sábado, 30 de janeiro de 2010

Videoteca Básica - Doze Homens e uma Sentença


Doze homens completamente diferentes foram convocados para julgar um caso de homicídio. O réu, um jovem pobre e com histórico criminal, é acusado de matar o pai a facadas. Onze dos homens o consideram culpado e querem ir embora logo para casa e apenas um, o personagem de Henry Fonda, quer discutir o caso baseado nos pequenos detalhes deixando o preconceito de lado. O júri deve chegar a uma unanimidade e decidir se o réu deve ser condenado à morte ou não. 



O filme lembra uma grande peça de teatro, uma vez que se passa em um único ambiente. A sala onde discutem o caso traz exatamente o nervosismo e a tensão que os personagens vivem, uma vez que o grupo se divide entre os que querem averiguar os fatos e os que chegam a uma conclusão baseado em idéias precipitadas. Os elementos de cena contribuem para demonstrar essa tensão e até mesmo uma provocação aos que possuem idéias contrárias. A iluminação é excelente e contribui para a atmosfera do ambiente. A grande sacada do filme é remontar toda a cena do crime a partir dos testemunhos e das provas. Tudo acontece através dos diálogos. Através deles também ficamos íntimos de cada um dos jurados e de suas vidas. As palavras são as grandes estrelas da trama. Por isso, o filme também é uma ótima aula de argumentação e, consequentemente, de direito



Henry Fonda retrata muito bem seu personagem. Ele é o único que se importa pela vida do garoto e busca diversas contradições de maneira inteligente, mesmo que os aparentes fatos tentem provar o contrário. Os outros atores também se saem muito bem. Afinal, não é fácil que 12 atores contracenem durante 96 minutos em um mesmo ambiente. O diretor Sidney Lumet produz um filme excelente a partir de uma simples idéia e de um baixo orçamento. A produção custou 343 mil dólares e foi filmada em 19 dias. Uma grande lição para aqueles que pensam que um bom filme só pode ser feito a partir de uma superprodução cara com muita ação.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Estréias da Semana - Nine e Invictus




Após quase uma semana de ausência voltamos com o blog normalmente. Nesta semana, vamos destacar dois filmes que pelo menos para mim, parecem prometer e ter boas chances de faturar prêmios em algumas das premiações do cinema. O primeiro é Nine, um musical já encenado na Brodway e inspirado no longa 8½ de Federico Fellini. Com um elenco cheio de estrelas como Daniel Day-Lewis, Nicole Kidman, Penélope Cruz e Sophia Loren, Nine conta a história de Guido Contini, cineasta que busca inspiração na sua vida profissional e uma vida pessoal mais tranqüila. Porém, ele passa a ser perseguido por todas as mulheres de sua vida, entre elas sua esposa, sua amante e sua mãe. É dirigido por Rob Marshall e estou curioso para assisti-lo.

                O segundo filme é Invictus de Clint Eastwood, que retrata o governo de Nelson Mandela em seu primeiro ano de mandato. Morgan Freeman interpreta o presidente sul-africano que tenta diminuir os conflitos raciais da África do Sul através dos jogos de rúgbi, esporte popular no país. Matt Damon encarna o jogador de rúgbi François Pienar. O filme, além de ser uma superprodução também é interessante de ser assistido pelo aspecto histórico.
 Confira os trailers:





E você o que acha desses filmes? Gostaria de assistir a algum deles?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Cenas marcantes - Os Intocáveis (1987)



