Ontem não foi um bom dia para estréias. Talvez o mais relevante (não por sua importância e sim pelos nomes envolvidos na produção) é a adaptação para a telona do lendário personagem “Robin Hood” pelas mãos do diretor Ridley Scott. O filme, de forma bem direta, é fraco. A narrativa parece não engrenar nas duas horas e vinte minutos de exibição, e Russell Crowe não representa muito bem o imaginário de Robin Hood. No alto de seus 45 anos, Crowe que ganhou o Oscar em 2001 como melhor ator pelo filme “Gladiador” (sendo a direção também de Scott) não anima. O longa não é envolvente e a esperada jornada emocionante do protagonista não acontece da forma que era esperada. E você, tem uma opinião diferente? Gostou do filme? Comente!
O Festival de Cinema de Cannes, cidade ao sul da França, é um dos mais importantes e reconhecidos festivais do mundo. A premiação foi criada por Jean Zay e a primeira edição ocorreu em 1946 e a partir de 1955 foi introduzido a Palma de Ouro, como prêmio máximo do evento. Desde o início o grande diferencial da cerimônia é abrir espaço não apenas para os grandes blockbusters, mas também para produções alternativas de diversos países do mundo. Desde o início além dos grandes mestres do cinema, estudantes e iniciantes na sétima arte também já foram premiados. O festival é dividido em quatro mostras principais: Filmes em competição, filmes fora de competição, Mostra Um Certo Olhar, Semana da Crítica. Também há mais duas paralelas: Quinzena dos diretores e o Cinde-Fundação. Entre os filmes em competição existe uma seção para curtas e uma para longas-metragens. Além da Palma de Ouro, são premiados o melhor ator, atriz, diretor e cenarista. O Gran Prix é o troféu para o filme de maior originalidade e um júri especializado, que conta com oito pessoas ligadas ao cinema como Tim Burton e Benicio Del Toro, ainda premia um filme separadamente.
O Festival desse ano começou ontem e vai até o dia 23 de maio. A mostra competitiva recebe atenção menor em relação aos últimos anos e a mostra alternativa com produções mais independentes começa a ganhar seu espaço. Essa é a aposta do diretor do Festival Thierry Frémaux. Na competição há apenas um filme americano concorrente, o que não acontecia desde 1987, porém as produções norte-americanas causam grande alvoroço. Foi o que aconteceu no primeiro dia com a exibição de Robin Hood, de Ridley Scott com as presenças de Cate Blanchett e Russel Crowe. O Brasil está representado apenas nas mostras altenativas com o curta “Estação”, de Márcia Faria e “Cinco Vezes Favela – Por Nós Mesmos”, projeto de Cacá Diegues, que está fora de competição.
O CINECLUBE01 está participando do Top Blog 2010, concurso que premia os melhores blogs da internet em diversas categorias. Você pode nos ajudar a concorrer a essa importante premiação. Basta clicar em votar no link: http://www.topblog.com.br/2010/index.php?pg=busca&c_b=11100521 ou no banner do lado direito do nosso blog. A votação é super rápida, mas atenção: é preciso confirmar o voto através do e-mail que você indicar.
"Em 1979, as Forças Aéreas dos Estados Unidos fecharam uma seção da Área 51. Todos os materiais tinham que ser transportados para instalações de segurança em Ohio". O filme de ficção científica que tem Abrams (criador da série Lost) como diretor e Spielberg como produtor estréia ano que vem. O trailer vazou nessa sexta-feira 07/05 e não está em tão boa qualidade, mas mesmo assim vale a pena conferir.
Freddy retorna às telonas mais agressivo e, acredite, pedófilo
Freddy Krueger retorna com a difícil missão de conquistar o antigo prestigio que fora perdido ao longo dos anos. Depois de várias continuações (muitas delas frustrantes, como em “Freddy Vs. Jason”, de 2003) o oitavo filme da série tem a direção de um dos grandes nomes da década de 90 quando o assunto é videoclipe: Samuel Bayer, diretor de “Smells like teen spirit”, do Nirvana e “Bullet with the butterfly wings” do Smashing Pumpkins, entre outros.
O reboot do clássico de 1984 é uma versão repaginada do original para uma nova geração. Mesmo assim muitos takes de “A hora do pesadelo” são idênticos ao primeiro filme. Freddy Krueger está mais agressivo e sua aparência um pouco mais “deformada” se comparado com o longa de 84, e um ponto que chama a atenção e vem ganhando destaque nas criticas sobre o filme é o fato do personagem ser pedófilo. Isso foi duramente criticado, pois o principal público do primeiro filme eram justamente os jovens e crianças. Apesar disso, “A hora do pesadelo” liderou as bilheterias americanas na sua estréia semana passada.
Um mundo em que o visual supera a história
"O mundo imaginário do Dr. Parnassus", último filme de Heath Ledger morto em 2008, nada mais é que um grande espetáculo visual. O roteiro é mediano e o fato de Ledger (que foi substituído nas cenas finais por Johnny Depp, Jude Law e Colin Farrell revezando o papel) ter falecido no meio das filmagens acabou atrapalhando um pouco mais a trama, que parece perder fôlego conforme se desenvolve. Vale a pena para os fãs do de Ledger, que recebe uma singela homenagem nos créditos finais.
O que esperar de uma animação israelense? Para muitos, a produção seria uma cilada na certa, mas o que se vê é uma história magnífica ilustrada por um dos mais belos visuais já vistas no cinema. O filme traz a história de Ari Folman, roteirista, diretor e personagem principal do filme em forma de documentário que conta sua própria experiência que viveu durante a Guerra do Líbano entre Líbano e Israel durante a década de 1980. Na trama, um antigo amigo conta a Ari um sonho no qual sofre uma perseguição de 26 cães. Os dois concluem que o pesadelo tem a ver com sua experiência durante a guerra. Ari se sente incomodado e surpreso por não ter quase nenhuma lembrança a respeito do conflito. Assim ele vai em busca de outras pessoas que estavam com ele durante o período.
Com os depoimentos de antigos conhecidos que ele começa a relembrar de tudo o que aconteceu. A partir disso vem a tona sérias denúncias a respeito da conivência dos soldados israelenses com a matança de palestinos promovida por soldados de uma milícia libanesa cristã. Logo o sentimento de culpa começa a perturbá-lo ao perceber que não fez nada para impedir a situação. As cenas são fortes e trazem ao espectador o resultado esperado: resgatar as imagens de uma guerra e mostrá-la o quanto seu resultado foi desastroso ao aniquilar centenas de pessoas inocentes. Para isso, imagens reais de arquivo também estão presentes. Ou seja, toda a história é contada com a maior sinceridade e aproximação com a realidade vivida pelo diretor.
Mas o grande diferencial da produção é o fato de ser realizada em forma de animação. Todas as cenas parecem ter sido desenhadas com uma beleza impressionante. As cores amarelas, laranjas e azuis predominantes em determinadas cenas contribuem para despertar no espectador os sentimentos melancólicos e perturbadores vividos pelos personagens. Todo esse visual catártico também produz situações absolutamente irreais como a alucinação vivida por Ari na qual ele “navega” deitado sobre uma mulher pelo mar. A trilha sonora também é parte integrante dessas emoções. Ao espectador só resta ficar impressionado com a plasticidade chocante que todas as simbólicas cenas possuem. Filme indicadíssimo para aqueles que procuram algo de qualidade fora de Hollywood.