quarta-feira, 28 de abril de 2010

Grandes Nomes - Al Pacino

Texto retirado do site: http://www.cinemaemcena.com.br/Noticia_Detalhe.aspx?ID_NOTICIA=33027&ID_TIPO_NOTICIA=3

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Filmografia completa: Al Pacino

25/04/2010
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por: Jessica Soares

Para falar do ator talvez baste pronunciar seu nome: Al Pacino. Nome e sobrenome servem perfeitamente para remeter ao ator que, ao longo de 40 anos, participou de mais de 40 filmes em que sua presença é dificilmente esquecida. Al Pacino. As poderosas palavras falham apenas por não dizer o suficiente do homem que existe por trás da assinatura.

Pacino é  filho de Rose e Salvatore Alfred Pacino, americanos com descendência italiana. Viu, antes de ser velho o suficiente para se lembrar, as falhas do american way of life. Seus pais se divorciaram quando tinha apenas dois anos. Próximo de sua bisavó, conta que às vezes ela lhe presenteava com um dólar. “Quando ela me dava a moeda, o resto da família sempre dizia em uníssono, ´Não! Não! Não dê a ele o dinheiro´. Diziam isso seriamente. Éramos muito pobres”, lembra. 
Morou por um tempo na região de Manhattan, Nova York, e depois se mudou com sua mãe para o Bronx, para viver com os avós maternos. Kate e James Gerardi, quando ainda moravam na Italia, residiam em uma pequena cidade da Sicília chamada Corleone – cidade e nome que viriam a ter um enorme significado na carreira de Pacino. 
Dos palcos... 
Sua mãe o levava sempre ao cinema. Como ela trabalhava fora, ele passava grande parte do tempo sozinho em casa. Aproveitava a oportunidade para reencenar o filme visto na noite anterior. Ele conta que assistiu Farrapo Humano, longa do diretor Billy Wilder de 1945, quando era ainda muito criança. O filme foi um dos primeiros a tratar o alcoolismo como problema, e causou uma forte impressão no jovem garoto. 
Em uma cena, o personagem de Ray Milland – premiado com um Oscar por sua atuação – está procurando por uma garrafa de bebida que havia escondido no apartamento enquanto estava bêbado. Depois, sóbrio, ele quer encontrá-la. Procura e finalmente a encontra. “Eu costumava interpretar essa cena. Em uma ocasião, meu pai me levou até seus parentes e pediu que mostrasse essa cena. Eu encenava e as pessoas terminavam rindo. Eu sempre me perguntava ´Por que estão rindo? Essa é uma cena muito séria´”, relembra o ator. 
A paixão  por atuar foi primeiro levada aos palcos. Entediado e desmotivado na escola, ele se dedicava à atuação em peças. Aos 14 anos já atendia aos apelos dos colegas por autógrafos, no qual assinava seu apelido de infância “Sonny Scott”, inspirado pela música Sonny Boy do cantor Al Jolson.
O que começou quase como brincadeira tomou rumos sérios. Depois de maus momentos, tendo que muitas vezes dormir no teatro em que se apresentava, ou pedir uns trocados emprestados para ir aos testes, em 1966 conseguiu entrar na prestigiosa escola Actors Studio. Depois de atuar nos palcos em papéis coadjuvantes, finalmente teve sua chance com “The Indian Wants the Bronx”, premiada peça da temporada de 1966-67, seguida por “Does the Tiger Wear a Necktie?”.

... para as telas


http://www.cinemaemcena.com.br/variedades/alpacinof_01.jpgNo cinema, seu primeiro papel foi em Me, Natalie, em 1969, em que interpretou um jovem artista que se envolve com a personagem título. Depois viveu um viciado em heroína no longa Os Viciados (The Panic in Needle Park), em 1971.

Mas o papel que definiu sua carreira veio um ano depois. Robert Redford, Warren Beaty, Jack Nicholson, Ryan O’Neal e Robert De Niro foram cogitados para o papel que foi colocado nas mãos praticamente desconhecidas de Al Pacino: Michael Corleone, em O Poderoso Chefão. Dirigido em 1972 por Francis Ford Coppola, o filme foi inspirado no livro de Mario Puzo sobre a história da famiglia Corleone, parte da máfia italiana nos Estados Unidos. 
Pacino conta que era muito jovem quando começou a filmar O Poderoso Chefão. Apesar de Coppola ter apostado no jovem ator, a maioria da equipe não foi a favor da decisão e Pacino temia que fosse despedido. “Não tinha certeza de como seria com o filme, mas então a coisa mais extraordinária aconteceu”, conta. “Nós estávamos em Nova York, fazendo o enterro de Don Corleone. Eram seis da noite e eu estava indo para casa. Então vi Coppola sentado na lápide – chorando”, lembra. Pacino perguntou então o que tinha acontecido e Francis contou que não deixariam que ele refilmasse a cena. “Eu pensei ´se ele tem esse tipo de paixão, todo esse sentimento por uma locação...’ Foi esse o momento. Eu pude sentir então. Coppola de fato se importava”, conta. “Esse é o jeito que deve ser – se manter cercado por pessoas que se importam. Pode ser uma viagem difícil, mas certamente com bons resultados”, concluiu. E assim foi. Além do sucesso monstruoso do filme, Pacino ganhou assim sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante.
Daí vieram mais sucessos. Em 1973 encarna Serpico, policial que luta contra a corrupção na corporação e acaba traído por seus colegas. Um ano depois foi a vez de voltar à frente da famiglia em O Poderoso Chefão: Parte 2, seguido de Um Dia de Cão. As escolhas corajosas de papéis lhes renderam três indicações consecutivas à categoria de Melhor Ator do Oscar. Veio depois o drama Um Momento, Uma Vida, em 1977. Em 1979, com Justiça para Todos, arrematou mais uma indicação à estatueta.
Crise
Os anos 80 foram menos favoráveis à carreira do ator. Parceiros da Noite e Autor em Família, de 1980 e 1982 respectivamente, marcaram o início da década com filmes mal vistos pela crítica.