           
       Essa é uma ótima cena. A seqüência do tiroteio na escadaria envolve os policiais Eliot Ness (Kevin Costner) e George Stone (Andy Garcia) na busca pelo contador que pode incriminar o gângster Al Capone (Robert de Niro) pelo contrabando de bebidas alcoólicas durante a lei seca. Porém, no caminho Eliot tenta salvar um carrinho com um bebê, matar os capangas do grande contrabandista e capturar o contador. É claro que tudo isso só poderia resultar em uma cena cheia de ação, típica de uma grande produção hollywoodiana. O cenário é um elemento essencial e garante o suspense antes da chegada dos atiradores. Assim como os planos de câmera que simulam a visão de Eliot das pessoas que passam no terminal de trem e garantem uma aparente tranqüilidade à situação. A bela atuação de Kevin Costner e de Andy Garcia também são excelentes, tanto que Garcia ficou super conhecido após essa seqüência. Esses nove minutos de Os Intocáveis é uma homenagem do diretor Brian de Palma ao filme O Encouraçado Potemkin de 1925, ainda no cinema mudo. Essa produção é conhecida pela seqüência da matança na escadaria de Odessa, em que um carrinho com um bebê cai pela escadaria em meio ao tiroteio da polícia. Claro que mesmo com semelhanças, a “homenagem” de Brian de Palma parece ser muito mais popular do que o filme de Sergei Eisenstein.
            Confira:

Os Intocáveis



O Encouraçado Potenkim



sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Dica da Semana - Amor Sem Escalas



                    A dica da semana de hoje é, para mim, uma incógnita. Conferi o trailer, li algumas críticas e analisei as indicações ao Globo de Ouro e percebi que só poderei dar uma opinião completa sobre “Amor Sem Escalas” após ter assistido o mesmo. A princípio, o filme me parece “normal”, no sentido de não ser nada fabuloso a ponto de ser imperdível.

                A trama gira em torno de Ryan Bingham (George Clooney), sujeito que ganha a vida viajando de avião pelos EUA demitindo funcionários. Ao contrário do que se pensa, sua rotina desapegada a família (sua irmã irá se casar, mas ele mal conhece o seu cunhado) e quase que totalmente direcionada ao trabalho não o deixam estressado. Muito pelo contrário. Bingham possui um objetivo, o de atingir a marca de 10 milhões de milhas aéreas. Assim ele ganharia um cartão personalizado da companhia, teria o seu nome estampado ao lado do avião e poderia viajar ao lado do piloto quando desejasse. Porém, com a chegada da recém contratada Natalie (Anna Kendrick) esse seu sonho pode não se concretizar. Natalie sugere que as demissões sejam feitas por teleconferência, o que diminuiria os gastos da empresa. Como é de se esperar, essa dica foi atendida.
               Em linhas gerais essa é a história. Sites especializados dizem que esse é um dos melhores trabalhos do diretor Jaison Reitman, conhecido pelos filmes “Obrigado por Fumar” e “Juno”. Também comparam “Amor Sem Escalas” à outra grande comédia: “Sideways – Entre Umas e Outras”. Esses são dois motivos para ficar de olho nesse filme, que pode ser na verdade uma grande surpresa. E você já assistiu? Dê a sua opinião!


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Screenshots - Cinema Paradiso (1988)




Escrito e dirigido por Giuseppe Tornatore.

Videoteca Básica - Ensaio sobre a cegueira


             Após O Jardineiro Fiel e Cidade de Deus, Fernando Meirelles mais uma vez produz um ótimo filme, agora baseado na obra homônima do escritor português José Saramago. Na trama, um estranho tipo de cegueira branca vai afetando a população aos poucos. Os primeiros afetados são enviados para um local abandonado e tem que conviver com pessoas absolutamente desconhecidas. Entre elas, apenas uma mulher consegue enxergar.




            Toda essa hipotética situação serve como metáfora de toda a sociedade onde vivemos. Primeiro pela exclusão dos contaminados pela cegueira que é supostamente contagiosa, o que na verdade reflete a exclusão de milhares de pessoas consideradas nocivas por serem diferentes do que esperamos. A relação de poder que cada grupo estabelece no local abandonado também indica a inveja, a ganância e o egoísmo do ser humano que ao invés de se ajudar em uma situação difícil apenas tenta se prevalecer sobre o outro. O grupo não é capaz de socorrer um ao outro, mas sim de se importar apenas com si mesmo ou com aqueles mais próximos.




