrancou muitos risos da platéia. Depois Scarlett Johansson, Steven Spielberg, Tom Hanks, Sandra Bullock, Jeff Bridges e outras personalidades entregaram as várias premiações da noite. Matt Damon foi o responsável por entregar o troféu Cecil B.DeMille, que homenageia a cada ano um grande nome do cinema, a Robert DeNiro. O ator foi aplaudido pela platéia, viu um vídeo em sua homenagem e fez um longo discurso.
Natalie Portman recebe o prêmio de melhor atriz por "Cisne Negro"
A 68ª edição do Globo de Ouro foi marcada por muitas polêmicas. A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood está envolvida em diversas batalhas judiciais. Está processando a Dick Clark Company, empresa que produz o evento há 20 anos e está sendo processada pelo ex-funcionário demitido no ano passado Michael Russel, que era divulgador do evento. A edição também foi vista com desconfiança por conta de indicações completamente fracas, criticadas tanto pelo público quanto pela crítica como “Burlesque” e “O Turista”, indicados a melhor comédia ou musical. Porém, na hora da premiação, cheia de luxo e glamour, tudo isso parece ter sido aparentemente esquecido.
Muitos títulos que estavam envolvidos na premiação ainda não chegaram ao Brasil, portanto não posso dizer se foi correta sua indicação ou não. Mas não concordo com a premiação de "Rede Social". É um bom filme sim, mas preferia até mesmo que "A Origem", um ótimo filme, fosse o vencedor ou mesmo algum dos outros títulos como "Cisne Negro" e "O Vencedor", que foram bem recebidos pela crítica e são esperados ansiosamente pelo público. E você concorda com a premiação de ontem?
Confira todos os vencedores da parte de cinema:
Melhor ator coadjuvante
Christian Bale - “O vencedor” - VENCEDOR
Andrew Garfield - “A rede social”
Geoffrey Rush - “O discurso do rei”
Jeremy Renner - “Atração perigosa”
Michael Douglas - “Wall Street: o dinheiro nunca dorme”
Melhor atriz em série dramática
Julianna Margulies - "The good wife"
Piper Perabo - "Covert affairs"
Elisabeth Moss - "Mad men"
Katey Sagal - "Sons of anarchy" - VENCEDORA
Kyra Sedgwic - "The closer"
Melhor minissérie ou filme de TV
"Carlos" - VENCEDOR
"The pacific"
"Pillars of the earth"
"Temple grandin "
"You don’t know Jack"
Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme de TV
Eric Stonestreet - "Modern family"
Chris Colfer - "Glee" - VENCEDOR
Scott Caan - "Hawaii 5.0"
Chris Noth - "The good wife"
David Strathairn - "Temple grandin"
Melhor ator em série dramática
Michael C. Hall - "Dexter"
Bryan Cranston - "Breaking bad"
Jon Hamm - "Mad Men"
Hugh Laurie - "House"
Steve Buscemi - "Boardwalk empire" - VENCEDOR
Melhor série dramática
"Mad men"
"Boardwalk empire" - VENCEDOR
"Dexter"
"The good wife"
"The walking dead"
Canção original
“Bound to you” - “Burlesque”
“You haven’t seen the last of me” - “Burlesque” - VENCEDORA
“There’s a place for us” - “As crônicas de Narnia: a viagem do peregrino da alvorada”
“Coming home” - “Country strong”
“I see the light” - “Enrolados”
Trilha sonora original
“127 horas”
“O discurso do rei”
“Alice no país das maravilhas”
“A rede social" - VENCEDORA
“A origem”
Melhor animação
“Meu malvado favorito”
“Enrolados”
“Como treinar o seu dragão”
“Toy story 3" - VENCEDORA
“O mágico”
Melhor atriz musical ou comédia
Anne Hathaway - “O amor e outras drogas”
Angelina Jolie - “O turista”
Annette Bening - “Minhas mães e meu pai” - VENCEDORA
Julianne Moore - “Minhas mães e meu pai”
Emma Stone - “A mentira”
Melhor roteiro
Danny Boyle e Simon Beaufoy - “127 hours”
Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko - "Minhas mães e meu pai"
Christopher Nolan - “A origem”
David Seidler - “O discurso do rei”
Aaron Sorkin - “A rede social” - VENCEDOR
Melhor filme estrangeiro
“Biutiful” (México)
“The concert” (França)
“The edge” (Rússia)
“I am love” (Itália)
“In a better world” (Dinamarca) - VENCEDOR
Melhor atriz coadjuvante
Amy Adams - “O vencedor”
Helena Boham Carter - “O discurso do rei”
Melissa Leo - “O vencedor” - VENCEDORA
Mila Kunis - “Cisne negro”
Jacki Weaver - “Animal kingdom”
Melhor diretor
Darren Arronofsky - “Cisne negro”
David Fincher - “A rede social” - VENCEDOR
Tom Hooper - “O discurso do rei”
Christopher Nolan - “A origem”
David O. Russell - O vencedor”
Melhor ator musical ou comédia
Johnny Depp - “O turista”
Johnny Depp - “Alice no País das Maravilhas”
Paul Giamatti - “Barney’s version” - VENCEDOR
Jake Gyllenhaal - “O amor e outras drogas”
Kevin Spacey - “Casino Jack”
Melhor atriz de drama
Halle Berry - “Frankie and Alice”
Nicole Kidman - “Rabbit hole”
Natalie Portman - “Cisne negro” - VENCEDORA
Michelle Williams - “Blue valentine”
Jennifer Lawrence - “Inverno da alma”
