sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Indicados ao Oscar 2011

Reirado do site Cinema em Cena: http://cinemaemcena.com.br/Premiacao_Detalhe.aspx?ID_PREMIO=1&ID_PREMIACAO=1709

O maior destaque na 68ª edição dos prêmios Globo de Ouro ficou para A Rede Social, filme magistralmente dirigido por David Fincher. Controversamente considerada o termômetro dos indicados aos prêmios Oscar, a premiação galardoou o longa com quatro estatuetas, incluindo a de Melhor Filme (Drama) e Melhor Diretor. É hora de saber se esse termômetro é mesmo confiável.

Na expectativa pela lista oficial de indicados ao Oscar divulgada hoje pela Academia, todo cinéfilo que se preze deve ter se lembrado de incluir A Rede Social entre seus palpites. E, se não se lembrou, não é algo com o que se preocupar demais. Com 8 indicações, o longa surpreendeu ao concorrer a um número menor de estatuetas que O Discurso do Rei, nessa que é a 83ª dição da cerimônia.

Não só de David Ficher vivem as premiações cinematográficas. Coube à produção britânica O Discurso do Rei liderar a lista de indicados, assim como fez no Globo de Ouro, corroborando com a percepção geral de que essa premiação pode mesmo ser um termômetro para o Oscar. A produção britânica estrelada por Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham-Carter arrebatou críticas positivas e concorre agora a 12 estatuetas.

Destaque também para o western dos irmãos Cohen, Bravura Indômita, que recebeu 10 indicações.

Parece que o diretor Quentin Tarantino errou feio em suas apostas. Em uma lista divulgada por ele em seu blog, filmes como Jackass 3D chegaram a ser considerados dignos de concorrer ao maior prêmio do cinema mundial. Brincadeira ou não, a Academia não teve o mesmo senso de humor, e manteve um alto nível nos indicados para a premiação deste ano.

Confira abaixo a lista dos indicados:

Melhor Filme

Cisne Negro

O Vencedor

A Origem

Minhas Mães e Meu Pai

O Discurso do Rei

127 Horas

A Rede Social

Toy Story 3

Bravura Indômita

Inverno da Alma


Melhor Direção

Darren Aronofsky, Cisne Negro

David Fincher, A Rede Social

Tom Hooper, O Discurso do Rei

David O. Russell, O Vencedor

Joel & Ethan Cohen, Bravura Indômita


Melhor Ator

Javier Bardem, Biutiful

Colin Firth, O Discurso do Rei

James Franco, 127 Horas

Jesse Eisenberg, A Rede Social

Jeff Bridges, Bravura Indômita


Melhor Ator Coadjuvante

Christian Bale, O Vencedor

John Hawkes, Inverno da Alma

Mark Ruffalo, Minhas Mães e Meu Pai

Geoffrey Rush, O Discurso do Rei

Jeremy Renner, Atração Perigosa

Melhor Atriz

Annette Bening, Minhas Mães e Meu Pai

Nicole Kidman, Reencontrando a Felicidade

Jennifer Lawrence, Inverno da Alma

Natalie Portman, Cisne Negro

Michelle Williams, Namorados para Sempre

Melhor Atriz Coadjuvante

Amy Adams, O Vencedor

Helena Bonham-Carter, O Discurso do Rei

Melissa Leo, O Vencedor

Hailee Steinfeld, Bravura Indômita

Jacki Weaver, Animal Kingdom

Melhor Filme Estrangeiro

Biutiful (México)

Dogtooth (Grécia)

Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

Incêndios (Canadá)

Fora da Lei (Algéria)