             O filme se passa em um local desconhecido e nenhum dos personagens tem nome definido, o que garante uma impessoalidade a eles. Acompanhamos a história da única mulher que pode ver (Juliane Moore) e as pessoas próximas a elas. Todos têm atuações destacadas e revelam todo o sofrimento daquele lugar. Outros elementos de grande importância é o cenário, que reflete a degradação da vida das pessoas com o passar do tempo, e principalmente a fotografia. A luz branca está presente em todo o filme e representa tanto a cegueira que os afeta quanto a própria cegueira do homem em situações de necessidade. É o elemento que dá grande personalidade ao filme. Ensaio sobre a Cegueira traz uma crítica e nos faz refletir sobre nossos atos e sobre a nossa existência de maneira magistral. Indicadíssimo.



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Um filme. Uma geração - Trainspotting (1996)





“Trainspotting”(1996) não é um filme para ser assistido em família, e está longe de ser agradável aos olhos dos mais puritanos. Indicado ao Oscar de melhor roteiro, o longa retrata a cena clubber do Reino Unido nos anos 90. Alguns citam “Trainspotting” como um filme que faz apologia às drogas, sendo muito criticado na época do seu lançamento. O filme não busca mostrar ao expectador os perigos da heroína e de uma vida cheia de riscos.  Prefiro analisar o longa como uma crítica sobre as nossas escolhas e sobre nossa vida consumista.
Danny Boyle (“Quem Quer Ser Milionário?”) reinventou o cinema com esse filme, sendo que recentemente “Trainspotting” foi considerado o melhor filme britânico dos últimos 25 anos. Título merecido, para um dos melhores filmes de todos os tempos. Coloco ele na lista do “Um filme. Uma geração” pelo fato de ter dado um novo passo dentro do cinema mundial, e por ter sido aclamado entre os fãs de cinema cult dos anos 90.


           

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Curiosidades - Continuações e Refilmagens

                 A provável falta de roteiros originais e idéias inovadoras estão fazendo com que as adaptações de obras literárias populares e continuações de grandes sucessos venham se tornando cada vez mais comuns. Essa pode ser uma boa oportunidade para uma produtora aproveitar e lucrar um pouco mais sobre o sucesso da produção anterior. Mas uma nova continuação também pode ajudar a produzir uma história ainda mais interessante e completa. É claro que alguns fãs de determinado filme gostariam de ver aquela história que adoram se prolongando um pouco mais, porém outros alegam que a continuação prolonga demais a história original e acaba prejudicando a série de filmes. Há diversos casos em que as continuações se tornaram um verdadeiro sucesso e outros em que ela é um verdadeiro fracasso. O Poderoso Chefão 2 e o terceiro filme da trilogia do Senhor dos Anéis (Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei) se tornaram tão populares quanto seu primeiros filmes e faturaram até o Oscar. Star Wars, Harry Potter e animações como A Era do Gelo e Madagascar também tiveram grande êxito em suas séries de filmes. Já outros decepcionaram os fãs dos filmes originais.

 
Continuações de sucesso

                Outra saída para essa suposta "falta de criatividade" dos roteiristas e produtores é a refilmagem de grandes clássicos antigos. Para isso, é produzida uma versão um pouco diferente da anterior com elementos como, por exemplo, um pouco mais de ação e efeitos especiais. Porém, esses filmes também não devem modificar demais as características da produção original. Vários filmes estrangeiros já se tornaram remakes de Hollywood com resultados bons e ruins. Alguns pouco conhecidos do público mais jovem se tornaram super populares com a refilmagem. Esse é o caso de filmes como A Fantástica Fábrica de Chocolate, Scarface e Os Infiltrados. Já outras adaptações não passam de tentativas frustradas de buscar o sucesso do filme original. Como exemplos há as refilmagens de Psicose e Casa de Cera.



