sábado, 15 de maio de 2010

Um herói decadente

Russel Crowe: não agrada no papel de Robin Hood

Ontem não foi um bom dia para estréias. Talvez o mais relevante (não por sua importância e sim pelos nomes envolvidos na produção) é a adaptação para a telona do lendário personagem “Robin Hood” pelas mãos do diretor Ridley Scott. O filme, de forma bem direta, é fraco. A narrativa parece não engrenar nas duas horas e vinte minutos de exibição, e Russell Crowe não representa muito bem o imaginário de Robin Hood. No alto de seus 45 anos, Crowe que ganhou o Oscar em 2001 como melhor ator pelo filme “Gladiador” (sendo a direção também de Scott) não anima. O longa não é envolvente e a esperada jornada emocionante do protagonista não acontece da forma que era esperada. E você, tem uma opinião diferente? Gostou do filme? Comente!

Assista o trailler da produção:

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Festival de Cinema de Cannes 2010


O Festival de Cinema de Cannes, cidade ao sul da França, é um dos mais importantes e reconhecidos festivais do mundo. A premiação foi criada por Jean Zay e a primeira edição ocorreu em 1946 e a partir de 1955 foi introduzido a Palma de Ouro, como prêmio máximo do evento. Desde o início o grande diferencial da cerimônia é abrir espaço não apenas para os grandes blockbusters, mas também para produções alternativas de diversos países do mundo. Desde o início além dos grandes mestres do cinema, estudantes e iniciantes na sétima arte também já foram premiados. O festival é dividido em quatro mostras principais: Filmes em competição, filmes fora de competição, Mostra Um Certo Olhar, Semana da Crítica. Também há mais duas paralelas: Quinzena dos diretores e o Cinde-Fundação. Entre os filmes em competição existe uma seção para curtas e uma para longas-metragens. Além da Palma de Ouro, são premiados o melhor ator, atriz, diretor e cenarista. O Gran Prix é o troféu para o filme de maior originalidade e um júri especializado, que conta com oito pessoas ligadas ao cinema como Tim Burton e Benicio Del Toro, ainda premia um filme separadamente. 


O Festival desse ano começou ontem e vai até o dia 23 de maio. A mostra competitiva recebe atenção menor em relação aos últimos anos e a mostra alternativa com produções mais independentes começa a ganhar seu espaço. Essa é a aposta do diretor do Festival Thierry Frémaux. Na competição há apenas um filme americano concorrente, o que não acontecia desde 1987, porém as produções norte-americanas causam grande alvoroço. Foi o que aconteceu no primeiro dia com a exibição de Robin Hood, de Ridley Scott com as presenças de Cate Blanchett e Russel Crowe. O Brasil está representado apenas nas mostras altenativas com o curta “Estação”, de Márcia Faria e “Cinco Vezes Favela – Por Nós Mesmos”, projeto de Cacá Diegues, que está fora de competição. 

                                                                                     Robin Hood de Ridley Scott
Fontes:
http://cinema.uol.com.br/cannes/ultnot/2010/05/12/em-cannes-2010-o-cinema-em-crise-pode-render-boas-surpresas.jhtm
http://br.cinema.yahoo.com/promo/cannes/sobreofestival.html
Saiba mais sobre o festival:
Filmes fora de competição:
http://cinema.uol.com.br/cannes/ultnot/2010/05/11/brasil-presente-em-varias-secoes-do-festival-de-cannes.jhtm
Todos os vencedores:
http://cinema.uol.com.br/cannes/ultnot/2010/05/11/as-palmas-de-ouro-do-festival-de-cannes.jhtm
Acompanhe as notícias do evento no Uol Cinema: http://cinema.uol.com.br/

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Premiação

O CINECLUBE01 está participando do Top Blog 2010, concurso que premia os melhores blogs da internet em diversas categorias. Você pode nos ajudar a concorrer a essa importante premiação. Basta clicar em votar no link: http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=busca&c_b=11100521 ou no banner do lado direito do nosso blog. A votação é super rápida, mas atenção: é preciso confirmar o voto através do e-mail que você indicar.


sábado, 8 de maio de 2010

Teaser de Super 8, o projeto de J.J. Abrams e Spielberg

"Em 1979, as Forças Aéreas dos Estados Unidos fecharam uma seção da Área 51. Todos os materiais tinham que ser transportados para instalações de segurança em Ohio". O filme de ficção científica que tem Abrams (criador da série Lost) como diretor e Spielberg como produtor estréia ano que vem. O trailer vazou nessa sexta-feira 07/05 e não está em tão boa qualidade, mas mesmo assim vale a pena conferir.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Um vilão pedófilo e um filme psicodélico


