domingo, 28 de fevereiro de 2010

Screenshots - De Volta Para o Futuro (1985)


Direção: Robert Zemeckis
Roteiro:  Robert e Bob Gale

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Nada como uma boa propaganda




Uma das coisas mais importantes para que um filme faça sucesso é a sua divulgação. Com uma boa jogada de marketing é muito mais fácil faturar nas bilheterias. Já vi muitos tipos de propaganda para favorecer um filme, mas esses dias encontrei na internet uma das melhores estratégias de que eu já tive notícia.
O diretor indiano de Bollywood (indústria indiana de cinema que é a que mais produz filmes do mundo), Ram Gopal Varma, lançou um desafio: quem assistir na íntegra ao seu mais novo filme, Phoonk 2, ganhará um valor de 7 mil libras (em torno de R$19600,00). O filme de terror conta a história de uma família que passa a ser assombrada por um espírito maligno e que envolve muitos sustos, sangue e fantasmas. O desafio àqueles que garantem não ter medo de filmes de terror iniciará as inscrições a partir do dia 10 de março apenas para pessoas entre 18 e 60 anos que morem em território indiano. Para verificar se o espectador realmente assistirá ao filme completamente durante a sua exibição, câmeras verificarão como está a pessoa que também terá seus batimentos cardíacos monitorados. O diretor já lançou o mesmo desafio no primeiro filme, mas garante que o espctador saiu antes dos 30 minutos de exibição.
A repercussão nos sites que continham a notícia foi enorme. Várias pessoas já ficaram curiosas e desejariam assistir ao filme que acredito que dificillmente chegará ao Brasil. Na Índia, com certeza também fará muito barulho e acredito que só por isso a produção já fará sucesso. Confira o trailer e comente: O filme é tão assustador assim? Você toparia o desafio?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Simplesmente Complicado e Toy Story 1





                Estréia hoje a comédia romântica “Simplesmente Complicado” dirigida por Nancy Meyers e estrelada por atores experientes como Meryl Streep, Steve Martin e Alec Baldin. O filme conta a história do casal Jane e Jake Alder (Meryl e Baldin), que após 20 anos de casados sofre uma complicada separação e se divorcia. Com a formatura do filho mais jovem os dois voltam a se encontrar e se envolver escondidos. Porém, Jane está sendo desejada pelo também divorciado Adam (Steve Martin). A situação promete muitas confusões e momentos engraçados.




A outra dica de hoje é uma grande surpresa para os fãs de animação. Preparando terreno para a chegada do esperado Toy Story 3, chega hoje aos cinemas o primeiro filme da série, agora em 3D. Semana que vem é a vez de Toy Story 2 voltar às salas brasileiras. Os dois filmes também serão relançados em DVD. Para quem não sabe, o lançamento de Toy Story foi uma revolução na história da animação em 1995, já que marcou o início da parceria da Pixar com a Disney na produção de longas totalmente produzidos em computador e até hoje é considerado por muitos o melhor filme de animação da história. Desde então, foram produzidos grandes filmes de sucesso no mundo inteiro. A história do filme acompanha a vida de bonecos que ganham vida quando não há humanos por perto. Entre eles estão o cowboy Woody, que é adorado por todos os outros bonecos, mas que tem sua vida transformada com a chegada do lendário astronauta Buzz Lightyes dois se odeiam, porém, eles passarão por diversas dificuldades e terão que se unir para enfrentá-las. O relançamento do filme também pode ser visto como uma tentativa de aproximar as crianças do filme que pertence a uma geração passada. Mas é claro que também é uma grande jogada de marketing para o lançamento do terceiro filme e, principalmente, uma maneira de aumentar a arrecadação alavancada pelos caros ingressos de filme em 3D. Por ser um grande clássico, é provável que faça muito sucesso nas bilheterias mundiais.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Charlie Chaplin

         Charlie Spencer Chaplin foi o maior nome do cinema mudo, da comédia, do cinema britânico e um dos maiores cineastas do mundo todo. Chaplin era ator, diretor, produtor, roteirista e compunha as músicas de seus próprios filmes. Era completo e apenas sua desempenho arrancava gargalhadas até dos mais mau-humorados. Seu estilo era inconfundível. A imagem do vagabundo Carlitos com bigode, usando terno, calças velhas, chapéu, bengala, sapatos grandes e andando com os pés bem afastados para fora está eternizada na memória de todos aqueles que amam cinema. Foi o grande símbolo da era de ouro do cinema americano composta principalmente por comédias e musicais que se afastavam da realidade sombria da Primeira e Segunda Guerra Mundial e da Grande Depressão. Resistiu o quanto pode para usar o som em seus filmes. Quando o som já fazia parte do cinema há muito tempo fez um belo discurso a favor da paz em O Grande Ditador. Hoje ele é super conhecido pelas suas várias frases e pensamentos sobre diversas questões da vida.