Melhor Roteiro Original

Christopher Nolan, A Origem

David Seidler, O Discurso do Rei

Mike Leigh, Another Year

Scott Silver, Paul Tamasy & Eric Johnson, O Vencedor

Lisa Cholodenko e Stuart Blumberg, Minhas Mães e Meu Pai

Melhor Roteiro Adaptado

Aaron Sorkin, A Rede Social

Marguerite Roberts, Bravura Indômita

Danny Boyle, Simon Beaufoy, 127 Horas

Debra Granik, Anne Rosellini, Inverno da Alma

Michael Arndt, Toy Story 3

Melhor Filme de Animação

Como Treinar o Seu Dragão

O Mágico

Toy Story 3

Melhor Fotografia

Cisne Negro, Matthew Libatique

A Origem, Wally Pfister

O Discurso do Rei, Danny Cohen

Bravura Indômita, Roger Deakins

Rede Social, Jeff Cronenweth

Melhor Documentário

Exit Through The Gift Shop, Paranoid Pictures

Gasland, Gasland Productions

Inside Job, Representational Pictures

Restrepo, Outpost Films

Lixo Extraordinário, Almega Projects Production

Melhor Documentário de Curta-metragem

Killing in the name

Poster girl

Strangers no more

Sun come up

The warriors of Qiugang

Melhor Montagem

Cisne Negro, Andrew Wesiblum

O Vencedor, Pamela Martin

O Discurso do Rei, Tariq-Anwar

127 Horas, Jon Harris

A Rede Social, Angus Wall e Kirk Baxter

Melhor Trilha Sonora

Como Treinar o Seu Dragão, John Powell

A Origem, Hans Zimmer

O Discurso do Rei, Alexandre Desplat

127 Horas, A.R. Rahman

A Rede Social, Trent Reznor e Atticus Ross

Melhor Direção de Arte

Alice no País das Maravilhas, Robert Stromberg , Karen O´Hara

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte I, Stuart Craig (Design de Produção), Stephenie McMillan (Decoração de Set)

A Origem, Guy Hendrix Dyas (Design de Produção), Larry Dias and Doug Mowat (Decoração de Set)

O Discurso do Rei, Eve Stewart (Design de Produção), Judy Farr (Decoração de Set)

Bravura Indômita, Jess Gonchor (Design de Produção), Nancy Haigh (Decoração de Set)

Melhor Figurino

Alice no País das Maravilhas, Colleen Atwood

I Am Love, Antonella Cannarozzi

O Discurso do Rei, Jenny Beavan

A Tempestade, Sandy Powell

Bravura Indômita, Mary Zophres

Melhor Maquiagem

A Minha Versão do Amor, Adrien Morot

The Way Back, Edouard F. Henriques, Gregory Funk and Yolanda Toussieng

O Lobisomem, Rick Baker e Dave Elsey

Melhor Canção

Coming Home, Country Strong

I See The Light, Enrolados

If I Rise, 127 Horas

We Belong Together, Toy Story 3

Melhor Edição de Som

A Origem, Richard King

Toy Story 3, Tom Myers and Michael Silvers

Tron - O Legado, Gwendolyn Yates Whittle e Addison Teague

Bravura Indômita, Skip Lievsay e Craig Berkey

Incontrolável, Mark P. Stoeckinger

Melhor Mixagem de Som

A Origem, Lora Hirschberg, Gary A. Rizzo e Ed Novick

O Discurso do Rei, Paul Hamblin, Martin Jensen e John Midgley

Salt, Jeffrey J. Haboush, Greg P. Russell, Scott Millan and William Sarokin

A Rede Social, Ren Klyce, David Parker, Michael Semanick and Mark Weingarten

Bravura Indômita, Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff and Peter F. Kurland

Efeitos Visuais

Alice no País das Maravilhas, Ken Ralston, David Schaub, Carey Villegas e Sean Phillips

Harry Potter e As Relíquias da Morte - Parte I, Tim Burke, John Richardson, Christian Manz eNicolas Aithadi

A Origem, Paul Franklin, Chris Corbould, Andrew Lockley and Peter Bebb

Homem de Ferro II, Janek Sirrs, Ben Snow, Ged Wright and Daniel Sudick

Além da Vida, Michael Owens, Bryan Grill, Stephan Trojanski e Joe Farrell

Melhor Curta

The Confession

The Crush

God Of Love

Na Wewe

Wish 143

Melhor Curta Animado

Day & Night

the Gruffalo

Let´s Pollut

The Lost Thing

Madagascar
 
E aí quais são as suas apostas para o Oscar?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

CINECLUBE01 comenta: Gomorra

Existem filmes que nos impressionam pelo seu realismo. Filmes que nos fazem perguntar se aquela é mesmo uma obra de ficção e enxergar uma realidade que não vemos ou não queremos ver e por isso, possuem um impacto profundo perante a sociedade. Gomorra, filme italiano de 2008, dirigido por Mateo Garrone é um grande exemplo que nos choca imensamente só de pensar que tudo aquilo pode estar acontecendo neste exato momento.





A produção retrata o funcionamento da máfia napolitana chamada Camorra e as conseqüências de suas ações em diversas atividades que envolvem cidadãos comuns italianos. Acompanhamos a história de cinco personagens: o costureiro Pasquale tem seu trabalho pouco reconhecido e começa a se envolver com comerciantes chineses. Porém, essa decisão fará com que a máfia intervenha e faça de tudo para prejudicá-lo. Já Franco, que pertence a gangue não se importa nem um pouco de enterrar lixo tóxico produzido pelas empresas parceiras da máfia perto de casas de cidadãos comuns, mesmo que isso traga diversas doenças e mortes a essas pessoas. O jovem Totò é um menino que cresceu cercado pelas ações dos mafiosos e sonha em ser como eles para angariar dinheiro e poder. Mas aos poucos vai vendo que não há nada de glamoroso nas ações desenvolvidas pela gangue. Um veterano da organização se encontra no meio de uma guerra entre duas facções. E por fim, dois jovens, que enxergam em Tony Montana, de Scarface, um ídolo, tentam enfrentar os chefões da organização local e ganham sérios problemas com isso.