Seu talento inquestionável foi reafirmado em Scarface, de 1983, violento longa sobre um cubano que constrói um império com bases no tráfico e sucumbe à cobiça. Mas Revolução, longa de 1985, devido a uma sucessão de erros nas filmagens e mudanças no roteiro, resultou em um fiasco. Depois disso o ator passou quatro anos afastado das telas.   
Perguntado sobre o assunto em uma entrevista à revista Esquire em 2003, Pacino conta: “Sabia que atores têm constantes sonhos em que esquecem suas falas? Pois eu constantemente sonho que estou em um desses filmes que não funciona. No meu sonho eu digo ´Eu não sabia que estava fazendo aquele filme. Foi um erro, mesmo´”. 
Pacino dedicou tempo e dinheiro ao seu próprio filme, The Local Stigmatic, em 1990, que nunca foi lançado. Fez algumas peças. Anos se passaram e ele se encontrava em uma crise financeira. O verdadeiro baque veio, no entanto, um dia enquanto andava no Central Park. “De repente um cara chegou para mim – nunca o tinha visto – e disse: ´Ei, o que aconteceu com você? Nós não o vemos mais´. Eu não tinha uma resposta. Ele completou ´Nós queremos vê-lo lá´, e eu percebi o quão sortudo havia sido”, conta.  
Volta por cima

http://www.cinemaemcena.com.br/variedades/alpacinof_02.jpgSeu exílio teve fim com Vítimas de uma paixão, em 1989, que marcou o início da segunda fase da carreira do ator, em que seus olhos escuros com olheiras e a voz grave, características hoje tão marcantes, se tornaram mais evidentes.

Com O Poderoso Chefão: Parte 3, ele voltou ao papel de Michael Corleone em 1990, arrancando aplausos e mais uma indicação ao Oscar de Ator Coadjuvante por sua atuação na comédia Dick Tracy, do mesmo ano. Dois anos depois, mais uma nomeação, dessa vez por O Sucesso a Qualquer Preço.

Muitas vezes concorrente e nunca ganhador, a maré mudou em 1992, quando levou para casa a estatueta por Perfume de Mulher, em que ele interpretou o carismático e ligeiramente incorreto tenente Frank Slade, que ficou cego enquanto prestava serviços militares. “Fiquei surpreso com o que senti quando ganhei o Oscar. Foi um sentimento novo. A sensação se estendeu por semanas, e acho que se assemelhava à de ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. É como se você tivesse ganhado uma maratona e todos soubessem que você o fez”, lembra.
Próximos anos
http://www.cinemaemcena.com.br/variedades/alpacinof_04.jpgFoi, e continua sendo uma maratona memorável. A década de 90 foi movimentada e marcada por longas de peso. Outro clássico de gângster veio com O Pagamento Final, em 1993, seguido pelo drama criminal Fogo Contra Fogo, dirigido em 1995 por Michael Mann e estrelado também por Robert De Niro.
Em 1996 ele assumiu a cadeira do diretor em Ricardo III - Um Ensaio, misto de filme e documentário, que Pacino também roteirizou e estrelou, que reúne justaposições de cenas de Ricardo III, cenas de ensaios e discussões sobre a peça, entrevistas com atores britânicos, e a tentativa de explicar por que atores americanos têm mais dificuldades em fazerem peças de Shakespeare.

No mesmo ano atuou em City Hall - Conspiração no Alto Escalão, seguido por Donnie Brasco e Advogado do Diabo, ambos em 1997. Dois anos depois, mais duas performances poderosas: primeiro ao reunir forças com Michael Mann em O Informante e depois com Oliver Stone, em Um Domingo Qualquer.
Depois de sua passagem pela série premiada de TV da HBO Angels of America, cuja participação em seis episódios lhe rendeu prêmios no Globo de Ouro, Emmy e Screen Actors Guild Awards, todos em 2004, o ator trabalhou com o mesmo talento em diversos longas. Voltou a interpretar uma obra shakespeareana em O Mercador de Veneza, em 2005, e já está envolvido em uma nova adaptação de Rei Lear.
Pacino conta que, no final de todo filme, o ator Humphrey Bogart se preocupava se conseguiria outro papel. “Se você não consegue um papel, não há trabalho, não há expressão, não há um quadro. Você vive e espera que outro dia virá e com ele um papel que sirva como um quadro para você”, diz. O menino que nasceu Alfredo James Pacino no dia 25 de abril de 1940, certamente já conta com muitas obras em seu currículo das quais pode se orgulhar. E com seus já 70 anos não dá sinais de que isso mudará.

Depoimentos extraídos de artigo divulgado na Esquire, em 2003
E você o que tem a dizer sobre esse grande ator?

2 comentários:

Nekas disse...

Um actor que escreve o seu nome na lápide da imortalidade!

Abraço
Cinema as my World

Anônimo disse...

HA TRES ATORES QUE ADMIRO,AL PACINO,GENE HACKMAN E DUSTIN HOFMAN ACHO QUE SAO OS MELHORES QUE JA VI,E ISSO E TUDO.

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