Mesmo liderando a bilheteria de seis países europeus em sua estréia na última quarta feira, “Homem de Ferro 2” não surpreende. O longa prende a atenção do expectador apenas pelas cenas de ação e por algumas sequencias cômicas, porém o roteiro é muito fraco se comparado com o do antecessor. Robert Downey Jr (Homem de Ferro)continua sendo o grande destaque pela sua atuação, o mesmo não pode ser dito de Mickey Rourke (Chicote Negro) que por vezes demonstra ter uma personalidade instável (ora parece ser inteligentíssimo, ora um ignorante) e Scarlett Johansson (Natalia Romanova) que não passa de mais um “rostinho bonito” na trama.
Em alguns momentos os heróis Thor e Capitão América são mencionados, isso porque em 2012 será lançado “Os Vingadores” que contará com a presença dos dois personagens citados mais o Hulk e o próprio Homem de Ferro.
O retorno de Woody Allen
Outro lançamento é o novo filme do cineasta Woody Allen: “Tudo Pode Dar Certo”. O protagonista é ninguém menos que Larry David, criador do seriado “Seinfield”. Boris Yellnikoff (papel de David) é um ser pessimista que vive reclamando do mundo. Ele vive sozinho até conhecer Melodie (Evan Rachel Wood), garota do interior dos EUA com quem começa a ter um relacionamento depois de tentar evitá-la por diversas vezes. A situação fica complicada e engraçada quando os pais da garota, que são conservadores, resolvem procurar a filha que havia fugido de casa. O trailer é muito engraçado, mas confesso que fico com um pé atrás em relação aos filmes do Woody Allen, pois último que vi e realmente gostei foi Match Point (2005) sendo que os outros trabalhos não me surpreenderam.
Texto retirado do site: http://www.cinemaemcena.com.br/Noticia_Detalhe.aspx?ID_NOTICIA=33027&ID_TIPO_NOTICIA=3
Acesse diariamente: www.cinemaemcena.com.br
Filmografia completa: Al Pacino
25/04/2010
por: Jessica Soares
Para falar do ator talvez baste pronunciar seu nome: Al Pacino. Nome e sobrenome servem perfeitamente para remeter ao ator que, ao longo de 40 anos, participou de mais de 40 filmes em que sua presença é dificilmente esquecida. Al Pacino. As poderosas palavras falham apenas por não dizer o suficiente do homem que existe por trás da assinatura.
Pacino é filho de Rose e Salvatore Alfred Pacino, americanos com descendência italiana. Viu, antes de ser velho o suficiente para se lembrar, as falhas do american way of life. Seus pais se divorciaram quando tinha apenas dois anos. Próximo de sua bisavó, conta que às vezes ela lhe presenteava com um dólar. “Quando ela me dava a moeda, o resto da família sempre dizia em uníssono, ´Não! Não! Não dê a ele o dinheiro´. Diziam isso seriamente. Éramos muito pobres”, lembra.
Morou por um tempo na região de Manhattan, Nova York, e depois se mudou com sua mãe para o Bronx, para viver com os avós maternos. Kate e James Gerardi, quando ainda moravam na Italia, residiam em uma pequena cidade da Sicília chamada Corleone – cidade e nome que viriam a ter um enorme significado na carreira de Pacino.
Dos palcos...
Sua mãe o levava sempre ao cinema. Como ela trabalhava fora, ele passava grande parte do tempo sozinho em casa. Aproveitava a oportunidade para reencenar o filme visto na noite anterior. Ele conta que assistiu Farrapo Humano, longa do diretor Billy Wilder de 1945, quando era ainda muito criança. O filme foi um dos primeiros a tratar o alcoolismo como problema, e causou uma forte impressão no jovem garoto.
Em uma cena, o personagem de Ray Milland – premiado com um Oscar por sua atuação – está procurando por uma garrafa de bebida que havia escondido no apartamento enquanto estava bêbado. Depois, sóbrio, ele quer encontrá-la. Procura e finalmente a encontra. “Eu costumava interpretar essa cena. Em uma ocasião, meu pai me levou até seus parentes e pediu que mostrasse essa cena. Eu encenava e as pessoas terminavam rindo. Eu sempre me perguntava ´Por que estão rindo? Essa é uma cena muito séria´”, relembra o ator.