As 5 histórias são interessantes, mas falta ritmo para o filme. Contada de maneira lenta (típicas do cinema europeu), com longas cenas e planos-sequências, somos apresentados a cada uma das situações e esperamos por um possível entrelaçamento das tramas. Porém, ela não acontece. A intenção do filme é mostrar apenas como a máfia se organiza em diversos setores da sociedade, sem que tenham necessariamente uma ligação entre si. E o diretor Mateo Garrone consegue isso. Porém, os seus personagens parecem perder força e nos dão a impressão de terem pouco a oferecer dentro da história. Ao tentar ser um filme mais limpo, mostrando mais atitudes burocráticas e pouca ação o filme também perde em emoção por dar pouco sentido aos seus personagens. Tanto que para dar ao espectador o tamanho da influência da organização foram necessárias informações adicionais ao fim do filme.



Gomorra era uma cidade bíblica que teria sido destruída por Deus em função da vida repleta de pecados de seus habitantes. Ou seja, o nome traz uma visão bem pessimista sobre a região: de que não haveria nenhuma forma de futuro por ali por conta da ação dos mafiosos. E nesse ponto o filme cumpre seu papel, mesmo que de forma pouco atraente. Ficamos com a sensação de que é impossível viver sem a ação da organização presente diariamente na vida de todas as pessoas. Direta ou indiretamente, os habitantes acabam vivendo em função do trabalho da gangue, sem opção de escolha, já que a polícia também é completamente ineficiente. Uma máfia que não se incomoda nem um pouco em lucrar das formas mais ilegais possíveis, passando por cima de quem estiver em seu caminho. O próprio Roberto Saviano, autor do livro que deu origem ao filme, vive cercado de seguranças por conta das revelações de sua obra. É triste pensar que tudo isso é absolutamente real e talvez muito mais perverso do que era no seu auge na década de 80, uma vez que atua silenciosamente sem que haja qualquer forma de investigação ou punição aos criminosos.

Gomorra traz, mesmo que de forma imperfeita, todas essas reflexões a tona. Se não é um filme intrigante, empolgante, nos faz pensar e enxergar uma realidade invisível, mas que afeta a vida de milhares de pessoas.

Confira o trailer:

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011 - Vencedores

Ontem a noite foi realizada a premiação do Globo de Ouro 2011. O grande vencedor da noite foi o filme “Rede Social”, que conta a história de Mark Zuckerberg, criador do Facebook. A produção faturou os prêmios de melhor filme de drama, melhor diretor (David Fincher), melhor roteiro (Aaron Sorkin) e melhor trilha sonora original (Trent Reznor e Atticus Ross). A comédia “Minhas mães e meu pai” levou o prêmio de melhor filme de comédia ou musical. Já Toy Story 3 levou a melhor animação e "In a better world" da Dinamarca o prêmio de melhor filme estrangeiro.


                                          Produtores do vencedor da noite "A Rede Social"

Antes da cerimônia, aconteceu o desfile de diversas celebridades pelo tapete vermelho que leva à entrada da premiação, momento também muito aguardado pelo público. A abertura da cerimônia ficou por conta do comediante Rick Gervais, que arrancou muitos risos da platéia. Depois Scarlett Johansson, Steven Spielberg, Tom Hanks, Sandra Bullock, Jeff Bridges e outras personalidades entregaram as várias premiações da noite. Matt Damon foi o responsável por entregar o troféu Cecil B.DeMille, que homenageia a cada ano um grande nome do cinema, a Robert DeNiro. O ator foi aplaudido pela platéia, viu um vídeo em sua homenagem e fez um longo discurso.

                                             Natalie Portman recebe o prêmio de melhor atriz por "Cisne Negro"

A 68ª edição do Globo de Ouro foi marcada por muitas polêmicas. A Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood está envolvida em diversas batalhas judiciais. Está processando a Dick Clark Company, empresa que produz o evento há 20 anos e está sendo processada pelo ex-funcionário demitido no ano passado Michael Russel, que era divulgador do evento. A edição também foi vista com desconfiança por conta de indicações completamente fracas, criticadas tanto pelo público quanto pela crítica como “Burlesque” e “O Turista”, indicados a melhor comédia ou musical. Porém, na hora da premiação, cheia de luxo e glamour, tudo isso parece ter sido aparentemente esquecido.

Muitos títulos que estavam envolvidos na premiação ainda não chegaram ao Brasil, portanto não posso dizer se foi correta sua indicação ou não. Mas não concordo com a premiação de "Rede Social". É um bom filme sim, mas preferia até mesmo que "A Origem", um ótimo filme, fosse o vencedor ou mesmo algum dos outros títulos como "Cisne Negro" e "O Vencedor", que foram bem recebidos pela crítica e são esperados ansiosamente pelo público. E você concorda com a premiação de ontem?