          Chaplin sempre atacou a situação política, econômica e social pela qual o mundo passava. Isso aconteceu com a Revolução Industrial em Tempos Modernos, com Hitler e o nazismo em O Grande Ditador e o capitalismo em Mounsier Verdoux. Seus filme o colocou como inimigo do nazismo (o filme foi censurado na Alemanha) e também do capitalismo americano sendo acusado de ser comunista. Por isso foi colocado na Lista Negra de Hollywood (lista de nomes do cinema perseguidos pelo governo dos EUA). Ele denunciou a pobreza, a fome, a miséria e o desemprego sempre com personagens pobres e sofredores em seus filmes. Seus personagens sempre se mostravam atrapalhados, mas que tinham que passar por todos os tipos de dificuldades para sobreviver trabalhando em diversos empregos. Colocava a polícia como injusta e desonesta ao perseguir inocentes. As perseguições policiais que envolviam lutas fizeram parte de alguns de seus momentos mais engraçados. Havia sempre uma presença feminina, mas Carlitos nunca teve sorte no amor. Chaplin sabia utilizar cada espaço do cenário e dos elementos de cena para provocar o riso no espectador. Também foi um diretor muito rígido, chegando a exigir a regravação da mesma cena várias vezes para atingir a perfeição de seus atores.





          Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889. Teve uma infância pobre, passou por grandes dificuldades (de certo modo ele retrata sua própria vida nos filmes) e já com cinco anos substituía a mãe cantando em um teatro. Com oito anos entrou para uma companhia de sapateado e para uma escola de mímica. Em 1913, assina contrato com a empresa Keystone pra atuar nas comédias da produtora. Porém, mesmo com a aparição de Carlitos, Chaplin nunca conseguiu a liberdade que gostaria de ter em seus filmes. Ao estrear como diretor e ao criar, em 1919, o estúdio de filmes United Artists junto a D.W. Griffith, Mary Pickford e Douglas Faribanks, Chaplin avançou e produziu grandes clássicos como O Garoto (1921) e O Vagabundo (1915). A partir daí, começou a produzir, atuar, dirigir e fazer o roteiro e todos as suas produções. Após o sucesso de seus principais filmes e com a simpatia pelos movimentos de esquerda, Chaplin não teve seu visto renovado, foi morar no Reino Unido e viveu exilado na Suíça, onde produziu filmes pequenos e compôs trilhas sonoras. Recebeu um prêmio honorário do Oscar por toda a sua carreira em 1972. Antes disso, havia sido indicado ao prêmio máximo do cinema como melhor ator e melhor roteiro original por O Grande Ditador e melhor roteiro por Monsieur Verdoux. Ganhou o prêmio de melhor trilha sonora por Luzes da Ribalta em 1952, porém sempre desprezou o prêmio. Morreu no dia de natal de 1977. O ótimo crítico de cinema Pablo Villaça (do site Cinema Em Cena) resume o legado de Chaplin: “Sua despedida de Carlitos foi perfeita: o Vagabundo nos deixou não apenas com um riso estampado nos lábios. Deixou, também, uma reflexão em nossas mentes.” Chaplin será sempre lembrado pelo que fez e jamais será substituído.




Confira alguns de seus principais filmes:

- O idílio desfeito -1914
- O Vagabundo - 1915
- O Bombeiro – 1916
- Os clássicos vadios – 1921
- O garoto – 1921
- Casamento ou luxo? - 1923
- Em busca do ouro - 1925
- O circo - 1928
- Luzes da cidade - 1931
- Tempos modernos - 1936
- O grande ditador -1941
- Monsieur Verdoux – 1947
- Luzes da ribalta – 1952
- Um rei em Nova York – 1957
- A condessa de Hong Kong -1967

Confira alguns momentos marcates de Chaplin:








Fonte:
www.cinemaemcena.com.br
http://lazer.hsw.uol.com.br/charlie-chaplin1.htm

E você o que acha de Chaplin e seus filmes? Opine!
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"A Órfã"



Existem filmes que te deixam com uma grande expectativa para o seu lançamento. Seja correndo atrás do bilhete para a pré-estréia, na busca incessante pelo DVD nas videolocadoras ou até mesmo na compra do filme para aumentar a coleção, esses filmes fazem você chamar a família inteira para assistir a suposta “obra de arte”, que no final acaba sendo uma grande bomba. Hoje iniciamos uma nova seção no blog., destinado a dar conselhos para que você não acabe frustrado vendo um filme ruim. Aqui mostraremos aqueles que não devem ser vistos.

“A Órfã” tem todos os ingredientes para um bom filme de suspense. Uma criança adotada com características estranhas, um casal que sofre com a perda de sua filha no momento do parto e uma série de acontecimentos que vem à tona dão o tom do longa. A utilização de crianças em filmes de terror/suspense não é nenhuma novidade, “Polterigeist” e “O Exorcista” são prova disso. “A Órfã” poderia figurar nessa lista de bons filmes, mas infelizmente isso não ocorre.

Os primeiros 30/40 minutos de exibição podem ser maçantes para alguns. Esses instantes iniciais mostram o porquê dos Coleman estarem à procura de uma nova filha e são apresentados os seus problemas dentro de casa. A cena inicial foi muito bem feita, angustiante, diga-se de passagem (talvez a única também!). O encontro no orfanato com a jovem Esther parece o prenuncio de um novo futuro para o casal, que ocorreria caso a garota não mudasse de forma gritante toda a casa, colocando até mesmo Kate (mãe) contra o seu próprio marido.

O grande problema do longa não é a história, e sim alguns clichês que comprometeram o filme. A mãe que ninguém acredita, que tenta mostrar que a “nova filha” é um “monstro” (não, ela não é um alien) mas todos à ignoram, as crianças amedrontadas, o pai negligente, tudo isso faz com que o sentimento de raiva seja trocado pelo suspense do filme. Se não quer ficar irritado, procure outro vídeo. 

Trailer:

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Scorsese!


Martin Scorsese figura entre os meus diretores preferidos. Nesta última edição do Globo de Ouro o cineasta recebeu uma bela homenagem. Vale a pena conferir:


Taxi Driver


Taxi Driver é um grande clássico do cinema que popularizou grandes nomes do cinema como o do diretor Martin Scorsese, do ator Robert de Niro e da atriz Jodie Foster. O protagonista é o ex-fuzileiro naval Travis Bickle (Robert de Niro) que procura emprego como taxista em Nova York. Ele sofre de insônia e se diverte assistindo filmes pornográficos nas horas vagas. Ele também tenta conquistar o coração de Betsy (Cybill Sheperd) que trabalha numa campanha eleitoral.



                É notável o desprezo de Travis pelas prostitutas, bandidos e demais marginalizados com quem encontra e convive diariamente. Durante o filme, ele apenas os observa (em alguns momentos o filme se torna um pouco monótono por isso) e a partir do momento em que vê a prostituta Iris Steensma sendo maltratada passa a enfrentá-los (é aí que começa a ação do filme). A atrapalhada aproximação de Travis com Betsy que o despreza quando ele a leva para assistir a um filme pornô ilustra sua tentativa de compensar sua solidão e ao mesmo tempo exibe sua total alienação. Todas essas características compõem o frágil perfil emocional do personagem que se vê obrigado a voltar a lidar com armas a fim de enfrentar aqueles que ele detesta. Aparentemente tranqüilo, ele se mostra um misterioso assassino que não consegue lidar bem com frustrações e indignações com a sociedade e procura um bom motivo para justificar a sua existência.



                As atuações do filme são realmente fantásticas. Robert de Niro interpreta o conturbado Travis de maneira brilhante. Seu personagem adquire uma personalidade imprevisível através de diálogos memoráveis e ações impensadas que ganham força na pele de de de Niro. Jodie Foster com 12 anos interpreta uma prostituta de modo brilhante para alguém de sua idade. Outro destaque são os simbólicos planos de câmera utilizados por Scorsese sempre para acrescentar alguma informação à cena. Esse é o caso da cena em que Travis busca a reconciliação com Betsy por telefone e percebemos que está se constrangendo com o simples distanciamento da câmera da cena para um corredor vazio. O trabalho de fotografia também traz um belo clima mais sombrio à cena do assassinato e, para deixar o filme com aparência menos violenta, deixou o sangue mais escuro.



                Taxi Driver é aquele tipo de filme que te faz pensar mesmo após seu encerramento e que nos abala de alguma forma com uma história surpreendente que não poupa nada do espectador. Semana passada, surgiram rumores de que o filme pode ganhar uma refilmagem com de Niro e Scorses com a colaboração de Lars Von Trier (Dogville e Dançando no Escuro), mas que ainda não se confirmaram. É esperar para ver. 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Festival de Berlim - Ganhadores e BAFTA


O Festival de Berlim acaba nesta segunda e o júri liderado pelo diretor Werner Herzog premiou com o Urso de Ouro o filme turco Honey de Semih Kaplanoglu. O filme conta a história da relação entre um menino de 6 anos que tem premonições e seu pai, um apicultor. Outro destaque foi a terceira premiação do diretor Roman Polanski pelo seu novo filme O Escritor Fantasma. Polanski está preso na Suíça por conta de acusações de estupro nos Estados Unidos. Em nota, o diretor garantiu que mesmo se pudesse não iria buscar seu novo prêmio. Mesmo assim, os produtores do filme garantiram que ele está feliz e emocionado com a premiação. O júri também entregou outros 10 prêmios e garantiu que não tiveram grandes discussões para eleger os premiados.
Confira os outros ganhadores:
Urso de Ouro
"Honey" (Turquia), de Semih Kaplanoglu

Urso de Prata para melhor diretor
Roman Polanski ("O Escritor Fantasma")

Berlinale Kamera
Yoji Yamada ("About Her Brother")

Prêmio para melhor filme de estreia
"Sebbe" (Suécia), de Babak Najafi

Prêmio Alfred Bauer
"If I Want Whistle, I Whistle" (Romênia), de Florin Serban

Urso de Prata para melhor roteiro
Wang Quan'an e Na Jin ("Apart Together")

Urso de Prata para excepcional contribuição artística
Pavel Kostomarov, diretor de fotografia ("How I Ended This Summer")

Urso de Prata para melhor ator - "ex-aequo"
Grigoriy Dobrygin e Sergei Puskepalis ("How I Ended This Summer")

Urso de Prata para melhor atriz
Shinobu Terajima ("Caterpillar")

Urso de Prata - Grande Prêmio do Júri
"If I Want To Whistle, I Whistle" (Romênia), Florin Serban




Hoje também foram escolhidos os vencedores do prêmio BAFTA, espécie de Oscar da Grã-Bretanha e que também premia os melhores na televisão, no cinema e nos videogames. A Academia Britânica composta por mais de 6000 membros premia os melhores do ano desde 1947. Neste ano o elogiado Guerra ao Terror (vencedor nas categorias melhor som, montagem, fotografia e roteiro original). ganhou o prêmio de melhor filme batendo Avatar, Amor sem Escalas, Educação e Preciosa – Uma História de Esperança. A diretora Kathryn Bigelow também foi escolhida como melhor diretora. A grande surpresa foi a escolha de Colin Firth como melhor ator desbancando o favoritíssimo Jeff Bridges de Crazy Heart. Os outros premiados foram a atriz Carey Mulligan por Educação e O Profeta do francês Jacques Audiard como melhor filme estrangeiro.
 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Dicas da Semana


 Um Homem Sério
Um Homem Sério é o novo trabalho dos irmãos Coen que estréia nesta sexta nos cinemas. Indicados aos Oscars de melhor filme e melhor roteiro original, o filme traz o professor de física americano Lawrence Gopnik (Michael Stuhlbarg) como protagonista. Ele é um pai de família comum, trabalhador, mas que é abandonado pela esposa Judith (Sari Lennick) e tem dois filhos que pouco se importam com os pais. Ele também passa a sofrer problemas na escola onde trabalha e com o irmão hospedado em sua casa. Lawrence é retratado de maneira satirizada e cômica com as diversas dificuldades que passa durante o filme e de certa forma retratando os próprios costumes americanos.
Fonte:http://cinema.uol.com.br/filmes/um-homem-serio-2009.jhtm


Outras dicas:
Idas e Vindas do Amor



E você? Quer assistir a algum desses filmes?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um pouco mais sobre cinema

Hoje trago aqui uma ótima dica de livro direcionado à sétima arte. O jornalista e crítico Luiz Carlos Merten já escreveu várias publicações sobre o cinema, mas destacarei o livro: Cinema: Um Zapping de Lumière a Tarantino de 1995. Nele Merten faz uma homenagem aos 100 anos do cinema (se considerarmos que o cinema nasceu com a exibição pública dos vídeos dos irmãos Lumière no Grand Café em Paris em 28/12/1895) trazendo um panorama sobre os momentos mais importantes do cinema internacional e brasileiro. É uma ótima obra para aqueles que querem começar a entender mais sobre a sétima arte antes de se aprofundar em obras mais complexas. Nela são destacados diretores como George Melies, Orson Welles, Sergei Eisenstein, Stanley Kubrick, Alfred Hitchcook e muitos outros. São abordados diversos tipos de filmes e gêneros, momentos expressivos como o início do cinema com cores e com som e movimentos que revolucionaram o cinema, como o expressionismo alemão, o neo-realismo italiano, a nouvelle vague francesa e o cinema novo brasileiro (falaremos mais sobre eles nos próximos dias). Vale a pena conferir a obra e também o blog de Luiz Carlos Merten (http://blog.estadao.com.br/blog/merten) que nesta semana faz a cobertura do Festival de Berlin direto da capital alemã. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Trilhas sonoras memoráveis

Um grande filme sempre (ou quase sempre) tem uma grande relação com a música. Uma boa música pode retratar exatamente a situação ou o sentimento de um personagem de um modo muito mais expressivo do que com uma cena ou um diálogo. A trilha sonora pode ser um simples instrumental composto especialmente para um filme ou pode ser uma música desconhecida mesmo que em muitos casos se tornam verdadeiros sucessos e ficam eternizadas nas cenas de determinado filme. O fato é que hoje a trilha sonora colocada no momento certo pode ser tão importante quanto um plano de câmera ou uma atuação. Fica até difícil imaginar um grande filme sem um grande sucesso musical. São muitas as trilhas sonoras marcantes, mas destacarei aqui as mais conhecidas. Confira os vídeos e links:

Rocky o Lutador (1976):



O Poderoso Chefão (1972):



Missão Impossível (1996):



Titanic (1997):



Uma Linda Mulher (1990):



Star Wars (1977):



007: http://www.youtube.com/watch?v=Ii1tc493bZM

2001: Uma Odisséia no Espaço (1968):


O Mágico de Oz (1939): http://www.youtube.com/watch?v=F0-um0pHTAg

Meu Primeiro amor (1991): http://www.youtube.com/watch?v=919TqHSnAWU

E.T. (1982):



Harry Potter: http://www.youtube.com/watch?v=hQwtcnYK9JM

Ghost (1990): http://www.youtube.com/watch?v=093F9Y1GE5A

Flashdance (1983): http://www.youtube.com/watch?v=m-PR4yO3It0&feature=related

Closer - Perto Demais (2004):



E aí? Concorda com a lista? Está faltando alguma outra trilha sonora? Alguma está aí injustamente? Opine!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Quando fica difícil conter as lágrimas


Por muitas vezes já me encontrei contendo as lágrimas ao final de um longa metragem. E confesso que não foram poucas essas ocasiões. Certas produções conseguem tocar de forma tão intensa que chega a ser impossível não se emocionar. Nesse post eu vou listar alguns dos filmes que me causaram essa sensação. Não são produções clássicas, memoráveis ou que estejam no topo dos “melhores filmes de todos os tempos”, mas que ficaram gravados na minha memória.

 

3° À Espera de um Milagre (1999)

Frank Darabont merece um Oscar honorário pelas adaptações dos livros de Stephen King  Como todos sabem, exemplos ruins não faltam: “O Código da Vinci”, “O Caçador de Pipas” e, que me perdoem os fãs, “Harry Potter” não conseguem trazer a mesma magia dos livros para a telona. “The Green Mile” (título original de 1999) faz jus ao livro e é tão fabulo quanto a obra.  Muitos conheceram King através desse filme (eu fui um deles por sinal). para o cinema. O cineasta, produtor e roteirista conseguiu com “À Espera de um Milagre” e “Um Sonho de Liberdade” mostrar que é possível sim fazer uma boa produção baseada em obras literárias de sucesso.

Quem também viu “Um Sonho de Liberdade” (fantástico, diga-se de passagem) deve ter saído do cinema com a certeza de ter visto um belo filme. Me surpreendi ao saber que esse último lidera a lista dos melhores filmes da IMDB (http://www.imdb.com/chart/top), votado pelos usuários do site.  A última obra  de impacto do diretor foi “The Mist”, traduzido para “O Nevoeiro”, de 2007 inspirado no conto de terror homônimo de King. Para que você fique mais curioso, esse filme tem o final mais angustiante que eu já vi embora o longa não seja tão bom.  

“À Espera de Um Milagre” é um desses filmes que quase todo mundo já assistiu e gostou. Mesmo com a sua grande duração (188 minutos), o longa consegue prender o expectador do inicio ao fim. É emocionante a trajetória do grandalhão John Coffey, acusado por um crime que não cometeu  e que espera sua execução na Penitenciaria de Cold Mountain.  A história todos já sabem, e o que é unânime é a comoção que esse filme traz.


2º Cidade dos Anjos (1998)

Saber o que nos espera após a morte é um assunto delicado. Acredito que todo mundo já parou um instante para pensar sobre isso. Seria o fim? Estaríamos sozinhos? Será que um dia encontraremos nossos entes que se foram?

“Cidade dos Anjos” mostra um mundo em que estamos cercados por, como o nome sugere, anjos que nos ajudam nos momentos difíceis.  Com direção de Brad Silberling, o filme traz a tona um relacionamento entre um doutora (Meg Rayan) e um anjo (Nicolas Cage) que acaba se apaixonando ao ver sua amada tentando reanimar seu paciente que acabara de morrer.  

O filme é suave, e a trilha sonora é maravilhosa. A banda Goo Goo Dolls carrega até hoje o fardo de ter que cantar em todo show a canção “Iris” (que você já deve ter ouvido, independente de ter visto ou não o filme).   

A grande sacada de “City of Angels” é fazer com que a pessoa reflita sobre a morte. Quem já perdeu uma pessoa amada deve ter sentido um baque ao ver esse filme. E não é por menos, “Cidade dos Anjos” nos faz pensar como aqueles que nós amamos podem estar sempre do nosso lado, seja nesta ou na outra vida.


1° Vanilla Sky (2001)

“Vanilla Sky” me veio como uma boa surpresa. Participei de uma maratona de cinema em 2009, e um dos filmes que assisti foi esse que vos falo. Com um trio espetacular (Tom Cruise, Penélope Cruz e Cameron Diaz) o longa é uma refilmagem de “Abre los Ojos” (1997) do diretor chileno Alejandro Amenábar.  

Um enredo cheio de idas e voltas, altos e baixos fazem com que a história possa confundir um pouco a cabeça do expectador.  Mas essa é a chave do filme, o diferencial que faz com que a conclusão se torne impressionante. Tom Cruise é David Aames, editor poderosíssimo que tem sua vida modificada após conhecer Sofia Serrano (Cruz). Causando ciúmes em Julie Gianni  (Cameron Diaz), com a qual teve uma certa “amizade colorida” por um período, David não imaginaria que em pouco tempo sua vida mudaria repentinamente. Esse é um breve resumo de “Vanilla Sky”. Não pretendo me alongar para acabar com a surpresa (e sugiro que você assista sem ler nenhuma resenha sobre o filme).

Este, na minha opinião, é o melhor filme de Cameron Crowe. “Quase Famosos” é encantador, sem dúvida alguma, mas “Vanilla” tem uma consistência impressionante, nos faz pensar sobre as atitudes que cometemos, sobre as “palavras não ditas” e sobre como não deixar que o amor de nossas vidas passe diante de nossos olhos. Isso pode até soar clichê, e que seja, mas a verdade é que este filme pode ficar grudado na sua cabeça por meses, como aconteceu comigo. “Vanilla Sky” me emocionou como nenhum outro, e até hoje eu não sei o porquê. Assista e confira com os seus próprios olhos.

E você, quais filmes mais te emocionaram?


domingo, 14 de fevereiro de 2010

Cinema e a arte da manipulação política


Muita gente quando pensa em ir ao cinema vai com o objetivo de se divertir, se emocionar e “esquecer do mundo” por um certo período. Porém, muitas vezes não percebemos que um filme pode ter muito mais do que isso. O cinema pode impor conceitos e influenciar pessoas. Pode ser usado como uma gnrande crítica dos costumes da sociedade, dos sistemas políticos,fazer com que acreditemos que alguma ideologia é a mais correta ou colocar algum lado como vitorioso ou correto. A Segunda Guerra Mundial é o exemplo mais claro. Com o cenário da Guerra Fria, o orgulho e patriotismo americano foram restaurados com filmes de guerra que escondiam parte da verdade e destacava os feitos heróicos dos americanos como em O Resgate do Soldado Ryan e Pearl Harbor. Ou ainda criando heróis ao contar uma parte da história que nem sempre retrata exatamente o que aconteceu, como em 300 e Cruzada. Não discuto a qualidade desses filmes. O fato é que não nos damos conta de que aceitamos facilmente uma idéia que pode ser retratada na tela de modo pouco verossímil. 



Há muito tempo, grades diretores perceberam que podem usar o cinema a seu favor, tanto para defender uma determinada posição quanto para criticar alguma idéia. Griffith foi acusado de racismo com O Nascimento de Uma Nação, em que se mostrava a favor dos sulistas americanos em meio à guerra civil. O cinema foi o grande instrumento de propaganda do governo nazista e americano na Segunda Guerra Mundial. Sergei Eisenstein, cineasta russo, defendeu a revolução comunista com O Encouraçado Potenkim e Ivan, O Terrível. Charlie Chaplin, em um dos exemplos mais memoráveis, criticou a Revolução Industrial em Tempos Modernos e o nazismo em O Grande Ditador e fez grandes discursos pacifistas em plena Segunda Guerra Mundial.

                                                  
                          
A idéia de liberdade e felicidade no capitalismo nos filmes americanos estava em alta durante a Guerra Fria. As poderosas comédias e musicais encantavam sobretudo a burguesia desde os tempos da Grande Depressão da década de 20. Fred Astaire e Ginger Rogers e até Chaplin foram os grandes astros. Os grandes filmes de faroeste também se encaixam aí. Os grandes cowboys que lutavam contra os selvagens índios do Velho Oeste e salvavam a indefesa donzela fizeram a alegria do público e se popularizaram principalmente com o diretor John Ford e o ator John Wayne nas décadas de 50 e 60. Exemplos mais sutis como o simples ato de comprar um produto ou fortalecer uma marca também serve como propaganda. Até mesmo a enorme popularização do cinema americano pode ser visto como uma forma de dominação de ideologias sobre os outros países. 

          Fred Astaire e Ginger Rogers                                                                          John Wayne

                    Filme de Michael Moore que retrata o sistema político símbolo dos Estados Unidos

O cinema, assim como nos outros diversos meios de comunicação, pode ser usado como um grande meio de manipulação, seja para criticar ou defender uma posição, impor uma ideologia, desviar o foco da realidade ou chamar sua atenção. Podemos gostar disso ou não. Mas é essa capacidade de se adaptar a qualquer situação e provocar os mais diversos tipos de sensações nas pessoas que torna o cinema tão especial e tão admirável em todos os cantos do mundo. 

E você o que acha disso tudo? Já tinha se dado conta desse poder que o cinema tem? Comente!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Festival de Berlim




O Festival de cinema de Berlim ou Berlinale é um dos mais importantes do mundo ao lado dos festivais de Cannes e de Veneza. Democrático, o festival abre espaço para filmes do mundo inteiro e é realizado todos os anos em fevereiro desde 1950. Foi criado para enaltecer a qualidade dos filmes ocidentais durante a Guerra Fria e logo foi criada uma versão comunista da premiação. Por isso, o festival sempre adotou um forte viés político. O filme "O.K." de Michael Verhoeven fez com que o júri abandonasse a exibição pela forte crítica aos EUA durante a Guerra do Vietnã. Grandes personalidades já criticaram o governo Bush durante a festa. As grandes estrelas do cinema mundial também estão sempre presentes e os grandes filmes recebem um destaque diferenciado. Os filmes premiados recebem as estatuetas o Urso de Ouro para o melhor filme e curta-metragem e o Urso de Prata para o segundo melhor filme e para o melhor diretor, atriz, ator, roteiro, curta-metragem, contribuição artística e o prêmio especial do júri, uma espécie de segundo melhor filme. Há ainda o melhor filme de estréia e o prêmio Alfred Bauer, uma homenagem a um grande diretor, e uma série de prêmios menores.




No ano da edição de número 60, o festival será realizado de 11 a 21 de fevereiro, quando serão exibidos cerca de 400 filmes de 18 países nas seções Panorama, Fórum, Geração, Perspectiva e Curtas-metragens para convidados e celebridades. 20 filmes concorrerão ao Urso de Ouro e serão avaliados por um júri presidido por Werner Herzog. A cerimônia começará com o filme Apart Together, de Wang Quan’an O momento mais aguardado do festival talvez seja a exibição de Metropolis, filme do diretor Fritz Lang de 1927, que acabou sendo restaurado. A Ilha do Medo (que está fora da competição) de Martin Scorsese com Leonardo de Caprio e Mark Ruffalo e The Ghost Writer de Roman Polanski são algumas das produções mais esperadas pelo público. Também terão destaque as presenças de vários diretores já premiados no festival nos últimos anos. O Brasil, que já ganhou o troféu principal com Tropa de Elite de José Padilha e Central do Brasil de Walter Salles não terá representantes na mostra principal, mas terá a exibição de filmes menores. A seção Retrospectiva homenageará filmes como Acossado de Jean Luc Godard, A Noite de Michelangelo de Marco Antonioni e Magnólia de Paul Thomas Anderson.

                                             Júri do Festival de Berlim de 2010

E você o que acha do festival? Dê a sua opinião!

Cinemas ameaçam boicotar "Alice"


Tim Burton traz esse ano sua versão de “Alice” para os cinemas do mundo todo. Esta é uma das estréias mais esperadas do ano, e os primeiros trailers que foram divulgados mostram que um universo fantástico espera os fãs do diretor. Personagens marcantes, cenários grandiosos e muitas cores fazem com que “Alice” tenha todos os ingredientes para se tornar um sucesso entre todos os públicos. Porém, uma discussão entre a Disney e as principais cadeias de cinema britânicas pode acabar fazendo que o longa não seja exibido nas salas da Inglaterra. 

Tudo começou com a decisão da Disney de reduzir para 12 semanas (o habitual são 17) o tempo de exibição de “Alice” nos cinemas britânicos. Tal iniciativa tem como objetivo melhorar as vendas de DVD (que sofreram uma diminuição de 20% no último ano).  Mas como era de se esperar, os exibidores não gostaram nem um pouco da idéia e decidiram boicotar o filme caso a redução se concretize.  Essa briga pode ter contornos maiores. Caso a Disney ganhe, outras produtoras podem querer fazer o mesmo. Caso perca, terá que buscar outras estratégias para aumentar suas vendas.

Hitler fala sobre Avatar - Créditos aos nossos parceiros do Telecast

O Blog Telecast destacou esse video nessa semana, uma sátira feita em cima do filme "A Queda - As Últimas Horas de Hitler". Muito bom, a verdade nua e crua.




sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Screenshots - Seven (1995)

"Preciosa" e "A Fita Branca" são as melhores estréias da semana


Hoje o CINECLUBE01 indica dois filmes que estréiam essa semana e que despontam entre os indicados ao Oscar 2010.  


O primeiro é “Preciosa” do diretor Lee Daniels (“Matadores de Aluguel”), que estreou em 2009 no Festival de Sundance onde arrematou os prêmios de júri e público. Este, que é o maior festival de filmes independentes dos EUA, é muito aclamado e se destaca por apresentar ótimas produções.
O longa conta a história da adolescente de 16 anos Claireece Preciosa Jones. Analfabeta, obesa e mãe de dois filhos que são fruto dos abusos sexuais que sofreu em casa, a garota vive em um ambiente instável e é cercada de pessoas que não se importam com ela.
Um fio de esperança surge quando a menina conhece a professora Blu Rain que dá aulas em um colégio alternativo para estudantes tão problemáticas quanto Claireece. Ela é a única que consegue ver nessas garotas um futuro pela frente, enquanto que para o resto da sociedade elas são ignoradas e tratadas com desprezo.
Ambientada no bairro do Harlem no ano de 1987, o filme é baseado no livro "Push: A Novel" de Sapphire. O longa foi indicado em 6 categorias do Oscar: Melhor Filme; Melhor Diretor - Lee Daniels; Melhor Atriz - Gabourey Sidibe; Melhor Atriz Coadjuvante - Mo'Nique; Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Edição.



A segunda dica é o favorito na categoria de melhor filme estrangeiro: “A Fita Branca”, de Michael Haneke. A trama se desenvolve às vésperas da 1º Guerra Mundial em uma pequena cidade alemã. Guiada por fortes regras morais e hierárquicas, a cidadezinha começa a sofrer acontecimentos estranhos que acabam perturbando os cidadãos desencadeando  uma série de punições.  
Além de concorrer na categoria de melhor filme estrangeiro, o longa está presente na categoria de melhor fotografia. Assinada por Christian Berger, a escolha pela película em preto e branco faz com que a fotografia do longa tenha um clima mais pesado, como é perceptível no trailer.

Ambos os filmes são obrigatórios. E você, já assistiu algum? Tem outra indicação? Deixe seu comentário.