Refilmagens de sucesso

Confira as próximas continuações que estrearão no cinema:
Homem-Aranha 4, Piratas do Caribe 4, Atividade Paranormal 2, Homem de Ferro 2, Jurassic Park 4, Velozes e Furiosos 4, Eclipse, Star Trek 2, Wolverine 2, Tropa de Elite 2, Harry Potter, Madagascar 3, Shrek 4, Jogos Mortais 6

E você, o que acha das continuações e refilmagens? Opine!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Videoteca Básica - Gangues de Nova York (2002)






   “Gangues de Nova York” esta longe de ser o melhor filme de Martin Scorsese, mas existe algo que me fascina nessa película. O cineasta que se consagrou com filmes como Táxi Driver, Touro Indomável (veja os screenshots deste filme no nosso arquivo!) e anos depois com Os Infiltrados, não atingiu sua melhor forma com essa obra, mas que tem sim os seus créditos.
   Se existe um início que ficou marcado em minha mente por muito tempo foram os instantes que abrem “Gangues de Nova York”. Momento que é, aliás, de suma importância para compreensão do filme em si, pois mostra em pouco tempo o acontecimento no qual gira em torno a trama. É uma das poucas cenas que contém emoção, que por sinal é um grave problema do longa.


        
   O filme impressiona pela riqueza dos cenários. É impossível não ficar impressionado com a Nova York do século XIX, tomada pelo caos, domínio e disputa entre gangues (como o próprio nome sugere).  Mas ao contrário do se pensa, tais grupos não são formados por bárbaros que se divertem apenas com bebidas e destruição. Eu diria que um lado “mais humanizado” é destacado, como é visto na celebração anual da gangue dos “Nativistas”, que lembram sempre daquele que citam como “o último homem honrado”: o falecido Padre Vallon (ex líder do grupo rival “Coelhos Mortos”) e pai do protagonista. Mas não pense que as lutas, tiros e facas ficaram de lado. O grande destaque fica por conta das batalhas entre as gangues pelo controle de Nova York.
  Mas nem tudo é belo nesse filme. “Gangues” é instável e apresenta muita informação para o expectador (sobre os dados históricos e temporais na qual o longa se passa). O romance entre DiCaprio  e Cameron Diaz é quase que simplório, não é dado tanta importância na trama. Leonardo tem sim uma boa atuação, mas o grande personagem do filme é Daniel Day-Lewis, ou melhor, Bill “Açougueiro”. Infelizmente o ator não levou o Oscar de 2003 pela sua interpretação, que é fantástica.



     Os efeitos sonoros são sensacionais, sendo que o filme foi indicado na categoria de Melhor Som em 2003. A trilha sonora contém a banda irlandesa U2 com a belíssima canção "The Hands That Build America" (vide última cena). Termino esse post com o trailer e o videoclipe da música. Não deixe de conferir.

Novidades - Globo de Ouro: vencedores

                  Avatar foi o grande vencedor da noite de ontem faturando dois dos principais prêmios do Globo de Ouro: melhor filme drama e melhor diretor. O diretor James Cameron agradeceu na língua dos Na’vis, nativos de seu filme. A comédia Se beber não case levou o título de melhor filme de comédia ou musical. Amor sem Escalas que concorria em seis categorias levou apenas uma: a de melhor roteiro. O musical Nine, que concorria em cinco categorias não levou nenhuma. Talvez a grande decepção da noite tenha sido o filme Bastardos Inglórios. Era favorito no que concorria, mas levou apenas o prêmio de melhor ator coadjuvante. Já as grandes surpresas foram a vitória de Meryl Streep por Julie e Julia como melhor atriz de comédia desbancando Sandra Bullock em A Proposta e, principalmente, a vitória de Robert Downey Jr. em Sherlock Holmes como melhor ator de comédia e fez um discurso nada modesto. Mas Sandra Bullock ganhou pelo filme THe Blind Side como melhor atriz de drama. Para completar, Jeff Bridges ganhou pelo filme Crazy Heart como melhor ator de drama, foi aplaudido de pé pelo público e mostrou sua super popularidade.


