quinta-feira, 25 de março de 2010

Psicologia no cinema


Pode não parecer e é raríssimo percebermos isso, mas cinema tem tudo a ver com psicologia. Isso porque o simples ato de ir ao cinema envolve uma série de sentimentos e sensações que tem ligação com o nosso inconsciente e até com idéias freudianas como o Complexo de Édipo. Por isso, seria de grande importância que o produtor ou diretor tivesse algum conhecimento sobre o assunto, já ele conseguiria atingir seu objetivo mais facilmente em determinado filme. Por exemplo, se a intenção for promover o vilão, o ideal é fazê-lo sofrer de alguma forma e ressaltar suas principais qualidades. O espectador sempre acaba se identificando, tendo pena e até torcendo (mesmo que não queira) para aquele personagem que sofre e está vulnerável no momento. Ou seja, podemos torcer pelo mocinho e para o vilão em diferentes momentos do filme, dependendo da situação em que ele se encontra.

Chamamos de catarse o estado de envolvimento que temos durante o filme. O espectador sente, durante o filme, uma sensação de que o que ele está vendo é real. Isso nos faz esquecer o mundo lá fora, o que torna o cinema um cenário ideal para assistir um filme. Quando vemos um filme na TV a dispersão é maior, o que dificulta a nossa concentração. Esse envolvimento com a trama traz a vontade de que o que vemos se reflita de verdade. Ou que sirva como uma demonstração de como enfrentar nossas dificuldades na vida real. Assim, com um final feliz, saímos do filme satisfeitos e com desejo de que nosso destino seja o mesmo.  Por outro lado, saímos decepcionados já que percebemos que tudo o que faz parte do filme é um mundo fictício e irreal. Essa identificação ocorre com o personagem também. Queremos ser ele, o tomamos como exemplo para nossas vidas e ficamos carentes com a sua ausência. Tudo isso pode ser visto como uma projeção dos nossos sonhos em que fugimos da realidade e conseguimos satisfazer nossos desejos. Isso é feito de modo inconsciente e mesmo que não queiramos acabamos seguindo esse pensamento. Esse é um grande trunfo muitas vezes seguido pelos cineastas na produção de um filme.

3 comentários:

bruno knott disse...

Cara, que legal esse post! Concordo com você.

Existem dois lugares em que eu sofro de uma amnésia temporária: cinema e estádio de futebol.

Abs!

Artur Fox disse...

"O espectador sente, durante o filme, uma sensação de que o que ele está vendo é real" - Mas é claro q o q ele está vendo é real...Foi filmado, idealizado por um diretor ou roteirista, foi interpretado...Td isso foi real. Td isso é real. Não assitiriamos um filme se ele fosse irreal - não poderiamos nem senti-lo por nossos sentidos.

Talvez nos identificamos com um protagonista pois nem o ator q o fez pode viver aquela realidade paralela em q vive o protagonista e os outros personagens do filme...Há até a vontade de tentar aproximar o filme a sua realidade, diminuindo a distancia q existe entre o extraordinário - mostrado no filme - e o ordinário - q é a sua existencia.

Artur Fox disse...

Lembrando q o q existe é uma realidade paralela no filme e não uma mera ficção, do contrário eu teria q afirmar q um livro não existe e qndo eu o leio eu só tenho a ilusão de lê-lo....

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