quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Danny Boyle recebe prêmio, James Cameron é o mais influente do cinema e Star Wars está de volta

Danny Boyle, diretor de filmes como “A Praia” e o premiado “Quem Quer ser um Milionário?” receberá o prêmio máximo do BFI (Instituto Britânico de Cinema) por sua contribuição à cultura cinematográfica. Outros grandes nomes como Martin Scorsese, Elisabeth Taylor e Clint Eastwood também já receberam o prêmio. A mais recente produção de Boyle, “127 Horas” encerrará o Festival do BFI, que acontecerá entre os dias 13 e 28 de outubro.


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O jornal britânico The Guardian publicou uma lista com as 100 pessoas mais influentes do cinema mundial atual. O primeiro lugar foi para o diretor de Avatar e Titanic, James Cameron. Atrás dele, aparecem nomes de peso como Steven Spielberg, Leonardo DiCaprio e Quentin Tarantino. Também aparecem nomes desconhecidos do grande público, entre eles produtores e executivos de estúdio.



Confira os 20 primeiros da lista:

1. James Cameron (diretor)

2. Steven Spielberg (diretor)

3. Leonardo DiCaprio (ator)

4. John Lasseter (diretor)

5. Brad Pitt (ator e produtor)

6. Christopher Nolan (diretor)

7. Scott Rudin (produtor)

8. Quentin Tarantino (diretor)

9. George Clooney (ator e diretor)

10. Ed Vaizey (ministro britânico)

11. Johnny Depp (ator e produtor)

12. Tim Bevan e Eric Fellner (produtores)

13. J.J. Abrams (diretor e produtor)

14. Alan F. Horn e Jeff Robinov (executivos de estúdio)

15. Ridley Scott (diretor)

16. Tom Rothman e Jim Gianopulos (executivos de estúdio)

17. Tim Burton (diretor)

18. Angelina Jolie (atriz)

19. Brad Grey (executivo de estúdio)

20. Martin Scorsese (diretor)
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A moda dos lançamentos em filme 3D vem crescendo muito e vem atingindo até mesmo filmes que já não estão mais em cartaz. Após a confirmação da volta de Avatar, foi confirmado o relançamento da série Star Wars na nova tecnologia. O primeiro episódio da saga está previsto para voltar as telonas em 2012

 

E você o que acha das notícias? Concorda? Comente!

domingo, 26 de setembro de 2010

Estreia da Semana e Grandes Lançamentos futuros

Hoje postarei aqui alguns filmes muito esperados pelos espectadores. O Último Exorcismo é a principal estreia dessa última sexta-feira, enquanto Jogos Mortais estreia dia 29 de outubro e Harry Potter fica para o dia 19 de novembro.

O Último Exorcismo:



Jogos Mortais: O Final:



Harry Potter e as Relíquias da Morte:

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Festival de Cinema do Rio e Lula, o Filho do Brasil

Festival do Rio começa hoje a 12ª edição do Festival de Cinema do Rio de Janeiro, talvez o mais reconhecido festival brasileiro do gênero, começa nesta quinta-feira dia 23. Serão exibidos mais de 300 filmes de 60 países em 18 mostras diferentes durante 15 dias. 17 filmes concorrem na mostra principal ao Troféu Redentor. Entre os nomes mais conhecidos internacionalmente estão Sofia Coppola com “Somewhere”, vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza, Woody Allen com “Você vai conhecer o homem de seus sonhos” e o vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes com Apichatpong Weerasethakul, que apresenta “Tio Boonmee que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”. Outro grande atrativo para o público será a volta de Arnaldo Jabor ao cinema após 24 anos sem atividades na telona: “Suprema Felicidade” será o filme de abertura do Festival. Também haverá uma sessão especial para os filmes brasileiros (Premiere Brasil) e uma para os argentinos. A grande decepção será a ausência de Tropa de Elite 2, que estreará um dia após o fim do festival.