Melhor filme musical ou comédia
“Burlesque”
“O turista”
“Minhas mães e meu pai” - VENCEDOR
“Red – Aposentados e perigosos”
“Alice no País das Maravilhas”
Melhor ator de drama
Jesse eisenberg - “A rede social”
Colin Firth - “O discurso do rei” - VENCEDOR
Jame Franco - “127 horas”
Ryan Gosling - “Blue Valentine”
Mark Wahlberg - “O vencedor”
Melhor filme drama
“O cisne negro”
“O vencedor”
“A rede social” - VENCEDOR
“O discurso do rei”
“A origem”
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Saneamento Básico o filme
Falar sobre o próprio cinema em um filme sem que o espectador perca o interesse pela trama não é uma tarefa fácil. E fazer isso de maneira engraçada se torna ainda mais complicado. Mas é o que conseguiu o diretor Jorge Furtado com o simples, mas extremamente divertido “Saneamento Básico o Filme”. A trama se passa na pequena cidade de Vila Cristal na Serra Gaúcha, desprovida de qualquer forma de saneamento básico. Os moradores se unem para tentar angariar recursos para a construção de uma fossa de esgoto, porém a prefeitura não tem verba suficiente para a obra. No entanto, possui R$ 10 mil para a realização de um vídeo, que se não for utilizado, será devolvido ao governo federal. Assim, a comunidade resolve produzir o vídeo com a garantia de que a prefeitura começará a construção das obras. A condição é que deverá ser um filme de ficção e que é necessário um roteiro para a liberação do dinheiro. Sem nenhuma noção de como produzir um filme, os produtores passam por situações hilárias, uma vez que as coisas são bem mais complexas do que eles imaginam.
O filme acompanha todo o planejamento e filmagem do vídeo e satiriza o próprio cinema. Afinal, etapas importantes como o roteiro, a montagem e as próprias atuações são deixadas de lado. Marina (Fernanda Torres), junto com seu marido Joaquim (Wagner Moura) são os maiores interessados na obra da fossa, já que ele começa a desenvolver uma micose por conta da poluição. Marina se preocupa mais em encher lingüiça no roteiro e preencher os 10 minutos de filmagem exigidos do que em tentar explicar as incoerências do roteiro planejado inicialmente, o que se assemelha àquele aluno que tenta fazer a lição de casa de qualquer maneira para se livrar da obrigação. Ela mesmo diz: “O roteiro não importa, só temos que fazer mandar esse roteiro para receber o dinheiro e para finalizar a obra”. Crítica aos cineastas que apresentam roteiros em troca da verbas do governo, sem a menor intenção de serem utilizados na filmagem depois.
Com isso a realização do “O Monstro do Fosso” acaba se tornando extremamente engraçada, com uma cena sendo colocada em cima da outra sem o menor planejamento. Silene (Camila Pitanga) e Fabrício (Bruno Garcia) conseguem ser divertidos apenas com a atuação completamente forçada de seus personagens no filme. Ao contrário de Joaquim e Marina, Silene e Fabrício têm objetivos diferentes com o filme. Fabrício quer usar a projeção para se tornar prefeito da cidade, enquanto Silene tenta sair dali o mais breve possível para brilhar pelo mundo inteiro com seu “talento”. Nada diferente da realidade. Ela nos diverte com sua ingenuidade e ele com o grande ciúme que sente por ela.
O resultado final de “O Monstro do Fosso” se torna uma crítica ainda maior à sétima arte. Com trechos engraçados, ação, “belas cenas de serem vistas” e uma linda mensagem no final, o filme acaba sendo um sucesso total na cidade, mesmo com uma história incoerente, confusa e sem o menor sentido. Muito semelhante a filmes que se tornam sucessos de público apenas pelo visual e não pelo conteúdo e que tudo o que menos importa é o roteiro, como pensou Marina. Ou seja, uma cutucada no público e na crítica que aplaude e admira essas projeções.
Também é preciso comentar sobre o personagem de Lázaro Ramos, Zico. Contratado para editar a produção (Joaquim e Marina perceberam que isso era realmente necessário depois de finalizarem as montagens), ele se mostra um tremendo de um aproveitador. Quer refilmar cenas, fica admirado com a beleza de Silene e tenta se aproveitar dela, pede uma boa grana para a edição e tenta sair com créditos pela direção do filme. O fato é que sabe do que o público gosta e tem uma boa lábia, por isso utiliza as cenas certas para que a produção se torne um sucesso. Assim, ele faz um discurso todo agradecido ao prefeito pelo incentivo que a produção recebeu e após a exibição do curta já anuncia novos trabalhos que estão por vir. Aliás, o próprio prefeito se aproveita da situação e, quando a obra na fossa é iniciada, já posa para fotos e faz um discurso como sendo o grande responsável pelo projeto, quando na verdade não era.