A paixão por atuar foi primeiro levada aos palcos. Entediado e desmotivado na escola, ele se dedicava à atuação em peças. Aos 14 anos já atendia aos apelos dos colegas por autógrafos, no qual assinava seu apelido de infância “Sonny Scott”, inspirado pela música Sonny Boy do cantor Al Jolson.
O que começou quase como brincadeira tomou rumos sérios. Depois de maus momentos, tendo que muitas vezes dormir no teatro em que se apresentava, ou pedir uns trocados emprestados para ir aos testes, em 1966 conseguiu entrar na prestigiosa escola Actors Studio. Depois de atuar nos palcos em papéis coadjuvantes, finalmente teve sua chance com “The Indian Wants the Bronx”, premiada peça da temporada de 1966-67, seguida por “Does the Tiger Wear a Necktie?”.
... para as telas
No cinema, seu primeiro papel foi em Me, Natalie, em 1969, em que interpretou um jovem artista que se envolve com a personagem título. Depois viveu um viciado em heroína no longa Os Viciados (The Panic in Needle Park), em 1971.
Mas o papel que definiu sua carreira veio um ano depois. Robert Redford, Warren Beaty, Jack Nicholson, Ryan O’Neal e Robert De Niro foram cogitados para o papel que foi colocado nas mãos praticamente desconhecidas de Al Pacino: Michael Corleone, em O Poderoso Chefão. Dirigido em 1972 por Francis Ford Coppola, o filme foi inspirado no livro de Mario Puzo sobre a história da famiglia Corleone, parte da máfia italiana nos Estados Unidos.
Pacino conta que era muito jovem quando começou a filmar OPoderoso Chefão. Apesar de Coppola ter apostado no jovem ator, a maioria da equipe não foi a favor da decisão e Pacino temia que fosse despedido. “Não tinha certeza de como seria com o filme, mas então a coisa mais extraordinária aconteceu”, conta. “Nós estávamos em Nova York, fazendo o enterro de Don Corleone. Eram seis da noite e eu estava indo para casa. Então vi Coppola sentado na lápide – chorando”, lembra. Pacino perguntou então o que tinha acontecido e Francis contou que não deixariam que ele refilmasse a cena. “Eu pensei ´se ele tem esse tipo de paixão, todo esse sentimento por uma locação...’ Foi esse o momento. Eu pude sentir então. Coppola de fato se importava”, conta. “Esse é o jeito que deve ser – se manter cercado por pessoas que se importam. Pode ser uma viagem difícil, mas certamente com bons resultados”, concluiu. E assim foi. Além do sucesso monstruoso do filme, Pacino ganhou assim sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Daí vieram mais sucessos. Em 1973 encarna Serpico, policial que luta contra a corrupção na corporação e acaba traído por seus colegas. Um ano depois foi a vez de voltar à frente da famiglia em O Poderoso Chefão: Parte 2, seguido de Um Dia de Cão. As escolhas corajosas de papéis lhes renderam três indicações consecutivas à categoria de Melhor Ator do Oscar. Veio depois o drama Um Momento, Uma Vida, em 1977. Em 1979, com Justiça para Todos, arrematou mais uma indicação à estatueta.
Crise
Os anos 80 foram menos favoráveis à carreira do ator. Parceiros da Noite e Autor em Família, de 1980 e 1982 respectivamente, marcaram o início da década com filmes mal vistos pela crítica.
Seu talento inquestionável foi reafirmado em Scarface, de 1983, violento longa sobre um cubano que constrói um império com bases no tráfico e sucumbe à cobiça. Mas Revolução, longa de 1985, devido a uma sucessão de erros nas filmagens e mudanças no roteiro, resultou em um fiasco. Depois disso o ator passou quatro anos afastado das telas.
Perguntado sobre o assunto em uma entrevista à revista Esquire em 2003,Pacinoconta: “Sabia que atores têm constantes sonhos em que esquecem suas falas? Pois eu constantemente sonho que estou em um desses filmes que não funciona. No meu sonho eu digo ´Eu não sabia que estava fazendo aquele filme. Foi um erro, mesmo´”.