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Lula, o Filho do Brasil foi o filme escolhido por unanimidade por um júri formado por especialistas do cinema para representar o Brasil na disputa por um Oscar de melhor filme estrangeiro em 2011. O filme deixa para trás outros 22 concorrentes que também disputavam uma indicação para o prêmio máximo do cinema que acontecerá dia 27 de fevereiro em Los Angeles. Os 5 indicados para concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro serão divulgados dia 27 de janeiro. Além de Lula, a produção espanhola Lope também representará nosso país, já que seu diretor Andrucha Waddington é brasileiro. A escolha de Lula, o Filho do Brasil me surpreendeu, já que havia outros fortes concorrentes e também por ser exibido em ano de eleições.



E você o que achou da indicação?

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Cidade de Deus

Cidade de Deus é um filme de 2002, que consagrou Fernando Meirelles como um dos melhores diretores brasileiros. A produção é um triste e realista retrato da sociedade brasileira dentro da favela Cidade de Deus, uma das mais perigosas do Rio de Janeiro. Depois de Cidade de Deus o gênero retratando as favelas passou a ser muito copiado no cinema brasileiro, porém sem o mesmo êxito. A trama conta a história da disputa pelo tráfico de drogas na favela entre Zé Pequeno e Mané Galinha a partir da narração de Buscapé, menino que sonha em ser fotógrafo profissional e sair da vida na favela.




A partir do filme podemos extrair diversas questões que refletem uma realidade escondida de todos nós ou que muitas vezes não queremos enxergar. Nem mesmo, o governo que, em vez de fazer algo para solucionar o problema dos desabrigados, resolve mandar cada vez mais gente para a favela, sem qualquer tipo de melhoria de vida para elas. É assim que Buscapé chega a Cidade de Deus. Seu irmão começa a praticar roubos e a participar do tráfico de drogas. Mas ele acaba morrendo, mesmo destino da maioria que estão nesse meio. Assim, a disputa pelas bocas de fumo da favela começa a se acirrar quando o temido Zé Pequeno resolve tomar o controle do tráfico local. Com a morte de Bené, parceiro de Zé Pequeno e único capaz de controlar as disputas entre as gangues, a guerra dentro de Cidade de Deus entre Cenoura e Mané Galinha contra Zé Pequeno se torna extremamente violenta e não poupa ninguém. Inocentes são executados sem nenhuma forma de piedade e os moradores passam a se dividir por vingança ou proteção ao grupo oposto. As relações construídas entre os traficantes e seus subordinados é baseada no medo, na vingança e na ameaça, onde apenas um olhar torto é capaz de desencadear uma briga feia. Seja na guerra ou na paz, o tráfico governa uma favela onde é impossível a entrada de alguém de fora. Mas que muitas vezes é sustentado pela classe média e rica da zona Sul, que deseja apenas fumar um baseado inocente.



Meirelles também não hesita em mostrar como é realizada a venda de drogas e armas e de falar sobre a corrupção policial, que permite com que os bandidos continuem agindo livremente e impede um combate efetivo aos traficantes. A imprensa também continua tratando o assunto de longe, sem grandes envolvimentos ou com uma postura sempre sensacionalista de chocar o seu público. Buscapé é uma exceção no meio em que vive. Sem querer se envolver no meio que matou o seu irmão e sem coragem para praticar assaltos, Buscapé sonha em se tornar fotógrafo, apesar de todas as dificuldades impostas pelo local onde vive, como o próprio preconceito que sofre por ser um morador de favela. Mas ao contrário dele, milhares de outras crianças vivem sem perspectiva de vida. Essas fumam, roubam, matam, convivem e participam constantemente do tráfico e da bandidagem, possuindo um poder muito maior do que os grandes traficantes. E, com isso, garantirão o fortalecimento do tráfico e a certeza de que essa é uma guerra ainda muito longe do fim.



A estrutura da narrativa também é muito interessante. O filme é contado através da narração de Buscapé e dividido entre as histórias dos principais personagens, como se fossem capítulos. Assim, podemos acompanhar os diferentes pontos de vistas dos personagens em um mesmo acontecimento. Com essa estrutura não-linear, o excelente roteiro de Bráulio Mantovani permite traçar um perfil detalhado e entender cada um dos personagens. A direção de Fernando Meirelles e a edição são extremamente dinâmicas e não cansativas, já que são utilizados cortes rápidos, congelamento de cenas e planos de câmera eficientes para sinalizar uma passagem de tempo, um combate entre duas gangues ou com a polícia ou para simplesmente aumentar a tensão em uma cena. Também merecem destaque as ótimas atuações dos atores estreantes no cinema e originários da própria favela. Alexandre Rodrigues, como Buscapé, Leandro Firmino da Hora, como Zé Pequeno e Phellipe Haagensen, como Bené interpretam seus personagens com grande naturalidade, o que confere um aspecto de veracidade ainda maior à produção. A trilha sonora e adequada a cada um dos momentos do filme e bem variada como “Metamorfose Ambulante” de Raul Seixas, “Nem Vem que Não Tem” de Carlos Imperial e “Kung Fu Fighting” de Carl Douglas.