Jorge Furtado também critica a própria distribuição do dinheiro público destinado às artes. Eles possuem o dinheiro para fazer um filme, mas não há verbas para as obras no esgoto da cidade. Assim, os recursos de uma lei de incentivo acabam sendo a única saída, mesmo que errada, para a construção de obras essenciais para qualquer população. Uma grande distorção ao destino final que as verbas deveriam ser utilizadas. E mesmo quando possuem verbas, a realização das produções é difícil e a distribuição do trabalho é tão difícil quanto.
O que pode-se observar é que o próprio “Saneamento Básico – o filme” acabou sendo esquecido ou pouco observado por parte do público e da crítica e sofreu até mesmo com a estrutura de distribuição e divulgação do cinema no país. Filmado com recursos simples, o filme é uma das mais divertidas e ao mesmo tempo inteligentes comédias já realizadas recentemente pelo cinema nacional.
Confira o trailer:
O filme acompanha todo o planejamento e filmagem do vídeo e satiriza o próprio cinema. Afinal, etapas importantes como o roteiro, a montagem e as próprias atuações são deixadas de lado. Marina (Fernanda Torres), junto com seu marido Joaquim (Wagner Moura) são os maiores interessados na obra da fossa, já que ele começa a desenvolver uma micose por conta da poluição. Marina se preocupa mais em encher lingüiça no roteiro e preencher os 10 minutos de filmagem exigidos do que em tentar explicar as incoerências do roteiro planejado inicialmente, o que se assemelha àquele aluno que tenta fazer a lição de casa de qualquer maneira para se livrar da obrigação. Ela mesmo diz: “O roteiro não importa, só temos que fazer mandar esse roteiro para receber o dinheiro e para finalizar a obra”. Crítica aos cineastas que apresentam roteiros em troca da verbas do governo, sem a menor intenção de serem utilizados na filmagem depois.
Com isso a realização do “O Monstro do Fosso” acaba se tornando extremamente engraçada, com uma cena sendo colocada em cima da outra sem o menor planejamento. Silene (Camila Pitanga) e Fabrício (Bruno Garcia) conseguem ser divertidos apenas com a atuação completamente forçada de seus personagens no filme. Ao contrário de Joaquim e Marina, Silene e Fabrício têm objetivos diferentes com o filme. Fabrício quer usar a projeção para se tornar prefeito da cidade, enquanto Silene tenta sair dali o mais breve possível para brilhar pelo mundo inteiro com seu “talento”. Nada diferente da realidade. Ela nos diverte com sua ingenuidade e ele com o grande ciúme que sente por ela.
O resultado final de “O Monstro do Fosso” se torna uma crítica ainda maior à sétima arte. Com trechos engraçados, ação, “belas cenas de serem vistas” e uma linda mensagem no final, o filme acaba sendo um sucesso total na cidade, mesmo com uma história incoerente, confusa e sem o menor sentido. Muito semelhante a filmes que se tornam sucessos de público apenas pelo visual e não pelo conteúdo e que tudo o que menos importa é o roteiro, como pensou Marina. Ou seja, uma cutucada no público e na crítica que aplaude e admira essas projeções.
Também é preciso comentar sobre o personagem de Lázaro Ramos, Zico. Contratado para editar a produção (Joaquim e Marina perceberam que isso era realmente necessário depois de finalizarem as montagens), ele se mostra um tremendo de um aproveitador. Quer refilmar cenas, fica admirado com a beleza de Silene e tenta se aproveitar dela, pede uma boa grana para a edição e tenta sair com créditos pela direção do filme. O fato é que sabe do que o público gosta e tem uma boa lábia, por isso utiliza as cenas certas para que a produção se torne um sucesso. Assim, ele faz um discurso todo agradecido ao prefeito pelo incentivo que a produção recebeu e após a exibição do curta já anuncia novos trabalhos que estão por vir. Aliás, o próprio prefeito se aproveita da situação e, quando a obra na fossa é iniciada, já posa para fotos e faz um discurso como sendo o grande responsável pelo projeto, quando na verdade não era.
Jorge Furtado também critica a própria distribuição do dinheiro público destinado às artes. Eles possuem o dinheiro para fazer um filme, mas não há verbas para as obras no esgoto da cidade. Assim, os recursos de uma lei de incentivo acabam sendo a única saída, mesmo que errada, para a construção de obras essenciais para qualquer população. Uma grande distorção ao destino final que as verbas deveriam ser utilizadas. E mesmo quando possuem verbas, a realização das produções é difícil e a distribuição do trabalho é tão difícil quanto.
O que pode-se observar é que o próprio “Saneamento Básico – o filme” acabou sendo esquecido ou pouco observado por parte do público e da crítica e sofreu até mesmo com a estrutura de distribuição e divulgação do cinema no país. Filmado com recursos simples, o filme é uma das mais divertidas e ao mesmo tempo inteligentes comédias já realizadas recentemente pelo cinema nacional.
Confira o trailer:
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Sérgio Leone
O diretor Sérgio Leone deixou uma marca indiscutível para a história do cinema. O italiano trouxe uma nova roupagem aos já desgastados filmes de faroeste na década de 60, conquistando um público fiel de trabalho e resgatando a glória dos velhos filmes de bang-bang no mundo inteiro. Com ele surgiu o gênero Western Spaghetti, faroeste dirigido em locações italianas que simulavam o velho oeste americano e que utilizavam muito sangue em suas cenas.