Confira todos os vencedores da parte de cinema:



Melhor ator coadjuvante

Christian Bale - “O vencedor” - VENCEDOR

Andrew Garfield - “A rede social”

Geoffrey Rush - “O discurso do rei”

Jeremy Renner - “Atração perigosa”

Michael Douglas - “Wall Street: o dinheiro nunca dorme”



Melhor atriz em série dramática

Julianna Margulies - "The good wife"

Piper Perabo - "Covert affairs"

Elisabeth Moss - "Mad men"

Katey Sagal - "Sons of anarchy" - VENCEDORA

Kyra Sedgwic - "The closer"



Melhor minissérie ou filme de TV

"Carlos" - VENCEDOR

"The pacific"

"Pillars of the earth"

"Temple grandin "

"You don’t know Jack"



Melhor ator coadjuvante em série, minissérie ou filme de TV

Eric Stonestreet - "Modern family"

Chris Colfer - "Glee" - VENCEDOR

Scott Caan - "Hawaii 5.0"

Chris Noth - "The good wife"

David Strathairn - "Temple grandin"



Melhor ator em série dramática

Michael C. Hall - "Dexter"

Bryan Cranston - "Breaking bad"

Jon Hamm - "Mad Men"

Hugh Laurie - "House"

Steve Buscemi - "Boardwalk empire" - VENCEDOR



Melhor série dramática

"Mad men"

"Boardwalk empire" - VENCEDOR

"Dexter"

"The good wife"

"The walking dead"



Canção original

“Bound to you” - “Burlesque”

“You haven’t seen the last of me” - “Burlesque” - VENCEDORA

“There’s a place for us” - “As crônicas de Narnia: a viagem do peregrino da alvorada”

“Coming home” - “Country strong”

“I see the light” - “Enrolados”



Trilha sonora original

“127 horas”

“O discurso do rei”

“Alice no país das maravilhas”

“A rede social" - VENCEDORA

“A origem”



Melhor animação

“Meu malvado favorito”

“Enrolados”

“Como treinar o seu dragão”

“Toy story 3" - VENCEDORA

“O mágico”



Melhor atriz musical ou comédia

Anne Hathaway - “O amor e outras drogas”

Angelina Jolie - “O turista”

Annette Bening - “Minhas mães e meu pai” - VENCEDORA

Julianne Moore - “Minhas mães e meu pai”

Emma Stone - “A mentira”



Melhor roteiro

Danny Boyle e Simon Beaufoy - “127 hours”

Stuart Blumberg e Lisa Cholodenko - "Minhas mães e meu pai"

Christopher Nolan - “A origem”

David Seidler - “O discurso do rei”

Aaron Sorkin - “A rede social” - VENCEDOR



Melhor filme estrangeiro

“Biutiful” (México)

“The concert” (França)

“The edge” (Rússia)

“I am love” (Itália)

“In a better world” (Dinamarca) - VENCEDOR



Melhor atriz coadjuvante

Amy Adams - “O vencedor”

Helena Boham Carter - “O discurso do rei”

Melissa Leo - “O vencedor” - VENCEDORA

Mila Kunis - “Cisne negro”

Jacki Weaver - “Animal kingdom”



Melhor diretor

Darren Arronofsky - “Cisne negro”

David Fincher - “A rede social” - VENCEDOR

Tom Hooper - “O discurso do rei”

Christopher Nolan - “A origem”

David O. Russell - O vencedor”



Melhor ator musical ou comédia

Johnny Depp - “O turista”

Johnny Depp - “Alice no País das Maravilhas”

Paul Giamatti - “Barney’s version” - VENCEDOR

Jake Gyllenhaal - “O amor e outras drogas”

Kevin Spacey - “Casino Jack”



Melhor atriz de drama

Halle Berry - “Frankie and Alice”

Nicole Kidman - “Rabbit hole”

Natalie Portman - “Cisne negro” - VENCEDORA

Michelle Williams - “Blue valentine”

Jennifer Lawrence - “Inverno da alma”



Melhor filme musical ou comédia

“Burlesque”

“O turista”

“Minhas mães e meu pai” - VENCEDOR

“Red – Aposentados e perigosos”

“Alice no País das Maravilhas”



Melhor ator de drama

Jesse eisenberg - “A rede social”

Colin Firth - “O discurso do rei” - VENCEDOR

Jame Franco - “127 horas”

Ryan Gosling - “Blue Valentine”

Mark Wahlberg - “O vencedor”



Melhor filme drama

“O cisne negro”

“O vencedor”

“A rede social” - VENCEDOR

“O discurso do rei”

“A origem”

