terça-feira, 6 de julho de 2010

Era Uma Vez no Oeste



Dando continuidade a linha western dos últimos posts do blog, hoje falarei de um filme que aprecio muito: o já clássico “Era Uma Vez no Oeste” (1968) do diretor Sérgio Leone.
De narrativa lenta, exaustiva e com todo o peso que um filme de faroeste deveria ter, “Era Uma Vez no Oeste” se firmou com o tempo como um dos maiores filmes do gênero. Como o próprio diretor disse “O ritmo do filme pretendeu criar a sensação dos últimos suspiros que uma pessoa exala antes de morrer. Era Uma Vez no Oeste é, do começo ao fim, uma dança da morte. Todos os personagens do filme, exceto Claudia (Cardinale), têm consciência de que não chegarão vivos ao final”. Isso resume muito bem os 165 minutos do longa metragem que com diálogos memoráveis, cenas antagônicas e uma trilha sonora memorável cravaram este como uma das melhores obras cinematográficas de todos os tempos.




O longa gira em torno de quatro protagonistas: Jill, uma ex-prostituta que larga o seu passado para se casar com o viúvo Brent McBrain, buscando assim uma nova vida; o bandido Cheyenne acusado por uma chacina que não cometeu; o pistoleiro imperdoável Frank (vilão interpretado por Henry Fonda) e o “homem misterioso”,sujeito que vive calado que sempre munido com a sua gaita vive em busca de vingança.



Composta por Ennio Morricone, a trilha é mais um personagem dentro do filme. Emocionante, sua presença é tocante. É impossível assistir o longa sem notar a trilha que embala cena após cena.



“Era Uma Vez no Oeste” é indispensável, tanto para apreciadores de westerns quanto pelos amantes do cinema. Surpreendentemente, o filme foi um fracasso de bilheteria na época em que foi lançado. Isso se deve pela narrativa lenta que acabou não agradando o público e grande parte da crítica. Confesso que em muitas partes pensei que acabaria não gostando da obra, mas, com um final surpreendente (que não contarei), “Era Uma Vez no Oeste” é, e com todos os créditos, um filme memorável.


Guilherme Damiani



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