Leone começou a carreira com filmes históricos de pouca repercussão, mas ficou primeiramente famoso com a trilogia dos dólares, composta por “Por um punhado de dólares” (1964), “Por uns dólares a mais” (1965), e “Três Homens em Conflito” (1968), e trouxe fama mundial a Clint Eastwood no papel do Homem sem nome, protagonista dos três filmes. As produções tiveram um baixo orçamento, mas fizeram um sucesso estrondoso que consagraram o diretor. Leone passou a ser conhecido por não apresentar histórias com roteiros muito elaborados, mas sim caprichar na parte técnica e em cada elemento da direção.
Mas isso mudou quando ele lançou “Era uma vez no Oeste”, considerado até hoje um dos melhores faroestes já produzidos. Com grande maturidade, Leone toca em temas políticos e consegue emocionar o espectador com uma trama surpreendente e extremamente tocante. E isso tudo sem perder as suas marcas registradas. Após o fracasso de “Quando explode a vingança”, Leone entrou em depressão e se afastou temporariamente da carreira como cineasta. Tudo isso para voltar em 1983 com “Era uma vez na América”, que retomou parte do prestígio perdido de sua carreira de um modo bem diferente. Em vez das paisagens do deserto, o italiano produziu um belo filme sobre a máfia no cenário urbano de Nova York.
Sérgio Leone possuía diversas características que o diferenciava dos demais diretores. A principal delas talvez seja o cuidado com a elaboração de cada uma de suas cenas. Tudo era montado milimetricamente. Ficou conhecido pelos famosos duelos entre os personagens e utilizava elementos para aumentar a tensão antes de cada um deles, especialmente no duelo final que decidia o filme. Por isso ressaltava a importância das interpretações e expressões dos atores. Esses eram os casos dos closes nos rostos, que mostravam o suor e o sofrimento de cada personagem antes da batalha, e também em suas armas. Tornava-se um duelo de olhares, extremamente psicológico, antes do duelo em si.
Suas narrativas eram lentas e desenvolvidas. Filmou diversos planos-sequência, e em diversas vezes a ação se tornava muito mais importante do que um diálogo. Também merecem destaque as belas locações do diretor. Em um cenário absolutamente desolador e sem futuro, populações se amedrontam diante dos duelos que acontecem em suas cidades. E é justamente essa atmosfera da cidade vazia, vista da perspectiva do personagem com o perigo podendo chegar a qualquer momento, que aumentava a expectativa da cena. Para colaborar ainda mais com isso contou com a parceria eterna do músico Enio Morricone, responsável por algumas das trilhas sonoras mais marcantes dos westerns. Com uma mistura de instrumentos, assobios e corais masculinos trouxe uma identidade ainda maior ao filmes de Leone.
Seus personagens também eram dotados de grande sarcasmo, o que garantia alguns bons momentos de humor. Porém não possuíam grande complexidade e tinham suas motivações e personalidades desvendadas claramente (exceto em “Era uma vez no Oeste”). O diretor conseguia trazer a identificação do espectador com seu personagem principal e as vezes até uma aproximação com o vilão. Mesmo os mocinhos de seus filmes, não eram totalmente colocados como virtuosos pelo diretor e possuíam interesses que os colocavam muito próximos dos vilões. Logicamente alguns deles não possuíam nenhum outro interesse que não fosse o de ganhar dinheiro facilmente, não importando o que tivesse que fazer. Isso tornava qualquer tipo de aliança realizada, fácil de ser desfeita a qualquer momento.
Enfim, Sérgio Leone foi e ainda é o ícone de diversos amantes do cinema. Com técnicas primorosas e bem desenvolvidas deixou uma marca inesquecível em um gênero só seu. Vale muito a pena acompanhar a carreira do cineasta e compreender tudo o que esse italiano ofereceu para o mundo da sétima arte.
Confira algumas das cenas mais marcantes dos filmes realizados pelo diretor:
Leone começou a carreira com filmes históricos de pouca repercussão, mas ficou primeiramente famoso com a trilogia dos dólares, composta por “Por um punhado de dólares” (1964), “Por uns dólares a mais” (1965), e “Três Homens em Conflito” (1968), e trouxe fama mundial a Clint Eastwood no papel do Homem sem nome, protagonista dos três filmes. As produções tiveram um baixo orçamento, mas fizeram um sucesso estrondoso que consagraram o diretor. Leone passou a ser conhecido por não apresentar histórias com roteiros muito elaborados, mas sim caprichar na parte técnica e em cada elemento da direção.
Mas isso mudou quando ele lançou “Era uma vez no Oeste”, considerado até hoje um dos melhores faroestes já produzidos. Com grande maturidade, Leone toca em temas políticos e consegue emocionar o espectador com uma trama surpreendente e extremamente tocante. E isso tudo sem perder as suas marcas registradas. Após o fracasso de “Quando explode a vingança”, Leone entrou em depressão e se afastou temporariamente da carreira como cineasta. Tudo isso para voltar em 1983 com “Era uma vez na América”, que retomou parte do prestígio perdido de sua carreira de um modo bem diferente. Em vez das paisagens do deserto, o italiano produziu um belo filme sobre a máfia no cenário urbano de Nova York.