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Saneamento Básico o filme

Falar sobre o próprio cinema em um filme sem que o espectador perca o interesse pela trama não é uma tarefa fácil. E fazer isso de maneira engraçada se torna ainda mais complicado. Mas é o que conseguiu o diretor Jorge Furtado com o simples, mas extremamente divertido “Saneamento Básico o Filme”. A trama se passa na pequena cidade de Vila Cristal na Serra Gaúcha, desprovida de qualquer forma de saneamento básico. Os moradores se unem para tentar angariar recursos para a construção de uma fossa de esgoto, porém a prefeitura não tem verba suficiente para a obra. No entanto, possui R$ 10 mil para a realização de um vídeo, que se não for utilizado, será devolvido ao governo federal. Assim, a comunidade resolve produzir o vídeo com a garantia de que a prefeitura começará a construção das obras. A condição é que deverá ser um filme de ficção e que é necessário um roteiro para a liberação do dinheiro. Sem nenhuma noção de como produzir um filme, os produtores passam por situações hilárias, uma vez que as coisas são bem mais complexas do que eles imaginam.




O filme acompanha todo o planejamento e filmagem do vídeo e satiriza o próprio cinema. Afinal, etapas importantes como o roteiro, a montagem e as próprias atuações são deixadas de lado. Marina (Fernanda Torres), junto com seu marido Joaquim (Wagner Moura) são os maiores interessados na obra da fossa, já que ele começa a desenvolver uma micose por conta da poluição. Marina se preocupa mais em encher lingüiça no roteiro e preencher os 10 minutos de filmagem exigidos do que em tentar explicar as incoerências do roteiro planejado inicialmente, o que se assemelha àquele aluno que tenta fazer a lição de casa de qualquer maneira para se livrar da obrigação. Ela mesmo diz: “O roteiro não importa, só temos que fazer mandar esse roteiro para receber o dinheiro e para finalizar a obra”. Crítica aos cineastas que apresentam roteiros em troca da verbas do governo, sem a menor intenção de serem utilizados na filmagem depois.



Com isso a realização do “O Monstro do Fosso” acaba se tornando extremamente engraçada, com uma cena sendo colocada em cima da outra sem o menor planejamento. Silene (Camila Pitanga) e Fabrício (Bruno Garcia) conseguem ser divertidos apenas com a atuação completamente forçada de seus personagens no filme. Ao contrário de Joaquim e Marina, Silene e Fabrício têm objetivos diferentes com o filme. Fabrício quer usar a projeção para se tornar prefeito da cidade, enquanto Silene tenta sair dali o mais breve possível para brilhar pelo mundo inteiro com seu “talento”. Nada diferente da realidade. Ela nos diverte com sua ingenuidade e ele com o grande ciúme que sente por ela.

O resultado final de “O Monstro do Fosso” se torna uma crítica ainda maior à sétima arte. Com trechos engraçados, ação, “belas cenas de serem vistas” e uma linda mensagem no final, o filme acaba sendo um sucesso total na cidade, mesmo com uma história incoerente, confusa e sem o menor sentido. Muito semelhante a filmes que se tornam sucessos de público apenas pelo visual e não pelo conteúdo e que tudo o que menos importa é o roteiro, como pensou Marina. Ou seja, uma cutucada no público e na crítica que aplaude e admira essas projeções.



Também é preciso comentar sobre o personagem de Lázaro Ramos, Zico. Contratado para editar a produção (Joaquim e Marina perceberam que isso era realmente necessário depois de finalizarem as montagens), ele se mostra um tremendo de um aproveitador. Quer refilmar cenas, fica admirado com a beleza de Silene e tenta se aproveitar dela, pede uma boa grana para a edição e tenta sair com créditos pela direção do filme. O fato é que sabe do que o público gosta e tem uma boa lábia, por isso utiliza as cenas certas para que a produção se torne um sucesso. Assim, ele faz um discurso todo agradecido ao prefeito pelo incentivo que a produção recebeu e após a exibição do curta já anuncia novos trabalhos que estão por vir. Aliás, o próprio prefeito se aproveita da situação e, quando a obra na fossa é iniciada, já posa para fotos e faz um discurso como sendo o grande responsável pelo projeto, quando na verdade não era.

Jorge Furtado também critica a própria distribuição do dinheiro público destinado às artes. Eles possuem o dinheiro para fazer um filme, mas não há verbas para as obras no esgoto da cidade. Assim, os recursos de uma lei de incentivo acabam sendo a única saída, mesmo que errada, para a construção de obras essenciais para qualquer população. Uma grande distorção ao destino final que as verbas deveriam ser utilizadas. E mesmo quando possuem verbas, a realização das produções é difícil e a distribuição do trabalho é tão difícil quanto.




O que pode-se observar é que o próprio “Saneamento Básico – o filme” acabou sendo esquecido ou pouco observado por parte do público e da crítica e sofreu até mesmo com a estrutura de distribuição e divulgação do cinema no país. Filmado com recursos simples, o filme é uma das mais divertidas e ao mesmo tempo inteligentes comédias já realizadas recentemente pelo cinema nacional.

