domingo, 4 de abril de 2010

CINECLUBE01 comenta: Ilha do Medo


A Ilha do Medo é mais um (dos muitos) ótimos filmes que compõem a carreira brilhante de Martin Scorsese e que possui elementos típicos de outras produções do diretor. A trama traz a história de Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio), policial federal americano que acompanhado de seu parceiro Chuck (Mark Rufalo), vai até uma ilha em Boston para investigar a fuga de uma paciente do hospital psiquiátrico Shutter Island Ashecliffe, especializada em tratar pessoas com algum histórico criminal. Lá, Daniels começa a suspeitar de seu verdadeiro papel no local e desconfia que os médicos que lá trabalham estão envolvidos em experiências radicais usando métodos ilegais em seus pacientes.



 Daniels se mostra completamente perturbado por conta da morte de sua esposa em um incêndio (o que é muito bem explicitado por meio dos pesadelos do policial), tem a impressão de estar envolvido em uma perseguição e assim passa a desconfiar de todos a sua volta e de sua verdadeira missão na ilha. A negação aos pedidos de Daniels e as constantes divergências com o policial colocam em dúvida as reais intenções dos médicos. Além disso, ele começa a ter alucinações e tremores cada vez piores que parecem piorar por conta dos possíveis medicamentos que ele vem recebendo. O cenário completamente sombrio, uma fotografia que procura provocar o espectador e os comportamentos imprevisíveis dos pacientes, que parecem estar aprisionados no local trazem um clima sombrio e ainda mais assustador ao filme.


Merecem destaque os belos planos de câmera utilizados pelo diretor que procuram trazer um mistério a mais para o espectador e ainda a beleza de cada um dos elementos das cenas que ocorrem em flashback (especialmente no final) e aquelas que acontecem dentro da prisão. DiCaprio e Rufalo também tem atuações magistrais. Enquanto o primeiro consegue mostrar com perfeição a paranóia e as angústias que seu personagem sofre, mas mesmo assim tenta aparentar grande segurança, o segundo aparenta uma tranquilidade incomum para as situações tensas em que está envolvido. Ou seja, o clima de insegurança e conspiração é constante. Não deixa o espectador respirar e deixar de se emocionar por um minuto com uma história brilhante. Filme essencial para qualquer fã de cinema e que será um dos melhores do ano.  

                                    Elenco no Festival de Berlim: filme causou grande repercussão



2 comentários:

Vivi Ferreira disse...

Putz eu não gostei muito do filme por dois motivos- primeiro pela minha alta expectativa não suprida. Segundo por acha-lo muito previsivel e já ter acertado o final no inicio do longa!
bjokas,
vivi

Fernando disse...

Gostei bastante do filme. Tomara que tenha vida longa e seja lembrado na época de premiações, principalmente roteiro adaptado e direção.

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