Freddy retorna às telonas mais agressivo e, acredite, pedófilo

Freddy Krueger retorna com a difícil missão de conquistar o antigo prestigio que fora perdido ao longo dos anos. Depois de várias continuações (muitas delas frustrantes, como em “Freddy Vs. Jason”, de 2003) o oitavo filme da série tem a direção de um dos grandes nomes da década de 90 quando o assunto é videoclipe: Samuel Bayer, diretor de “Smells like teen spirit”, do Nirvana e “Bullet with the butterfly wings” do Smashing Pumpkins, entre outros.

O reboot do clássico de 1984 é uma versão repaginada do original para uma nova geração. Mesmo assim muitos takes de “A hora do pesadelo” são idênticos ao primeiro filme. Freddy Krueger está mais agressivo e sua aparência um pouco mais “deformada” se comparado com o longa de 84, e um ponto que chama a atenção e vem ganhando destaque nas criticas sobre o filme é o fato do personagem ser pedófilo. Isso foi duramente criticado, pois o principal público do primeiro filme eram justamente os jovens e crianças. Apesar disso, “A hora do pesadelo” liderou as bilheterias americanas na sua estréia semana passada.



Um mundo em que o visual supera a história

"O mundo imaginário do Dr. Parnassus", último filme de Heath Ledger morto em 2008, nada mais é que um grande espetáculo visual. O roteiro é mediano e o fato de Ledger (que foi substituído nas cenas finais por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell revezando o papel) ter falecido no meio das filmagens acabou atrapalhando um pouco mais a trama, que parece perder fôlego conforme se desenvolve. Vale a pena para os fãs do de Ledger, que recebe uma singela homenagem nos créditos finais.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Videoteca Básica - Valsa com Bashir


O que esperar de uma animação israelense? Para muitos, a produção seria uma cilada na certa, mas o que se vê é uma história magnífica ilustrada por um dos mais belos visuais já vistas no cinema. O filme traz a história de Ari Folman, roteirista, diretor e personagem principal do filme em forma de documentário que conta sua própria experiência que viveu durante a Guerra do Líbano entre Líbano e Israel durante a década de 1980. Na trama, um antigo amigo conta a Ari um sonho no qual sofre uma perseguição de 26 cães. Os dois concluem que o pesadelo tem a ver com sua experiência durante a guerra. Ari se sente incomodado e surpreso por não ter quase nenhuma lembrança a respeito do conflito. Assim ele vai em busca de outras pessoas que estavam com ele durante o período.



Com os depoimentos de antigos conhecidos que ele começa a relembrar de tudo o que aconteceu. A partir disso vem a tona sérias denúncias a respeito da conivência dos soldados israelenses com a matança de palestinos promovida por soldados de uma milícia libanesa cristã. Logo o sentimento de culpa começa a perturbá-lo ao perceber que não fez nada para impedir a situação. As cenas são fortes e trazem ao espectador o resultado esperado: resgatar as imagens de uma guerra e mostrá-la o quanto seu resultado foi desastroso ao aniquilar centenas de pessoas inocentes. Para isso, imagens reais de arquivo também estão presentes. Ou seja, toda a história é contada com a maior sinceridade e aproximação com a realidade vivida pelo diretor.



 Mas o grande diferencial da produção é o fato de ser realizada em forma de animação. Todas as cenas parecem ter sido desenhadas com uma beleza impressionante. As cores amarelas, laranjas e azuis predominantes em determinadas cenas contribuem para despertar no espectador os sentimentos melancólicos e perturbadores vividos pelos personagens. Todo esse visual catártico também produz situações absolutamente irreais como a alucinação vivida por Ari na qual ele “navega” deitado sobre uma mulher pelo mar. A trilha sonora também é parte integrante dessas emoções. Ao espectador só resta ficar impressionado com a plasticidade chocante que todas as simbólicas cenas possuem. Filme indicadíssimo para aqueles que procuram algo de qualidade fora de Hollywood.
 Veja o trailer: 

domingo, 2 de maio de 2010

Screenshots - O Senhor das Armas (2005)


Direção e Roteiro: Andrew Niccol.