Confira o trailer:

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sérgio Leone

O diretor Sérgio Leone deixou uma marca indiscutível para a história do cinema. O italiano trouxe uma nova roupagem aos já desgastados filmes de faroeste na década de 60, conquistando um público fiel de trabalho e resgatando a glória dos velhos filmes de bang-bang no mundo inteiro. Com ele surgiu o gênero Western Spaghetti, faroeste dirigido em locações italianas que simulavam o velho oeste americano e que utilizavam muito sangue em suas cenas.




Leone começou a carreira com filmes históricos de pouca repercussão, mas ficou primeiramente famoso com a trilogia dos dólares, composta por “Por um punhado de dólares” (1964), “Por uns dólares a mais” (1965), e “Três Homens em Conflito” (1968), e trouxe fama mundial a Clint Eastwood no papel do Homem sem nome, protagonista dos três filmes. As produções tiveram um baixo orçamento, mas fizeram um sucesso estrondoso que consagraram o diretor. Leone passou a ser conhecido por não apresentar histórias com roteiros muito elaborados, mas sim caprichar na parte técnica e em cada elemento da direção.

Mas isso mudou quando ele lançou “Era uma vez no Oeste”, considerado até hoje um dos melhores faroestes já produzidos. Com grande maturidade, Leone toca em temas políticos e consegue emocionar o espectador com uma trama surpreendente e extremamente tocante. E isso tudo sem perder as suas marcas registradas. Após o fracasso de “Quando explode a vingança”, Leone entrou em depressão e se afastou temporariamente da carreira como cineasta. Tudo isso para voltar em 1983 com “Era uma vez na América”, que retomou parte do prestígio perdido de sua carreira de um modo bem diferente. Em vez das paisagens do deserto, o italiano produziu um belo filme sobre a máfia no cenário urbano de Nova York.



Sérgio Leone possuía diversas características que o diferenciava dos demais diretores. A principal delas talvez seja o cuidado com a elaboração de cada uma de suas cenas. Tudo era montado milimetricamente. Ficou conhecido pelos famosos duelos entre os personagens e utilizava elementos para aumentar a tensão antes de cada um deles, especialmente no duelo final que decidia o filme. Por isso ressaltava a importância das interpretações e expressões dos atores. Esses eram os casos dos closes nos rostos, que mostravam o suor e o sofrimento de cada personagem antes da batalha, e também em suas armas. Tornava-se um duelo de olhares, extremamente psicológico, antes do duelo em si.

Suas narrativas eram lentas e desenvolvidas. Filmou diversos planos-sequência, e em diversas vezes a ação se tornava muito mais importante do que um diálogo. Também merecem destaque as belas locações do diretor. Em um cenário absolutamente desolador e sem futuro, populações se amedrontam diante dos duelos que acontecem em suas cidades. E é justamente essa atmosfera da cidade vazia, vista da perspectiva do personagem com o perigo podendo chegar a qualquer momento, que aumentava a expectativa da cena. Para colaborar ainda mais com isso contou com a parceria eterna do músico Enio Morricone, responsável por algumas das trilhas sonoras mais marcantes dos westerns. Com uma mistura de instrumentos, assobios e corais masculinos trouxe uma identidade ainda maior ao filmes de Leone.



Seus personagens também eram dotados de grande sarcasmo, o que garantia alguns bons momentos de humor. Porém não possuíam grande complexidade e tinham suas motivações e personalidades desvendadas claramente (exceto em “Era uma vez no Oeste”). O diretor conseguia trazer a identificação do espectador com seu personagem principal e as vezes até uma aproximação com o vilão. Mesmo os mocinhos de seus filmes, não eram totalmente colocados como virtuosos pelo diretor e possuíam interesses que os colocavam muito próximos dos vilões. Logicamente alguns deles não possuíam nenhum outro interesse que não fosse o de ganhar dinheiro facilmente, não importando o que tivesse que fazer. Isso tornava qualquer tipo de aliança realizada, fácil de ser desfeita a qualquer momento.



Enfim, Sérgio Leone foi e ainda é o ícone de diversos amantes do cinema. Com técnicas primorosas e bem desenvolvidas deixou uma marca inesquecível em um gênero só seu. Vale muito a pena acompanhar a carreira do cineasta e compreender tudo o que esse italiano ofereceu para o mundo da sétima arte.