                                            Vencedores por Avatar

                O clima da cerimônia foi de solidariedade às vítimas do terremoto que arrasou o Haiti na semana passada. Homens e mulheres usaram fitas vermelhas em seus paletós e vestidos. Também houve tempo para discursos como o de Meryl Streep que fez um apelo para que haja doações para as vítimas do terremoto. Também houve espaços para as brincadeiras do humorista Rick Gervais. O diretor Martin Scorsese, já premiado em outras ocasiões, recebeu o troféu Cecil B. DeMille, como forma de homenagem por toda a sua carreira, das mãos de Robert de Niro e Leonardo DiCaprio. Os dois já trabalharam com o diretor, respectivamente, em filmes como Touro Indomável e Taxi Driver e O Aviador e Gangues de Nova York. Os premiados agora começam a despontar um pequeno favoritismo em relação à entrega do Oscar. Isso ocorre principalmente com Avatar, que com a premiação, mostrou que foi bem aceito no meio cinematográfico. Agora é esperar para ver o que acontecerá na maior premiação do cinema.

Confira os vencedores:

Melhor atriz coadjuvante
Mo´Nique, por Preciosa
Melhor animação
Up - Altas Aventuras
Melhor canção original
The Weary Kind, de T-Bone Burnett e Ryan Bingham, do filme Crazy Heart
Melhor trilha sonora
Up - Altas Aventuras, de Michael Giacchino
Melhor minissérie ou filme feito para TV
Grey Gardens
Melhor atriz de comédia ou musical
Meryl Streep, por Julie & Julia


Melhor Roteiro
Jason Reitman e Sheldon Turner, por Amor sem Escalas

Melhor filme estrangeiro
A Fita Branca (Alemanha)

Melhor ator coadjuvante em filme
Christoph Waltz, por Bastardos Inglórios
Homenagem do ano
Martin Scorsese, pelo conjunto da carreira
Melhor diretor de cinema
James Cameron, por Avatar
Melhor filme de comédia ou musical
Se Beber Não Case
Melhor atriz de drama
Sandra Bullock, por O Lado Cego
Melhor ator de comédia ou musical
Robert Downey Jr., por Sherlock Holmes
Melhor ator de drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart
Melhor filme de drama
Avatar, de James Cameron

E você o que achou dos vencedores? Os prêmios foram realmente merecidos? Comente!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Novidades - Globo de Ouro


                     Hoje a noite acontecerá a cerimônia de entrega do Globo de Ouro. Essa é uma das maiores premiações da indústria audiovisual norte-americana. A premiação é feita por 86 jornalistas da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood desde 1944. A grande diferença é que desde 1956 a cerimônia premia além dos grandes filmes os grandes destaques da televisão. Além disso, a premiação, que ocorre na forma de um jantar para convidados, divide as indicações em filmes de drama e de comédia ou musical nas categorias de melhor filme, melhor ator e atriz e melhor ator e atriz coadjuvante. O prêmio é conhecido por antecipar supostos concorrentes e ganhadores para a entrega do Oscar que será dia 7 de março. É um prêmio de menor importância se comparado ao Oscar, mas a grande influência do Globo de Ouro é o fato dos membros da Academia de Artes e Ciências de Hollywood já poderem votar nos indicados ao Oscar, previstos para serem anunciados dia 2 de fevereiro. Logicamente, alguma premiação pode influenciar na decisão dos votantes e reavivar em suas memórias algum filme esquecido. Sem falar que um prêmio pode significar mais audiência para certo programa de televisão ou mais público para um filme. É claro que essa é só uma possibilidade e pode acontecer ou não.