Pacino dedicou tempo e dinheiro ao seu próprio filme, The Local Stigmatic, em 1990, que nunca foi lançado. Fez algumas peças. Anos se passaram e ele se encontrava em uma crise financeira. O verdadeiro baque veio, no entanto, um dia enquanto andava no Central Park. “De repente um cara chegou para mim – nunca o tinha visto – e disse: ´Ei, o que aconteceu com você? Nós não o vemos mais´. Eu não tinha uma resposta. Ele completou ´Nós queremos vê-lo lá´, e eu percebi o quão sortudo havia sido”, conta.
Volta por cima
Seu exílio teve fim com Vítimas de uma paixão, em 1989, que marcou o início da segunda fase da carreira do ator, em que seus olhos escuros com olheiras e a voz grave, características hoje tão marcantes, se tornaram mais evidentes.
Com O Poderoso Chefão: Parte 3, ele voltou ao papel de Michael Corleone em 1990, arrancando aplausos e mais uma indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante por sua atuação na comédia Dick Tracy, do mesmo ano. Dois anos depois, mais uma nomeação, dessa vez por O Sucesso a Qualquer Preço.
Muitas vezes concorrente e nunca ganhador, a maré mudou em 1992, quando levou para casa a estatueta por Perfume de Mulher, em que ele interpretou o carismático e ligeiramente incorreto tenente Frank Slade, que ficou cego enquanto prestava serviços militares. “Fiquei surpreso com o que senti quando ganhei o Oscar. Foi um sentimento novo. A sensação se estendeu por semanas, e acho que se assemelhava à de ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. É como se você tivesse ganhado uma maratona e todos soubessem que você o fez”, lembra.
Próximos anos
Foi, e continua sendo uma maratona memorável. A década de 90 foi movimentada e marcada por longas de peso. Outro clássico de gângster veio com O Pagamento Final, em 1993, seguido pelo drama criminal Fogo Contra Fogo, dirigido em 1995 por Michael Mann e estrelado também por Robert De Niro.
Em 1996 ele assumiu a cadeira do diretor em Ricardo III - Um Ensaio, misto de filme e documentário, que Pacino também roteirizou e estrelou, que reúne justaposições de cenas de Ricardo III, cenas de ensaios e discussões sobre a peça, entrevistas com atores britânicos, e a tentativa de explicar por que atores americanos têm mais dificuldades em fazerem peças de Shakespeare.
No mesmo ano atuou em City Hall - Conspiração no Alto Escalão, seguido por Donnie Brasco e Advogado do Diabo, ambos em 1997. Dois anos depois, mais duas performances poderosas: primeiro ao reunir forças com Michael Mann em O Informante e depois com Oliver Stone, em Um Domingo Qualquer.
Depois de sua passagem pela série premiada de TV da HBO Angels of America, cuja participação em seis episódios lhe rendeu prêmios no Globo de Ouro, Emmy e Screen Actors Guild Awards, todos em 2004, o ator trabalhou com o mesmo talento em diversos longas. Voltou a interpretar uma obra shakespeareana em O Mercador de Veneza, em 2005, e já está envolvido em uma nova adaptação de Rei Lear.
Pacino conta que, no final de todo filme, o ator Humphrey Bogart se preocupava se conseguiria outro papel. “Se você não consegue um papel, não há trabalho, não há expressão, não há um quadro. Você vive e espera que outro dia virá e com ele um papel que sirva como um quadro para você”, diz. O menino que nasceu Alfredo James Pacino no dia 25 de abril de 1940, certamente já conta com muitas obras em seu currículo das quais pode se orgulhar. E com seus já 70 anos não dá sinais de que isso mudará.
Depoimentos extraídos de artigo divulgado na Esquire, em 2003
Que os Stones são uma das bandas mais importantes do rock mundial disso não restam dúvidas. Além dos discos, a banda britânica possui uma grande gama de filmes a seu respeito. Entre eles o recente “Shine a Light” (2008), do premiado diretor Martin Scorsese , gravado no Beacon Theatre em Nova York durante a turnê “A Bigger Bang Tour” contando com a presença de vários convidados especiais;
e o já clássico e polêmico “Gimme Shelter” (1970), filme que mostra o trágico show de Altamont em 1969 (uma das maiores apresentações da banda), onde o grupo de motoqueiros Hell’s Angels assassinaram friamente um negro durante a execução da música “Sympathy for the devil”.
Esse ano sairá mais um lançamento dos Stones, mas dessa vez trata-se de um documentário sobre a gravação do disco “Exile on Main St”, uma das obras primas da banda. Uma reedição do disco também está previsto para esse ano.