Confira algumas das cenas mais marcantes dos filmes realizados pelo diretor:
 

 
 

 
 

 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Curtindo a vida adoidado

Curtindo a vida adoidado é um dos maiores clássicos do cinema dos anos 80 e que resultou na consagração total da bela carreira de John Hughes como diretor, produtor e roteirista. O longa se tornou um símbolo juvenil e passou a ser extremamente parodiado, imitado, admirado e até mesmo criticado por muitos, resultado da polêmica que envolve sua trama. A trama apresenta o adolescente Ferris Buller (Ma, que simula uma séria doença aos pais para poder faltar a aula naquele dia. Com isso, ele chama seu melhor amigo Cameron Frye (Alan Ruck) e sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara) para saírem por vários locais da cidade e aproveitarem o melhor dia de suas vidas. Com isso, eles passam por diversas aventuras e desafios para que seus pais não suspeitem de nada, nem o diretor da escola Edward Rooney (Jeffrey Jones) e nem a irmã de Ferris, Jeanie Buller, (Jennifer Grey) os atrapalhem.




Hughes superestima o poder dos adolescentes e lhes confere inteligência e até mesmo a capacidade de manipular os adultos dentro da trama, que são retratados até mesmo de forma estereotipada na trama. Assim, os jovens deixam de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas complexos. Os pais de Ferris fazem parte daquela família americana aparentemente considerada ideal e perfeita, que acredita o tempo todo em seu filho e não suspeita de nada errado, nem mesmo quando o diretor Rooney os adverte. O trio protagonista retrata o sonho de todo adolescente: poder ter um dia livre longe das obrigações escolares (retratadas como algo insuportável) e da pressão por resultados podendo aproveitar um dia da forma que bem entenderem. Até por isso o filme foi visto criticado e visto como estímulo para que os jovens “quebrem as regras” e desobedeçam seus pais. Isso fica ainda mais claro com a transformação de Jeanie ao fim da trama, ao proteger seu irmão do diretor, e de ter se arrependido de não ter aproveitado seu dia do jeito que queria.




O grande objetivo de Ferris é não apenas aproveitar seu dia com sua namorada, mas também fazer com que Cameron também aproveite e se divirta de uma maneira que ele nunca se divertiu antes. Ferris exalta o tempo todo a importância dessa descontração e de não se preocupar com o que o pai ou qualquer outra pessoa pense disso. A cena da destruição da Ferrari de seu pai, com a qual ele se preocupou tanto ao longo do filme, exalta sua perfeita transformação ao se revoltar contra as imposições do pai. Ferris também é visto como exemplo na escola em que estuda e o diretor Rooney mostra preocupação com o tamanho da influência que o garoto exerce sobre os alunos em sua escola. Com isso, ele convence a todos de que está com uma grave doença e consegue até mesmo arrecadar com isso. O protagonista também conversa com o público olhando diretamente para a câmera, recurso muito utilizado por Woody Allen.



Além disso, também é exibida a felicidade com a cultura consumista e capitalista da época, ou seja possui um ideal político forte mas que acaba passando despercebido. A trama do filme é simples, pouca complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. A trama do filme é simples, pouco complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. Mas a maneira como Hughes a constrói é que se torna inesquecível. Desde as atrapalhadas do diretor Rooney ao tentar flagrar as armações de Ferris, até a identificação com o protagonista e suas diversas aventuras e tentativas de escapar dos pais, tudo ficou eternizado para essa geração da época e para as gerações futuras. O filme se tornou um lema de vida para diversos jovens. Afinal o lema de Ferris é: “Eu já disse isso uma vez. Vou dizer novamente: A vida passa muito rápido; se você não parar e olhar ao redor, você pode perdê-la”



Confira o trailer:

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Principais estreias em 2011

Começa 2011 e com ele novos filmes chegam ao cinema a cada semana. O primeiro semestre é composto especialmente por filmes elogiados pela crítica e que concorrem aos prêmios dos principais festivais de cinema. A partir do fim do primeiro semestre e segundo semestre, entre os que já estão confirmados, começam a chegar mais filmes comerciais, especialmente sequências de filmes que já fizeram sucesso. Também há tendência para a aposta forte na tecnologia 3D. O cinema nacional também marca presença, mas a primeira vista não há nenhuma produção que podemos colocar como futuro sucesso absoluto no país. Confira a lista e os trailers dos principais filmes:


JANEIRO

Dia 7

"Além da Vida", de Clint Eastwood

"Enrolados", de Nathan Greno
Dia 14

"O Mágico", de Sylvian Chomet

"O Turista", de Florian Henckel von Donnersmark

Dia 21

“Bravura Indômita”, dos Irmãos Coen

"Zé Colmeia", de Eric Brevig

"Tio Boonmee, que Pode Recordar Suas Vidas Passadas", de Apichatpong Weerasethakul - ganhador da Palma de Ouro no Festival de Cannes

Dia 28

"Um Lugar Qualquer", de Sofia Coppola – vencedor do Leão de Ouro no Festival de Veneza

"Biutiful", de Alejandro González Iñárritu – forte concorrente aos prêmios em língua estrangeira