Muitas pessoas podem alegar que Cidade de Deus é muito violento. Mas por trás da violência e de tantos assassinatos, existe uma verdadeira discussão sobre os diversos problemas sociais que nosso país enfrenta até hoje e fornece um retrato da nossa sociedade. É um filme extremamente inteligente, perfeito do começo ao fim e passível de uma longa reflexão após sua exibição.

Confira o trailer:
 

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A Fita Branca e O Segredo de Seus Olhos

Hoje darei duas boas sugestões de filmes estrangeiros aqui no blog, já que é sempre bom procurar novas opções de produções fora do país do Tio Sam. O primeiro é o indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro de 2010, Fita Branca, de Michael Haneke e o segundo é o filme vencedor do mesmo prêmio, O Segredo de Seus Olhos, de Juan José Campanella,

Confira os trailers:




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Todos os Homens do Presidente

Todos os Homens do Presidente, filme de 1976 ganhador de quatro Oscars, conta em detalhes os bastidores da cobertura do caso Watergate, que resultou na renúncia do presidente Richard Nixon. Os repórteres Carl Bernstein e Bob Woodward, do Washington Post ainda não se conhecem quando estoura o escândalo da prisão de cinco invasores na sede do Partido Democrata com câmeras e microfones. Primeiramente, o acontecimento não apresenta ligações com a eleição de Nixon, mas os dois não se convencem disso e começam a investigar o caso.




Com isso, os jornalistas elaboram uma lista com todas as fontes prováveis de terem algum tipo de ligação com o caso e passam diversas noites em claro visitando e questionando diversas fontes prováveis de terem algum tipo de ligação com a invasão. Eles também descobrem uma fonte misteriosa, o Garganta Profunda, que garante que o caso é ainda mais grave do que imaginam, mas que não revela tudo o que sabe. Os dois não mostram medo de fazer perguntas muito diretas até obter as respostas sinceras de seus entrevistados. Se algumas entrevistas exigem calma e possuem a duração de horas, dentro da redação o trabalho se mostra diferente. Tudo acontece muito rápido e há pouco espaço para hesitações ou erros. Ao mesmo tempo, Carl e Bob tentam convencer seu editor-chefe, um homem exigente e que não acredita em tudo o que vê e ouve, a conseguir espaço para suas reportagens. Isso faz com que o trabalho dos dois jornalistas se torne ainda mais intenso e sacrificante: afinal seu editor não admite fatos sem provas concretas e nem espaço para qualquer tipo de erro. Uma reportagem que os dois imaginavam boa para a capa da edição acaba nas páginas internas, já que seu editor exige “mais fatos”.



É possível perceber também que os perfis de Carl e Bob se completam: a experiência do primeiro compensa a falta de prática do segundo. Por outro lado, Bob mostra uma organização e uma preocupação com os fatos muito maior do que Carl. Talvez esse tenha sido o grande motivo pelo qual os repórteres tiveram tanto mérito na cobertura do caso. Afinal, ambos praticavam o jornalismo mais honesto possível, com uma grande preocupação em checar as fontes e a veracidade do que elas diziam para não incorrerem em mentiras. Ou seja, um jornalismo raro de ser realizado hoje. O caso Watergate também representa um tipo de reportagem que está praticamente em extinção nos jornais, resultado da superficialidade e imediatismo exigido pelos veículos: A grande-reportagem, em que repórteres passavam meses se dedicando a um único assunto e assim podiam se aprofundar na cobertura de um caso que podia render vários dias de matérias. Enfim, o filme, que também conta com as ótimas atuações Robert Redford e Dustin Hoffman, é mais que indicado para todos que se interessam pela comunicação ou mesmo que tenham curiosidade de saber mais sobre os bastidores de um jornal.