Sérgio Leone possuía diversas características que o diferenciava dos demais diretores. A principal delas talvez seja o cuidado com a elaboração de cada uma de suas cenas. Tudo era montado milimetricamente. Ficou conhecido pelos famosos duelos entre os personagens e utilizava elementos para aumentar a tensão antes de cada um deles, especialmente no duelo final que decidia o filme. Por isso ressaltava a importância das interpretações e expressões dos atores. Esses eram os casos dos closes nos rostos, que mostravam o suor e o sofrimento de cada personagem antes da batalha, e também em suas armas. Tornava-se um duelo de olhares, extremamente psicológico, antes do duelo em si.
Suas narrativas eram lentas e desenvolvidas. Filmou diversos planos-sequência, e em diversas vezes a ação se tornava muito mais importante do que um diálogo. Também merecem destaque as belas locações do diretor. Em um cenário absolutamente desolador e sem futuro, populações se amedrontam diante dos duelos que acontecem em suas cidades. E é justamente essa atmosfera da cidade vazia, vista da perspectiva do personagem com o perigo podendo chegar a qualquer momento, que aumentava a expectativa da cena. Para colaborar ainda mais com isso contou com a parceria eterna do músico Enio Morricone, responsável por algumas das trilhas sonoras mais marcantes dos westerns. Com uma mistura de instrumentos, assobios e corais masculinos trouxe uma identidade ainda maior ao filmes de Leone.
Seus personagens também eram dotados de grande sarcasmo, o que garantia alguns bons momentos de humor. Porém não possuíam grande complexidade e tinham suas motivações e personalidades desvendadas claramente (exceto em “Era uma vez no Oeste”). O diretor conseguia trazer a identificação do espectador com seu personagem principal e as vezes até uma aproximação com o vilão. Mesmo os mocinhos de seus filmes, não eram totalmente colocados como virtuosos pelo diretor e possuíam interesses que os colocavam muito próximos dos vilões. Logicamente alguns deles não possuíam nenhum outro interesse que não fosse o de ganhar dinheiro facilmente, não importando o que tivesse que fazer. Isso tornava qualquer tipo de aliança realizada, fácil de ser desfeita a qualquer momento.
Enfim, Sérgio Leone foi e ainda é o ícone de diversos amantes do cinema. Com técnicas primorosas e bem desenvolvidas deixou uma marca inesquecível em um gênero só seu. Vale muito a pena acompanhar a carreira do cineasta e compreender tudo o que esse italiano ofereceu para o mundo da sétima arte.
Confira algumas das cenas mais marcantes dos filmes realizados pelo diretor:
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sábado, 8 de janeiro de 2011
Curtindo a vida adoidado
Curtindo a vida adoidado é um dos maiores clássicos do cinema dos anos 80 e que resultou na consagração total da bela carreira de John Hughes como diretor, produtor e roteirista. O longa se tornou um símbolo juvenil e passou a ser extremamente parodiado, imitado, admirado e até mesmo criticado por muitos, resultado da polêmica que envolve sua trama. A trama apresenta o adolescente Ferris Buller (Ma, que simula uma séria doença aos pais para poder faltar a aula naquele dia. Com isso, ele chama seu melhor amigo Cameron Frye (Alan Ruck) e sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara) para saírem por vários locais da cidade e aproveitarem o melhor dia de suas vidas. Com isso, eles passam por diversas aventuras e desafios para que seus pais não suspeitem de nada, nem o diretor da escola Edward Rooney (Jeffrey Jones) e nem a irmã de Ferris, Jeanie Buller, (Jennifer Grey) os atrapalhem.
Hughes superestima o poder dos adolescentes e lhes confere inteligência e até mesmo a capacidade de manipular os adultos dentro da trama, que são retratados até mesmo de forma estereotipada na trama. Assim, os jovens deixam de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas complexos. Os pais de Ferris fazem parte daquela família americana aparentemente considerada ideal e perfeita, que acredita o tempo todo em seu filho e não suspeita de nada errado, nem mesmo quando o diretor Rooney os adverte. O trio protagonista retrata o sonho de todo adolescente: poder ter um dia livre longe das obrigações escolares (retratadas como algo insuportável) e da pressão por resultados podendo aproveitar um dia da forma que bem entenderem. Até por isso o filme foi visto criticado e visto como estímulo para que os jovens “quebrem as regras” e desobedeçam seus pais. Isso fica ainda mais claro com a transformação de Jeanie ao fim da trama, ao proteger seu irmão do diretor, e de ter se arrependido de não ter aproveitado seu dia do jeito que queria.
O grande objetivo de Ferris é não apenas aproveitar seu dia com sua namorada, mas também fazer com que Cameron também aproveite e se divirta de uma maneira que ele nunca se divertiu antes. Ferris exalta o tempo todo a importância dessa descontração e de não se preocupar com o que o pai ou qualquer outra pessoa pense disso. A cena da destruição da Ferrari de seu pai, com a qual ele se preocupou tanto ao longo do filme, exalta sua perfeita transformação ao se revoltar contra as imposições do pai. Ferris também é visto como exemplo na escola em que estuda e o diretor Rooney mostra preocupação com o tamanho da influência que o garoto exerce sobre os alunos em sua escola. Com isso, ele convence a todos de que está com uma grave doença e consegue até mesmo arrecadar com isso. O protagonista também conversa com o público olhando diretamente para a câmera, recurso muito utilizado por Woody Allen.