Capa do disco "Exile on Main Street" (1972)
O lançamento mundial do documentário será numa exibição do canal BBC da TV inglesa, no Brasil "Stones in Exile" será lançado pela ST2 Music na conceituada série de DVDs "Classic Albums", com uma quantidade substancial de material bônus. Vale a pena esperar.
Fã de quadrinhos, Dave Lizewski é um garoto de 16 anos que resolve se transformar em um super-herói da vida real vestindo um uniforme feito em casa e tendo como arma um cacetete. Depois de livrar um homem de uma surra, os atos do garoto começam a ser gravados e divulgados pela internet fazendo com que a popularidade de Dave crescesse assustadoramente transformando-o no “Kick Ass”. Suas artimanhas dão inicio a uma nova cultura popular de super-heróis que começam a surgir na cidade.
Assim se resume a história da série de quadrinhos da Marvel criado por Mark Millar e com desenhos de John Romita Jr, que por sinal mal acabou e já possui sua versão adaptada pala as telonas. Recentemente o filme desbancou a animação “Como Treinar seu Dragão” do topo das bilheterias americanas, feito considerável para um filme com censura de 18 anos. Sim, se você pensava que por ser baseado nos quadrinhos “Kick Ass” seria mais um longa destinado ao público jovem, você está bem enganado. Aliás, o trailer já mostra que a violência está bem presente ao longo da história, mas tudo com uma pitada de humor que torna esse um dos lançamentos que podem impressionar também o público brasileiro. O filme estréia por aqui no dia 11 de junho.
Ontem estreou um dos filmes mais aguardados do ano. Alice no País das Maravilhas é a síntese do ápice da proliferação da “maravilha” do cinema em 3D. Dessa vez, a adaptação da obra literária do escritor Lewis Carroll de 1865 é realizada pelo diretor Tim Burton, conhecido por seus filmes ambientados em cenários fantasiosos e personagens exóticos, ou seja, a história combina perfeitamente com seu perfil. A história conta a história de Alice (Mia Wasikowska), jovem de 19 anos, que volta ao maravilhoso local que conheceu quando era criança. Lá ela ajudará a combater as malvadezas da Rainha Vermelha com a ajuda do Coelho Branco e do Chapeleiro Maluco. O elenco conta com as presenças de Johnny Deep, Helena Boham Carter e Anne Hathaway. Com efeitos especiais de encher os olhos, cenários e figurinos chamativos aliado à tecnologia em 3D, o grande trunfo do filme é puxar o espectador pelo lado visual e fantástico do “universo mágico da Disney”. A grande questão agora é se o filme não se limita à imagem e realmente possui qualidade e originalidade para se destacar das demais adaptações dessa história. Só por isso já vale a pena conferir.
Chico Xavier já levou mais de dois milhões de espectadores aos cinemas e foi o filme mais visto na última semana em território brasileiro. As Melhores Coisas do Mundo recebeu diversos elogios dos críticos antes de sua estréia. Mas mesmo assim, é perceptível que existe um preconceito do próprio brasileiro com os filmes locais. Já ouvi muitas vezes: “Não quero assistir esse filme só porque é brasileiro”. É lamentável que isso aconteça por aqui e é até mesmo difícil de explicar porque isso acontece. Hoje vou traçarei um breve histórico do cinema brasileiro. A partir disso, apontarei as principais dificuldades enfrentadas pela sétima arte no Brasil e tentarei encontrar as razões para a falta de valorização do cinema local por parte do público, dos governantes e dos próprios realizadores. Algumas considerações:
- O Brasil sempre sofreu forte concorrência dos Estados Unidos com a distribuição maciça de filmes americanos para cá. Acontece principalmente pela dominação geopolítica imposta em épocas de Guerra Fria. Sempre foi visto por aqui como sinônimo de qualidade e do melhor que há no cinema mundial. Foi amplamente divulgado e obtinha isenção de taxas alfandegárias na exibição desses filmes nas décadas de 20 e 30. É justamente nessa época que alguns de nossos talentos começam a ser “exportados” para o exterior como a cantora Carmen Miranda, que participou de várias produções.