Confira o trailer:

domingo, 12 de setembro de 2010

Ganhadores Festival de Veneza de 2010

Retirado do site Uol Cinema: http://cinema.uol.com.br/veneza/ultimas-noticias/2010/09/11/veneza-premia-o-cinema-independente-dos-eua-e-da-o-leao-de-ouro-a-sofia-coppola.jhtm

Sofia Coppola é premiada com o Leão de Ouro pelo filme "Somewhere", no Festival de Veneza



PREMIAÇÃO DO FESTIVAL DE VENEZA 2010 Afinal, foi uma grande operação entre amigos e que beneficiou os norte-americanos que predominavam na competição do Festival em Veneza, com seis concorrentes. O júri presidido pelo diretor Quentin Tarantino premiou Sofia Coppola, vencedora do Leão de Ouro pelo drama “Somewhere” e até inventou um segundo Leão de Ouro especial, este pelo conjunto de sua obra, para outro norte-americano, o veterano Monte Hellman, que aqui concorreu com o experimental “Road to Nowhere”- um filme tão inventivo e complexo que mesmo seus atores confessaram não tê-lo entendido na coletiva de imprensa.



A premiação para estes dois, amigos de Tarantino e, certamente, representantes da vertente mais independente do cinema dos EUA, desmentiu os boatos que circularam insistentemente hoje no Lido, sede do festival, que davam conta de que as principais premiações iriam na direção do espanhol Álex de la Iglesia – que no final, venceu mesmo dois prêmios importantes, os de melhor direção e roteiro, com sua frenética tragicomédia política “Balada Triste de Trompeta” – e do russo “Silent Souls”, de Aleksei Fedorchenko, que afinal teve que contentar-se com o troféu de melhor contribuição técnica, atribuída à fotografia, assinada por Mikhail Krichman.
Outro boato que afinal se confirmou foi a premiação como melhor ator para mais um norte-americano, Vincent Gallo, como protagonista do drama polonês (mas também com dinheiro norueguês, húngaro e irlandês) “Essential Killing”, do veterano Jerzy Skolimowski. O cineasta polonês arrebatou também outro prêmio importantíssimo, o Especial do Júri.

Como Gallo, alegadamente, não frequenta tapetes vermelhos, foi Skolimowski quem subiu ao palco da Sala Grande, no Palazzo del Cinema, para fazer o agradecimento, que foi bem irônico: “Tenho a certeza de que Vincent vai agradecer a seu diretor, roteirista e ao produtor que foi procurar o dinheiro para pagar seu salário”. O diretor falava, claro, de si mesmo, já que desempenhou todas essas funções para concretizar o drama, que retrata a situação-limite de um afegão (Gallo), fugitivo de uma prisão militar clandestina em plena Europa.

Novas atrizes

Foi uma grande surpresa também a premiação da jovem atriz francesa Ariane Labed com a Copa Volpi de melhor interpretação feminina, pelo filme grego “Attenberg”, de Athina Rachel Tsangari. Muita gente apostava na cubana Yahima Torres, protagonista do forte drama francês “Venus Noire”, de Abdellatif Kechiche, ou mesmo em Alba Rohrwacher, do concorrente italiano “La solitudine dei numeri primi”, de Saverio Costanzo. Nada disso. O júri preferiu a jovem Ariane que, segundo o jurado Gabriele Salvatores, “carrega nas costas boa parte do peso do filme”. Na história, Ariane interpreta uma jovem de 23 anos que se divide entre assumir a própria sexualidade (ela ainda é virgem) e a doença fatal de seu pai, numa Grécia contemporânea e cética em relação ao seu passado histórico.

Outra jovem atriz premiada foi Mila Kunis, coadjuvante do drama norte-americano “Black Swan”, de Darren Aronofsky, que abriu o festival, no último dia 1º. Foi dado a Mila o Prêmio Marcello Mastroianni, dedicado a um intérprete novato (não necessariamente estreante, como é o caso de Mila, uma ucraniana de 27 anos que tem feito sucesso no cinema dos EUA, em filmes como a aventura de ação “O Livro de Eli”, ao lado de Denzel Washington). Ela mandou seu agradecimento por um filmete, que foi exibido na premiação.

