sexta-feira, 9 de julho de 2010

Uma grata surpresa


Sabe quando você ouve falar tão bem de um certo filme que não vê a hora de assisti-lo? Pois bem, Magnólia (1999) foi para mim um desses filmes.

Confesso que ao perceber que sua duração era um pouco acima do normal (o longa ultrapassa três horas de exibição) cheguei a pensar que ele se tornaria maçante. Ledo engano. Magnólia encanta do inicio ao fim com sua história cheia de tropeços, erros, arrependimentos e detalhes que fazem toda a diferença.

A começar pela abertura, simplesmente fantástica, que mesmo não estando ligado com a história principal nos insere indiretamente dentro do contexto que será apresentado pelo filme que está prestes a começar. Trata-se de uma sucessão de eventos que se cruzam terminando com um acidente familiar trágico (para não dizer bizarro). Mas tudo isso com um toque de humor negro, mostrando como a vida pode ser imprevisível e como de uma forma ou de outra nossas ações interferem as nossas vidas e a de outras pessoas.

Não pretendo revelar muito do enredo, portanto me restringirei apenas a velha sinopse convencional: a história se passa na cidade de Los Angeles, onde nove vidas se cruzam pelo destino. Curiosamente estas pessoas moram aos redores da rua Magnólia e tudo se passa no período de um dia. O que aproxima essas personagens é o estado em que estão: arrependidas, amarguradas, solitárias ou até mesmo morrendo.

Sapos?

Talvez ao concluir esse filme você termine com várias dúvidas. Eu fiquei com algumas, mas após ler alguns textos (que poderão ser lidos através dos links no final do texto) muito do que me parecia não ter lógica alguma se encaixava de forma genial dentro do contexto. Aliás, o diretor Paul Thomas Anderson exige que o expectador consiga captar algumas “pistas” deixadas pelo filme, coisas simples, que ao olhar mais distraído podem acabar passando despercebido. Se você ainda não assistiu ao filme preste bem atenção em números, religião e chuva.


Magnólia já está na minha lista de filmes favoritos. Talvez pelo enredo que me recorda Crash – no Limite (2005) pelas histórias que se cruzam, ou também por 21 Gramas (2003) por me lembrar o estado caótico das personagens. Independente disso, Magnólia é um ótimo filme.

Trailer



Pablo Villaça- Cinema em Cena
Régis Trigo – Cineplayers
Wander Cabral – Cineplayers

Guilherme Damiani

2 comentários:

Nekas disse...

Até pode lembrar Crash e 21 Gramas como dizes, mas lembra-te que Magnolia veio antes desses, portanto, os outros é que lembram Magnolia.

Abraço
Cinema as my World

bruno knott disse...

É um dos melhores filems que já vi, sem dúvida.

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