- Pouco se investe em cinema e na arte em geral no Brasil. Muitos cineastas não conseguem apoio e acabam desistindo pela falta de incentivo do governo e de patrocínios para os custeios do filme. Também não se investe em escolas e cursos de cinema, o que dificulta a descoberta de novos talentos. Cursos relacionados ao tema sempre foram vistos como cursos secundários e conseguir entrar no mercado cinematográfico é algo de difícil acesso destinado a um grupo muito restrito.
- O Cinema Novo ganhou notoriedade pelo mundo inteiro com a forte temática social apresentada. Porém, era baseada principalmente na improvisação e seguia o lema: uma idéia na cabeça uma câmera na mão. Até por conta da falta de recursos para os cineastas. Nas décadas de 1970 e 1980, a pornochanchada domina o mercado nacional com histórias simples, com violência e de caráter sexual. Até mesmo hoje essa temática aparece bastante forte, o que desagrada algumas pessoas. Mesmo assim, conseguiu relativo sucesso e popularizou alguns filmes. Distribuidoras como a Embrafilme e estúdios como o Vera Cruz que financiaram diversas produções de sucesso vão à falência. Com a retomada de investimentos nos final da década de 90 acontece a retomada do cinema brasileiro, mas que aparece com pouca força em relação aos produtos hollywoodianos.
- A ditadura militar promoveu a censura a diversos filmes que nunca ou raras vezes foram exibidos ao público. Isso aconteceu também em outros governos como o de Getúlio Vargas na tentativa de impedir com que qualquer crítica ao sistema fosse realizada.
- Há uma forte tendência no país a esquecer grandes ídolos do passado. As novas gerações também tem pouco contato com grandes nomes do passado, muitos filmes não são resgatados ou modernizados para o DVD e quando são são pouco divulgados. Nomes como Mazzaropi e até mesmo Os Trapalhões podem se encaixar nesse caso.
-Alguns prêmios e conquistas:
O Cangaceiro de Lima Barreto é premiado como o melhor filme de aventura no Festival de Cannes
O Pagador de Promessas foi premiado como melhor filme do Festival de Cannes em 1962
Indicados ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro: “O Quatrilho” (1995), “O Que é Isso, Companheiro” (1997) e “Central do Brasil” (1998), também vencedor do Urso de Ouro do Festival de Berlim.
Tropa de Elite: vencedor do Urso de Prata no Festival de Berlim
O que podemos concluir é que são inúmeras as dificuldades para uma valorização do cinema brasileiro. Superá-las é um grande desafio por conta de todos os motivos acima descritos. Depende da boa vontade dos próprios brasileiros de tentar mudar esse quadro e contribuir para a evolução do cinema local com atos como assistir a produções brasileiras sem fazer um pré-julgamento delas antes. É algo incomum, mas completamente possível de ser feita.
Nessa sexta vamos deixar Hollywood de lado e priorizar o cinema brasileiro. Hoje estréia o filme “As Melhores Coisas do Mundo”. Aliás, esse filme vem sendo muito elogiado e mesmo sem ter assistido torço para que ele faça parte de uma reviravolta no cinema brasileiro. Afinal, sabemos que o cinema brasileiro é desvalorizado por nós mesmos e possui diversas dificuldades para a realização de bons filmes. Nos próximos dias, farei um panorama sobre o histórico do cinema local. Mas hoje vou falar sobre “As Melhores Coisas do Mundo”.
O filme traz a história de Mano (Francisco Miguez) em uma escola da classe média em São Paulo. O garoto passa durante a história por diversas experiências típicas da adolescência, como a separação dos pais, envolvimento com drogas e bebidas e o sexo. Além disso, outros temas polêmicos como o bullying e o preconceito são retratados. Pelo que ouvi dos críticos, a diretora Laís Bodanzky, de “O Bicho de Sete Cabeças” soube trazer com muita naturalidade um retrato da vida dos adolescentes de hoje sem trabalhar com estereótipos preconceituosos e abrindo espaço para expressar o que eles realmente sentem e pensam. Além disso, ela também consegue trazer os adultos para a exibição através de um momento um pouco nostálgico e até mesmo com a identificação com os próprios pais dos adolescentes do filme. Com uma temática que muito raramente é explorada, especialmente no cinema brasileiro, Laís Bodanzky chega com um filme que pretende ser uma das melhores (ou a melhor) produção brasileiras deste ano.