FEVEREIRO

Dia 4

"O Discurso do Rei", de Tom Hooper – líder de indicações para o Globo de Ouro com 7 indicações

Dia 11

"Cisne Negro", de Darren Aronofsky – líder de indicações ao prêmio Critics’ Choice com 11 indicações e considerado um dos favoritos ao Oscar

"O Vencedor", de David O. Russell



Dia 18

"Rabbit Hole", de John Cameron Mitchell
"O Besouro Verde", de Michel Gondry

Dia 25

"Bruna Surfistinha", de Marcus Baldini
MARÇO

Dia 4

"Raul Seixas: o Início, o Fim e o Meio", de Walter Carvalho

"Lope", de Andrucha Waddington

Dia 11

"Família Vende Tudo", de Alain Fresnot

Dia 25

"Sucker Punch Mundo Surreal", de Zack Snyder

"The Tempest", de Julie Taymor

"VIPs", de Toniko Melo



ABRIL

Dia 8

"Fúria sobre Rodas", de Patrick Lussier

"Rio", de Carlos Saldanha

Dia 15

“Pânico 4”, de Wes Craven

Dia 29

"Thor 3D", de Kenneth Branagh

MAIO

Dia 6

"Velozes e Furiosos 5"
"Piratas do Caribe 4", de Rob Marshall



Dia 27

"Se Beber, Não Case! Parte 2", de Todd Phillips

“Kung Fu Panda 2”, de Jennifer Yuh Nelson

JUNHO

Dia 3

"X-Men - First Class", de Matthew Vaughn

Dia 17

"Lanterna Verde", de Martin Campbell

JULHO

Dia 1

"Transformers: Dark of the moon", de Michael Bay
Dia 15

"Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2", de D. Yates



Dia 22

"Assalto ao Banco Central", de Marcos Paulo

Dia 29

"Captain America: The First Avenger (3D)", de Joe Johnston

AGOSTO

"Os Smurfs" de Raja Gosnell

SETEMBRO

Dia 2

"War Horse", de Steven Spielberg

OUTUBRO

Dia 7

"Midnight in Paris", de Woody Allen
"Johnny English Reborn", de Oliver Parker

NOVEMBRO

Dia 18

"A Saga Crepúsculo - Amanhecer - Parte 1", de Bill Condon

DEZEMBRO

Dia 9

"Gato de Botas"
Dia 16

"Sherlock Holmes 2", de Guy Ritchie

Dia 29

"Missão impossível 4", de Brad Bird

sábado, 1 de janeiro de 2011

Irreversível (2002)

Após um período sem atualizações no site voltaremos com nossas atividades nromalmente com mais atualizações frequentes.

Irreversível não é um filme popular, nem tem a intenção de ser. É um filme forte e que não hesita de mostrar nada ao espectador. E é uma produção que vai ficar na sua mente por um bom tempo e te emocionar. E essa é exatamente a intenção do diretor Gaspar Noé.



A trama de Irreversível é basicamente simples. Um homem busca vingança e mata o homem que estuprou e matou a sua mulher. Poderia ser uma história simplória, se não fosse por alguns aspectos. A história se desenrola de trás para frente. Logo no começo da produção, aparecem os créditos, com os nomes invertidos. Depois acompanhamos a vingança dos amigos Pierre e Marcus, respectivamente ex e atual namorado de Alex, mulher morta e estuprada. Podemos notar o total desequilíbrio e loucura de Marcus, que aparentemente é algo inexplicável para o espectador. Porém, a medida que sua história é desvendada entendemos completamente a sua reação. Ao final do filme, que termina de maneira graciosa e pacífica, lamentamos que o assassinato e estupro de Alex tenha interrompido uma história tão bonita que estaria por vir com seu namorado Marcus.



Gaspar Noé não poupa nada do espectador. O diretor não hesita em mostrar as agressões de Marcus ao estuprador e de mostrar 15 minutos de um estupro absolutamente cruel. Assim, o contraste com a felicidade vivida pelos protagonistas se torna ainda mais profundo, o que realça seu efeito. No começo do filme, quando ocorrem os momentos de maior tensão, a câmera, colocado na mão, se move radicalmente, sendo muitas vezes difícil até mesmo de enxergar o que está acontecendo. Quando o filme começa a acalmar, os planos de câmera se tornam mais sutis e cuidadosos. O mesmo acontece com a iluminação da cena. As atuações de Monica Belucci e Vincent Cassel são excelentes e trazem toda a veracidade que o filme merece.



Irreversível pode ser considerado um verdadeiro ensaio da natureza humana. Gaspar nos mostra todos os sentimentos que a vida pode oferecer e que são suscetíveis a acometer qualquer um de nós. Com isso, até mesmo a violência e crueldade presentes na trama cumprem seu papel dentro do filme. Realmente inesquecível e uma aula de cinema.

Confira o trailer: