sábado, 8 de janeiro de 2011

Curtindo a vida adoidado

Curtindo a vida adoidado é um dos maiores clássicos do cinema dos anos 80 e que resultou na consagração total da bela carreira de John Hughes como diretor, produtor e roteirista. O longa se tornou um símbolo juvenil e passou a ser extremamente parodiado, imitado, admirado e até mesmo criticado por muitos, resultado da polêmica que envolve sua trama. A trama apresenta o adolescente Ferris Buller (Ma, que simula uma séria doença aos pais para poder faltar a aula naquele dia. Com isso, ele chama seu melhor amigo Cameron Frye (Alan Ruck) e sua namorada Sloane Peterson (Mia Sara) para saírem por vários locais da cidade e aproveitarem o melhor dia de suas vidas. Com isso, eles passam por diversas aventuras e desafios para que seus pais não suspeitem de nada, nem o diretor da escola Edward Rooney (Jeffrey Jones) e nem a irmã de Ferris, Jeanie Buller, (Jennifer Grey) os atrapalhem.




Hughes superestima o poder dos adolescentes e lhes confere inteligência e até mesmo a capacidade de manipular os adultos dentro da trama, que são retratados até mesmo de forma estereotipada na trama. Assim, os jovens deixam de ser coadjuvantes para se tornarem protagonistas complexos. Os pais de Ferris fazem parte daquela família americana aparentemente considerada ideal e perfeita, que acredita o tempo todo em seu filho e não suspeita de nada errado, nem mesmo quando o diretor Rooney os adverte. O trio protagonista retrata o sonho de todo adolescente: poder ter um dia livre longe das obrigações escolares (retratadas como algo insuportável) e da pressão por resultados podendo aproveitar um dia da forma que bem entenderem. Até por isso o filme foi visto criticado e visto como estímulo para que os jovens “quebrem as regras” e desobedeçam seus pais. Isso fica ainda mais claro com a transformação de Jeanie ao fim da trama, ao proteger seu irmão do diretor, e de ter se arrependido de não ter aproveitado seu dia do jeito que queria.




O grande objetivo de Ferris é não apenas aproveitar seu dia com sua namorada, mas também fazer com que Cameron também aproveite e se divirta de uma maneira que ele nunca se divertiu antes. Ferris exalta o tempo todo a importância dessa descontração e de não se preocupar com o que o pai ou qualquer outra pessoa pense disso. A cena da destruição da Ferrari de seu pai, com a qual ele se preocupou tanto ao longo do filme, exalta sua perfeita transformação ao se revoltar contra as imposições do pai. Ferris também é visto como exemplo na escola em que estuda e o diretor Rooney mostra preocupação com o tamanho da influência que o garoto exerce sobre os alunos em sua escola. Com isso, ele convence a todos de que está com uma grave doença e consegue até mesmo arrecadar com isso. O protagonista também conversa com o público olhando diretamente para a câmera, recurso muito utilizado por Woody Allen.



Além disso, também é exibida a felicidade com a cultura consumista e capitalista da época, ou seja possui um ideal político forte mas que acaba passando despercebido. A trama do filme é simples, pouca complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. A trama do filme é simples, pouco complexa de ser entendida e pouco original em relação a outros filmes do gênero. Mas a maneira como Hughes a constrói é que se torna inesquecível. Desde as atrapalhadas do diretor Rooney ao tentar flagrar as armações de Ferris, até a identificação com o protagonista e suas diversas aventuras e tentativas de escapar dos pais, tudo ficou eternizado para essa geração da época e para as gerações futuras. O filme se tornou um lema de vida para diversos jovens. Afinal o lema de Ferris é: “Eu já disse isso uma vez. Vou dizer novamente: A vida passa muito rápido; se você não parar e olhar ao redor, você pode perdê-la”



Confira o trailer:

2 comentários:

Apidi disse...

massaaaaaaaa

Apidi disse...

passa no meu

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