Muita gente, portanto, saiu da festa do Lido de mãos vazias. Apesar das apostas de parte da crítica, isto aconteceu com os concorrentes orientais, como os até aqui bem-cotados chineses “Detective Dee and the Mystery of Phantom Flame”, de Tsui Hark, e o político “The Ditch”, de Wang Bing. Os franceses (como o citado “Venus Noire” e a elogiada comédia “Potiche”, de François Ozon), e os quatro concorrentes italianos (“La Pecora Nera”, “Noi Credevamo”, “La Passione” e o citado drama de Saverio Costanzo) foram solenemente esnobados. O mesmo aconteceu com o único latino-americano da seleção principal, o sólido drama político chileno “Post Mortem”, de Pablo Larraín (diretor de “Tony Manero”).

Confira o trailer de "Somewhere":

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Gen Pés Descalços

Gen, Pés Descalços é uma animação japonesa, baseado na autobiografia de Keiji Nakasawa que virou mangá e depois um filme de animação em 1983. O filme conta o drama do menino Gen que vê todos os seus parentes e amigos serem mortos com a explosão da bomba atômica em Nagazaki, que decretou o fim da Segunda Guerra Mundial. A produção é chocante mesmo. Assista abaixo a um trecho do filme:



Retirado do blog Diário de Bordo do site Cinema em Cena: http://www.cinemaemcena.com.br/pv/BlogPablo/

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Filmes Brasileiros inscritos para o Oscar 2011

Retirado so site Cineclick do Portal Uol Cinema ( http://cinema.cineclick.uol.com.br/noticia/carregar/titulo/oscar-2011-conheca-os-filmes-brasileiros-inscritos-para-selecao/id/27875/ )


OSCAR 2011:Conheça os filmes brasileiros inscritos para seleção

Da Redação

Nesta quarta-feira (8/9), o Ministério da Cultura divulgou os 23 filmes de longa-metragem inscritos para concorrer a uma vaga na categoria Melhor Filme de Língua Estrangeira na 83ª edição do Oscar, cerimônia que será realizada em 2011.

Os interessados mandaram material até o dia 30 de agosto de 2010 para Brasília, onde a Comissão Especial de Seleção analisou as produções. O anúncio do filme escolhido para representar o Brasil será feito no dia 23 de setembro.

A Comissão de Seleção será composta por membros indicados pelo Gabinete do Ministério da Cultura, pela Agência Nacional de Cinema do Brasil, pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura e pela Sociedade Civil Organizada, representada pela Academia Brasileira de Cinema.

As cinco produções selecionadas para concorrer ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira deverão ser anunciadas somente em 25 de janeiro do próximo ano.

Confira abaixo a lista dos selecionados:

1.As Melhores Coisas do Mundo

2.A Suprema Felicidade

3.Antes que o Mundo Acabe

4.Bróder

5.Carregadoras de Sonhos

6.Cabeça a Prêmio

7.5X Favela - Agora Por Nós Mesmos

8.Chico Xavier

9.É Proibido Fumar

10.Em Teu Nome

11.Hotel Atlântico

12.Lula, o Filho do Brasil

13.Nosso Lar

14.Olhos Azuis

15.Ouro Negro

16.O Bem Amado

17.O Grão

18.Os Inquilinos

19.Os Famosos e os Duendes da Morte

20.Quincas Berro D’água

21.Reflexões de um Liquidificador

22.Sonhos Roubados

23.Utopia e Barbárie
 
Minha aposta de filme brasileiro para concorrer ao Oscar vai para "Broder" de Jeferson De, exibido no festival Panorama do Festival de Berlim e que foi destaque nos Festivais de Cinema de Gramado e de Paulínia, além de receber grandes elogios por parte da crítica. Em qual dessas produções você apostaria?

domingo, 5 de setembro de 2010

Festival de Cinema de Veneza de 2010


Começou dia primeiro de setembro, a 67ª edição do Festival de Cinema de Veneza que acontece desde 1932, e é o mais antigo e um dos mais importantes da sétima arte. 24 filmes de 11 países do mundo concorrem ao prêmio principal Leão de Ouro na mostra competitiva. O melhor diretor recebe o Leão de Prata e o ainda há o Leão de Prata – Grande Prêmio do Júri. Também são exibidos filmes fora da mostra competitiva, na seção Horizontes (com prêmios próprios e filmes de diferentes formatos) e no Contracampo Italiano, destinada a produções do próprio país.




Nesta edição o filme de abertura foi Black Swan do americano Barren Aronofsky com Natalie Portman, Mila Kunis e Vincent Cassel. Nomes consagrados como Dustin Hoffman, Benicio Del Toro e Winona Ryder são alguns famosos que passarão pelo tapete vermelho do festival e outros como Martin Scorsese (com um documentário sobre o ótimo diretor Elia Kasan) e Robert Rodriguez exibirão seus filmes fora da mostra oficial. O Festival abre espaço para diversos diretores estreantes, dando destaque dessa vez a produção latino-americana. O Brasil estará representado na seção horizontes com o curta “O Mundo é Belo” de Luis Pretti e “Lope” de Andrucha Waddington.



O júri do festival que elegerá os melhores da mostra oficial conta com cineastas como o americano Quentin Tarantino como presidente do júri (e que recebeu um jantar em sua homenagem antes da estréia da cerimônia), o mexicano Guillermo Arriaga e o italiano Gabriele Salvatores. A grande polêmica do júri esteve na ausência do diretor iraniano Jafar Pahani, impedido de comparecer ao Festival por determinação do governo iraniano. No total, serão exibidas 83 produções, sendo que 79 estrearão oficialmente na cidade italiana. O orçamento do Festival é de 12 milhões de euros.



Mais sobre o Festival no Uol Cinema: http://cinema.uol.com.br/veneza/2010/

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Casablanca (1942)

Pedimos desculpas a todos os leitores pela falta de postagens por mais de um mês por conta de diversos problemas e principalmente falta de tempo. Pedimos a compreensão de todos e esperamos que voltem a acompanhar os posts que agora voltarão normalmente.



Casablanca, filme do diretor Michael Curtiz de 1942, é um dos grandes clássicos do cinema, sempre sendo citado entre os melhores filmes da história. O filme conta a história de Rick, dono de um conhecido bar em Casablanca no Marrocos, local que recebe inúmeros refugiados da Europa como rota de fuga da Segunda Guerra Mundial com destino aos EUA. Rick tem diversos problemas com a venda de passes livres para os Estados Unidos, mas sua dor de cabeça começa mesmo quando seu grande amor do passado, Ilsa, visita seu local de trabalho.



O grande mérito da produção é retratar uma história de conspirações, mentiras, disputas em um cenário conturbado e uma história de amor de modo muito sutil e particular. Sem grandes cenas de ação e de forte impacto visual, a competência do longa é movida pela intensidade dos diálogos e das interpretações dos atores. A construção de Rick, um homem aparentemente descrente de toda forma de relacionamentos afetivos, extremamente sarcástico e objetivo, é modificada lentamente com a chegada de Ilsa, que junto com seu marido também mostra ser durona, mas não se mantém assim durante a história. Por mais que os dois tentem esconder seus passados e sentimentos não conseguem ao se encontrarem. A produção é montada de forma muito inteligente: todo o cenário e a vida de Rick são apresentados para que enfim a trama principal se desenvolva. O flashback que retoma toda a história de amor dos personagens principais é muito eficaz e emocionante. E as atuações de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman são excelentes. Os dois estão muito a vontade em cena. É claro que outros temas como a afirmação do poder americano durante a Guerra e da ilusão de terra perfeita para todos também estão fortemente presentes.




É difícil imaginar que Casablanca teve tamanho êxito sabendo o que ocorreu em seus bastidores. A produção foi projetada para ser secundária e teve seu roteiro reformulado diversas vezes durante as filmagens. Os atores também se preocuparam em finalizar rapidamente seus trabalhos para poderem se dedicar a outras produções e Michael Curtiz dividiu a direção com diversos outros realizadores e teve um orçamento reduzido. Mas nada foi capaz de derrubar esse maravilhoso filme que ainda será lembrado por muito tempo.