                     Na premiação deste domingo, estrelas como Robert de Niro, Tom Hanks, Jodie Foster, Sophia Loren e muitos outros e o humorista britânico Ricky Gervais (com suas piadas sobre as celebridades) participarão da apresentação do prêmio. O filme Amor sem Escalas é o campeão de indicações em seis categorias. Em seguida, vem o filme Nine com cinco indicações. A cada ano, um grande cineasta é escolhido a receber o prêmio Cecil B. DeMille, uma forma de homenagear sua carreira. Em 2010, o nome escolhido foi o do bom diretor Martin Scorsese. A transmissão do evento será realizada pelo canal TNT a partir das 23 horas. Amanhã traremos aqui no blog a cobertura completa dos ganhadores e principais acontecimentos da premiação.

                                                        Alguns ganhadores de 2009
Confira os indicados nas categorias de cinema do Globo de Ouro:
 Drama
"Avatar"
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"Preciosa"
"Amor sem Escalas"

Musical ou comédia
"500 Dias com Ela"
"Se Beber, Não Case!"
"Simplesmente Complicado"
"Julie & Julia"
"Nine"

Animação
"Tá Chovendo Hamburguer"
"Coraline e o Mundo Secreto"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"A Princesa e o Sapo"
"Up - Altas Aventuras"

Filme estrangeiro
"Os Abraços Partidos"
"Das weisse Band - Eine deutsche Kindergeschichte"
"La Nana"
"Un Prophète"
"Baarìa"

Diretor
Kathryn Bigelow, por "Guerra ao Terror"
James Cameron, por "Avatar"
Clint Eastwood, por "Invictus"
Jason Reitman, por "Amor sem Escalas"
Quentin Tarantino, por "Bastardos Inglórios"

Roteiro
"Distrito 9", de Neill Blomkamp e Terri Tatchell
"Guerra ao Terror", de Mark Boal
"Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino
"Simplesmente Complicado", de Nancy Meyers
"Amor sem Escalas", de Jason Reitman e Sheldon Turner

Música original
"Crazy Heart", "The Weary Kind"
"Everybody's Fine", "(I Want To) Come Home"
"Nine", "Cinema Italiano"
"Brothers", "Winter"
"Avatar", "I See You"


Trilha Sonora
"O Desinformante", de Marvin Hamlisch
"Up - Altas Aventuras", Michael Giacchino
"Onde Vivem os Monstros", Carter Burwell e Karen Orzolek
"Avatar", James Horner
"A Single Man", Abel Korzeniowski

Ator - drama
Jeff Bridges, por Crazy Heart
George Clooney, por "Amor Sem Escalas"
Colin Firth, por "A Single Man"
Morgan Freeman, por "Invictus"
Tobey Maguire, por "Brothers"


Atriz - drama
Emily Blunt, por "The Young Victoria"
Sandra Bullock, por "The Blind Side"
Helen Mirren, por "The Last Station"
Carey Mulligan, por "Educação"
Gabourey 'Gabby' Sidibe, por "Preciosa"


Ator - comédia ou musical
Matt Damon, por "O Desinformante"
Daniel Day-Lewis, por "Nine"
Robert Downey Jr., por "Sherlock Holmes"
Joseph Gordon-Levitt, por "500 Dias com Ela"
Michael Stuhlbarg, por "Um Homem Sério"

Atriz - comédia ou musical
Sandra Bullock, por "A Proposta"
Marion Cotillard, por "Nine"
Julia Roberts, por "Duplicidade"
Meryl Streep, por "Simplesmente Complicado"
Meryl Streep, por "Julie & Julia"

Ator coadjuvante
Christoph Waltz, por "Bastardos Inglórios"
Matt Damon, por "Invictus"
Woody Harrelson, por "The Messenger"
Christopher Plummer, por "Station"
Stanley Tucci, por "Bones"


Atriz coadjuvante
Mo'Nique, por "Preciosa"
Penelope Cruz, por "Nine"
Vera Farmiga, por "Amor Sem Escalas"
Anna Kendrick, por "Amor Sem Escalas"
Julianne Moore, por "A Single Man"

E você o que achou? Algum bom nome ficou de fora? Em quem você aposta para ganhar o prêmio? Comente!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Screenshots - Kill Bill Vol. 2


Grandes Nomes - Alfred Hitchcook

              Alfred Hitchcook revolucionou o cinema. Com ele, o suspense nunca mais foi o mesmo. O diretor imprimia em seus filmes uma tensão contínua e usava vários elementos técnicos como elementos de seu suspense. Gostava de surpreender os espectadores com reviravoltas inesperadas na trama. Seus filmes se tornavam uma atração imediata apenas pelo seu nome como diretor. Ele foi o primeiro a destacar seu nome com mais importância do que o próprio nome da produção. Filmes como Psicose, Janela Indiscreta, Os Pássaros, Um Corpo que cai, Rebecca e muitos outros se tornaram inesquecíveis com a marca do “mestre do suspense”, apelido dado por ele mesmo.



                Hitchcook gostava de seqüências longas e sem cortes, o que exigia muito do ator e aumentava a complexidade da cena. Isso também contribuía para nos familiarizarmos mais com o personagem. Ele também costumava usar a câmera em primeira pessoa, fazendo com que o espectador viva o que o personagem vive. Outro ponto era a descoberta do perigo pelo personagem pouco a pouco e que já é de conhecimento do espectador, como acontece em Psicose. Também utilizava o cenário com maestria. Seus elementos contribuem para criar um clima ainda mais nervoso. Às vezes, utilizava apenas um local para filmar um filme inteiro, como em Festim Diabólico e em Janela Indiscreta (o conjunto de prédios). O diretor abusou de bons efeitos de luz, que variava do claro para o escuro, e de ou trilhas sonoras incríveis como em Psicose, ou de um silêncio assustador como em Os Pássaros.




              Seus personagens eram sempre complexos e que passavam por algum tipo de transformação ao longo da trama. Dava um bom destaque às personagens femininas. Ele também gostava de utilizar os mesmo atores em vários de seus filmes. James Stewart e Grace Kelly foram alguns deles. Outra curiosidade interessante era o fato do diretor fazer uma ponta em todas as suas produções. Percebendo que os espectadores prestavam mais atenção em suas aparições do que na trama principal, Hitchcook passou a aparecer sempre no começo de seus filmes para satisfazer a curiosidade do público. Ele foi um gênio que soube agradar o seu público da melhor forma possível. Foi um diretor ousado, original e que mereceu todo o sucesso que recebeu. Sem sombra de dúvida, foi um dos melhores (senão o melhor) diretores de toda a história do cinema.




Outras curiosidades:
- Nunca ganhou a estatueta do Oscar como melhor diretor, apesar de ter sido indicado 5 vezes ao prêmio
- Em Festim Diabólico, rodou todo o filme com apenas 8 cortes que foram escondidos, longos ensaios e objetos móveis para que a câmera se movesse no cenário.
- Em Janela Indiscreta, criou um grande cenário nos próprios estúdios da Paramount, empresa que produziu o filme
- Apresentou um programa chamado “Alfred Hitchcook presents” com histórias de crime e suspense que foi de 1955 a 1961
- Era muito respeitado pelos atores, que não questionavam suas técnicas




Confira suas principais obras:
- Correspondente Estrangeiro (1940)
- Rebecca - A Mulher Inesquecível (1940)
- Interlúdio (1946)
- Festim Diabólico (1948)
- Disque M para Matar (1954)
- Janela Indiscreta (1954)
- Ladrão de Casaca (1955)
- Homem que Sabia Demais, O (1956)
- Corpo que Cai, Um (1958)
- Intriga Internacional (1959)
- Psicose (1960)
- Pássaros, Os (1963)
- Cortina Rasgada (1966)
- Topázio (1969)
- Frenesi (1972)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Dica da semana - Onde Vivem os Monstros





“Onde Vivem os Monstros” é a dica de lançamento da semana. Dirigido por Spike Jonze ("Quero ser John Malkovich") o filme é baseado no livro infantil de mesmo nome do escritor Maurice Sendake.  
Por mais que seja baseado em uma obra destinada ao público mais jovem, o longa se mostra um tanto quanto perturbador, segundo sites especializados e que já conferiram o filme.  “Onde Vivem os Monstros” teve uma ótima aceitação nos EUA, chegando a liderar as bilheterias norte americanas em outubro do ano passado. Parte desse sucesso se deve ao fato da obra de Sendake já ser muito reconhecida por lá.





Os primeiros trailers impressionam. Percebe-se que a riqueza visual do filme irá encantar o expectador. Jonze optou por não fazer os monstros através de computação gráfica, sendo apenas as expressões faciais computadorizadas. Isso não comprometeu o realismo dos “gigantes”, muito pelo contrário, essa escolha fez com que eles ficassem mais próximos da realidade.  Tudo parece enorme, desde os cenários, árvores e, é claro, os monstros.
Após uma discussão com a sua mãe, o garoto Max foge para um matagal da vizinhança e faz uma viagem por um universo fantástico dentro da sua imaginação, onde ele realmente é notado e também nomeado rei. O enredo se desenvolve a partir da relação do jovem com os outros habitantes, que parecem representar alguns dos seus sentimentos.
Dizem que este filme é emocionante, portanto não fique abismado caso saia da sala de cinema com os olhos cheios de lágrimas.  Vale a pena conferir.


 



Videoteca Básica - Snatch - Porcos e diamantes



Guy Ritchie possui um estilo frenético em seus filmes. Cortes rápidos, flashbacks e uma boa dose de humor negro são marcas presentes em suas obras. Snatch – Porcos e Diamantes (2000) não é exceção, e leva essa fórmula ao extremo.
O filme já causa uma curiosidade pelo elenco, que tem nomes como Brad Pitt, Benicio del Toro, Rade Šerbedžija e o próprio Ritchie.  Destaque para Pitt, que apresenta um sotaque incompreensível durante o longa, incorporando o seu personagem cigano com perfeição. Benicio não tem muito destaque na trama.

A trilha sonora é outro ponto de destaque, com músicas que vão de Madonna (que por sinal é ex-mulher de Ritchie) até Oasis. O diretor leva a sério esse quesito, pois em “RocknRolla - A Grande Roubada” se existe algo que fica marcado na memória é a canção “Rock'n Roll Queen” do The Subways.
Um valioso diamante cai nas mãos de gângsteres e escroques que acabam se relacionando ao acaso. Assim se resume Snatch, que ainda trás um toque de altas apostas, ciganos, muito sangue e boxe. Quem gostou de Clube da Luta (onde Pitt também aparece) irá apreciar esse filme da mesma maneira.
O humor negro do longa é fantástico. Fazia tempo que eu não ria tanto de cenas com violência e acidentes. É impossível assistir Snatch sem cair nas gargalhadas, dar uma simples risada com o sotaque de Pitt ou com o assalto mal sucedido da trama. Talvez esse seja o grande segredo do cineasta, fazer com que as pessoas riam com situações imprevisíveis. Sente e aproveite, pois esse filme vale a pena.




quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Cenas Marcantes - Cantando na Chuva (1952)


Filme: Cantando na chuva (1952)



Direção: Gene Kelly e Stanley Donen

        A seqüência de 4 minutos de Don Lockwood, personagem de Gene Kelly, cantando e dançando na chuva ficou eternizada com o filme. Com um simples guarda-chuva, Gene Kelly se mostra muito a vontade e dança no meio da rua feliz por conquistar Kathy Selden (Debbie Reynolds), por quem era apaixonado. A bela trilha sonora também é memorável. A cena ainda é muito parodiada e a música sempre lembrada, como no filme Laranja Mecânica. É o ponto alto de um dos musicais mais conhecidos de Hollywood e um dos grandes clássicos do cinema.


Screenshots - Uma Vida Iluminada (2005)





Direção: Liev Schreiber
Roteiro: Liev Schreiber