Além disso, também é exibida a felicidade com a cultura consumista e capitalista da época, ou seja possui um ideal político forte mas que acaba passando despercebido. A trama do filme é simples, pouca complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. A trama do filme é simples, pouco complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. Mas a maneira como Hughes a constrói é que se torna inesquecível. Desde as atrapalhadas do diretor Rooney ao tentar flagrar as armações de Ferris, até a identificação com o protagonista e suas diversas aventuras e tentativas de escapar dos pais, tudo ficou eternizado para essa geração da época e para as gerações futuras. O filme se tornou um lema de vida para diversos jovens. Afinal o lema de Ferris é: “Eu já disse isso uma vez. Vou dizer novamente: A vida passa muito rápido; se você não parar e olhar ao redor, você pode perdê-la”
Confira o trailer:
Hughes superestima o poder dos adolescentes e lhes confere inteligência e até mesmo a capacidade de manipular os adultos dentro da trama, que são retratados até mesmo de forma estereotipada na trama. Assim, os jovens deixam de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas complexos. Os pais de Ferris fazem parte daquela família americana aparentemente considerada ideal e perfeita, que acredita o tempo todo em seu filho e não suspeita de nada errado, nem mesmo quando o diretor Rooney os adverte. O trio protagonista retrata o sonho de todo adolescente: poder ter um dia livre longe das obrigações escolares (retratadas como algo insuportável) e da pressão por resultados podendo aproveitar um dia da forma que bem entenderem. Até por isso o filme foi visto criticado e visto como estímulo para que os jovens “quebrem as regras” e desobedeçam seus pais. Isso fica ainda mais claro com a transformação de Jeanie ao fim da trama, ao proteger seu irmão do diretor, e de ter se arrependido de não ter aproveitado seu dia do jeito que queria.
O grande objetivo de Ferris é não apenas aproveitar seu dia com sua namorada, mas também fazer com que Cameron também aproveite e se divirta de uma maneira que ele nunca se divertiu antes. Ferris exalta o tempo todo a importância dessa descontração e de não se preocupar com o que o pai ou qualquer outra pessoa pense disso. A cena da destruição da Ferrari de seu pai, com a qual ele se preocupou tanto ao longo do filme, exalta sua perfeita transformação ao se revoltar contra as imposições do pai. Ferris também é visto como exemplo na escola em que estuda e o diretor Rooney mostra preocupação com o tamanho da influência que o garoto exerce sobre os alunos em sua escola. Com isso, ele convence a todos de que está com uma grave doença e consegue até mesmo arrecadar com isso. O protagonista também conversa com o público olhando diretamente para a câmera, recurso muito utilizado por Woody Allen.
Além disso, também é exibida a felicidade com a cultura consumista e capitalista da época, ou seja possui um ideal político forte mas que acaba passando despercebido. A trama do filme é simples, pouca complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. A trama do filme é simples, pouco complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. Mas a maneira como Hughes a constrói é que se torna inesquecível. Desde as atrapalhadas do diretor Rooney ao tentar flagrar as armações de Ferris, até a identificação com o protagonista e suas diversas aventuras e tentativas de escapar dos pais, tudo ficou eternizado para essa geração da época e para as gerações futuras. O filme se tornou um lema de vida para diversos jovens. Afinal o lema de Ferris é: “Eu já disse isso uma vez. Vou dizer novamente: A vida passa muito rápido; se você não parar e olhar ao redor, você pode perdê-la”
Confira o trailer:
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Principais estreias em 2011
Começa 2011 e com ele novos filmes chegam ao cinema a cada semana. O primeiro semestre é composto especialmente por filmes elogiados pela crítica e que concorrem aos prêmios dos principais festivais de cinema. A partir do fim do primeiro semestre e segundo semestre, entre os que já estão confirmados, começam a chegar mais filmes comerciais, especialmente sequências de filmes que já fizeram sucesso. Também há tendência para a aposta forte na tecnologia 3D. O cinema nacional também marca presença, mas a primeira vista não há nenhuma produção que podemos colocar como futuro sucesso absoluto no país. Confira a lista e os trailers dos principais filmes:
JANEIRO
Dia 7
"Além da Vida", de Clint Eastwood
"Enrolados", de Nathan Greno
Dia 14
"O Mágico", de Sylvian Chomet
"O Turista", de Florian Henckel von Donnersmark
Dia 21
“Bravura Indômita”, dos Irmãos Coen
"Zé Colmeia", de Eric Brevig
"Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas", de Apichatpong Weerasethakul - ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes
Dia 28
"Um Lugar Qualquer", de Sofia Coppola – vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza
"Biutiful", de Alejandro González Iñárritu – forte concorrente aos prêmios em língua estrangeira
FEVEREIRO
Dia 4
"O Discurso do Rei", de Tom Hooper – líder de indicações para o Globo de Ouro com 7 indicações
Dia 11
"Cisne Negro", de Darren Aronofsky – líder de indicações ao prêmio Critics’ Choice com 11 indicações e considerado um dos favoritos ao Oscar
"O Vencedor", de David O. Russell
Dia 18
"Rabbit Hole", de John Cameron Mitchell
"O Besouro Verde", de Michel Gondry
Dia 25
"Bruna Surfistinha", de Marcus Baldini
MARÇO
Dia 4
"Raul Seixas: o Início, o Fim e o Meio", de Walter Carvalho
"Lope", de Andrucha Waddington
Dia 11
"Família Vende Tudo", de Alain Fresnot
Dia 25
"Sucker Punch Mundo Surreal", de Zack Snyder
"The Tempest", de Julie Taymor
"VIPs", de Toniko Melo
ABRIL
Dia 8
"Fúria sobre Rodas", de Patrick Lussier
"Rio", de Carlos Saldanha
Dia 15
“Pânico 4”, de Wes Craven
Dia 29
"Thor 3D", de Kenneth Branagh
MAIO
Dia 6
"Velozes e Furiosos 5"
"Piratas do Caribe 4", de Rob Marshall
Dia 27
"Se Beber, Não Case! Parte 2", de Todd Phillips
“Kung Fu Panda 2”, de Jennifer Yuh Nelson
JUNHO
Dia 3
"X-Men - First Class", de Matthew Vaughn
Dia 17
"Lanterna Verde", de Martin Campbell
JULHO
Dia 1
"Transformers: Dark of the moon", de Michael Bay
Dia 15
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", de D. Yates
Dia 22
"Assalto ao Banco Central", de Marcos Paulo
Dia 29
"Captain America: The First Avenger (3D)", de Joe Johnston
AGOSTO
"Os Smurfs" de Raja Gosnell
SETEMBRO
Dia 2
"War Horse", de Steven Spielberg
OUTUBRO
Dia 7
"Midnight in Paris", de Woody Allen
"Johnny English Reborn", de Oliver Parker
NOVEMBRO
Dia 18
"A Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 1", de Bill Condon
DEZEMBRO
Dia 9
"Gato de Botas"
Dia 16
"Sherlock Holmes 2", de Guy Ritchie
Dia 29
"Missão impossível 4", de Brad Bird
JANEIRO
Dia 7
"Além da Vida", de Clint Eastwood
"Enrolados", de Nathan Greno
Dia 14
"O Mágico", de Sylvian Chomet
"O Turista", de Florian Henckel von Donnersmark
Dia 21
“Bravura Indômita”, dos Irmãos Coen
"Zé Colmeia", de Eric Brevig
"Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas", de Apichatpong Weerasethakul - ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes
Dia 28
"Um Lugar Qualquer", de Sofia Coppola – vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza
"Biutiful", de Alejandro González Iñárritu – forte concorrente aos prêmios em língua estrangeira
FEVEREIRO
Dia 4
"O Discurso do Rei", de Tom Hooper – líder de indicações para o Globo de Ouro com 7 indicações
Dia 11
"Cisne Negro", de Darren Aronofsky – líder de indicações ao prêmio Critics’ Choice com 11 indicações e considerado um dos favoritos ao Oscar
"O Vencedor", de David O. Russell
Dia 18
"Rabbit Hole", de John Cameron Mitchell
"O Besouro Verde", de Michel Gondry
Dia 25
"Bruna Surfistinha", de Marcus Baldini
MARÇO
Dia 4
"Raul Seixas: o Início, o Fim e o Meio", de Walter Carvalho
"Lope", de Andrucha Waddington
Dia 11
"Família Vende Tudo", de Alain Fresnot
Dia 25
"Sucker Punch Mundo Surreal", de Zack Snyder
"The Tempest", de Julie Taymor
"VIPs", de Toniko Melo
ABRIL
Dia 8
"Fúria sobre Rodas", de Patrick Lussier
"Rio", de Carlos Saldanha
Dia 15
“Pânico 4”, de Wes Craven
Dia 29
"Thor 3D", de Kenneth Branagh
MAIO
Dia 6
"Velozes e Furiosos 5"
"Piratas do Caribe 4", de Rob Marshall
Dia 27
"Se Beber, Não Case! Parte 2", de Todd Phillips
“Kung Fu Panda 2”, de Jennifer Yuh Nelson
JUNHO
Dia 3
"X-Men - First Class", de Matthew Vaughn
Dia 17
"Lanterna Verde", de Martin Campbell
JULHO
Dia 1
"Transformers: Dark of the moon", de Michael Bay
Dia 15
"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", de D. Yates
Dia 22
"Assalto ao Banco Central", de Marcos Paulo
Dia 29
"Captain America: The First Avenger (3D)", de Joe Johnston
AGOSTO
"Os Smurfs" de Raja Gosnell
SETEMBRO
Dia 2
"War Horse", de Steven Spielberg
OUTUBRO
Dia 7
"Midnight in Paris", de Woody Allen
"Johnny English Reborn", de Oliver Parker
NOVEMBRO
Dia 18
"A Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 1", de Bill Condon
DEZEMBRO
Dia 9
"Gato de Botas"
Dia 16
"Sherlock Holmes 2", de Guy Ritchie
Dia 29
"Missão impossível 4", de Brad Bird
sábado, 1 de janeiro de 2011
Irreversível (2002)
Após um período sem atualizações no site voltaremos com nossas atividades nromalmente com mais atualizações frequentes.
Irreversível não é um filme popular, nem tem a intenção de ser. É um filme forte e que não hesita de mostrar nada ao espectador. E é uma produção que vai ficar na sua mente por um bom tempo e te emocionar. E essa é exatamente a intenção do diretor Gaspar Noé.
A trama de Irreversível é basicamente simples. Um homem busca vingança e mata o homem que estuprou e matou a sua mulher. Poderia ser uma história simplória, se não fosse por alguns aspectos. A história se desenrola de trás para frente. Logo no começo da produção, aparecem os créditos, com os nomes invertidos. Depois acompanhamos a vingança dos amigos Pierre e Marcus, respectivamente ex e atual namorado de Alex, mulher morta e estuprada. Podemos notar o total desequilíbrio e loucura de Marcus, que aparentemente é algo inexplicável para o espectador. Porém, a medida que sua história é desvendada entendemos completamente a sua reação. Ao final do filme, que termina de maneira graciosa e pacífica, lamentamos que o assassinato e estupro de Alex tenha interrompido uma história tão bonita que estaria por vir com seu namorado Marcus.
Gaspar Noé não poupa nada do espectador. O diretor não hesita em mostrar as agressões de Marcus ao estuprador e de mostrar 15 minutos de um estupro absolutamente cruel. Assim, o contraste com a felicidade vivida pelos protagonistas se torna ainda mais profundo, o que realça seu efeito. No começo do filme, quando ocorrem os momentos de maior tensão, a câmera, colocado na mão, se move radicalmente, sendo muitas vezes difícil até mesmo de enxergar o que está acontecendo. Quando o filme começa a acalmar, os planos de câmera se tornam mais sutis e cuidadosos. O mesmo acontece com a iluminação da cena. As atuações de Monica Belucci e Vincent Cassel são excelentes e trazem toda a veracidade que o filme merece.
Irreversível pode ser considerado um verdadeiro ensaio da natureza humana. Gaspar nos mostra todos os sentimentos que a vida pode oferecer e que são suscetíveis a acometer qualquer um de nós. Com isso, até mesmo a violência e crueldade presentes na trama cumprem seu papel dentro do filme. Realmente inesquecível e uma aula de cinema.
Confira o trailer:
Irreversível não é um filme popular, nem tem a intenção de ser. É um filme forte e que não hesita de mostrar nada ao espectador. E é uma produção que vai ficar na sua mente por um bom tempo e te emocionar. E essa é exatamente a intenção do diretor Gaspar Noé.
A trama de Irreversível é basicamente simples. Um homem busca vingança e mata o homem que estuprou e matou a sua mulher. Poderia ser uma história simplória, se não fosse por alguns aspectos. A história se desenrola de trás para frente. Logo no começo da produção, aparecem os créditos, com os nomes invertidos. Depois acompanhamos a vingança dos amigos Pierre e Marcus, respectivamente ex e atual namorado de Alex, mulher morta e estuprada. Podemos notar o total desequilíbrio e loucura de Marcus, que aparentemente é algo inexplicável para o espectador. Porém, a medida que sua história é desvendada entendemos completamente a sua reação. Ao final do filme, que termina de maneira graciosa e pacífica, lamentamos que o assassinato e estupro de Alex tenha interrompido uma história tão bonita que estaria por vir com seu namorado Marcus.
Gaspar Noé não poupa nada do espectador. O diretor não hesita em mostrar as agressões de Marcus ao estuprador e de mostrar 15 minutos de um estupro absolutamente cruel. Assim, o contraste com a felicidade vivida pelos protagonistas se torna ainda mais profundo, o que realça seu efeito. No começo do filme, quando ocorrem os momentos de maior tensão, a câmera, colocado na mão, se move radicalmente, sendo muitas vezes difícil até mesmo de enxergar o que está acontecendo. Quando o filme começa a acalmar, os planos de câmera se tornam mais sutis e cuidadosos. O mesmo acontece com a iluminação da cena. As atuações de Monica Belucci e Vincent Cassel são excelentes e trazem toda a veracidade que o filme merece.
Irreversível pode ser considerado um verdadeiro ensaio da natureza humana. Gaspar nos mostra todos os sentimentos que a vida pode oferecer e que são suscetíveis a acometer qualquer um de nós. Com isso, até mesmo a violência e crueldade presentes na trama cumprem seu papel dentro do filme. Realmente inesquecível e uma aula de cinema.
Confira o trailer:
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
A brilhante história de Mark Zuckerberg
Ontem assisti ao mais novo lançamento do diretor David Fincher (Clube da Luta, Se7en): A Rede Social. Confesso que entre tantas opções ruins de filmes em exibição no momento, fiquei com receio de assistir ao longa mesmo depois de ter lido boas críticas a respeito do mesmo.
Meu medo de ter perdido meu dinheiro (tal como as duas horas que viriam pela frente) foram embora logo no início da exibição. A história do jovem prodígio Mark Zuckerberg surpreende, e é impressionante assistir como o estudante da universidade de Harvard conseguiu em tão pouco tempo criar a maior rede social do mundo: o Facebook.
Mesmo já tendo declarado publicamente que o filme não condiz com a realidade dos fatos, Zuckerberg não tem do que reclamar. Além da publicidade gratuita que o longa faz para o site, “A rede Social” ainda pode se destacar no Oscar do ano que vem. Fato comprovado levando em consideração as 6 indicações ao Globo de Ouro de 2011 e por ter sido eleito o melhor filme do ano pelas associações de críticos de Los Angeles e Nova York.
Se você ainda não assistiu, vale muito a pena dar uma conferida nesse filme.
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