terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

CINECLUBE01 comenta: Guerra ao Terror


Guerra ao Terror é um dos grande candidatos a ganhar ao Oscar, apesar de ter um perfil muito diferente de seu principal concorrente Avatar. Ao contrário da produção de James Cameron, o filme de Kathryn Bigelow está longe de ser um filme popular (Prova disso é o fato do filme ser exibido em apenas 2 dos 10 cinemas em Curitiba e de ter sido lançado nos cinemas um ano após o lançamento em DVD). O longa-metragem está longe de ser um filme de guerra comum. Os personagens não são tratados como heróis e nem a guerra é uma batalha a ser vencida como forma de orgulhar todo o povo americano. Não há ação predominando durante toda a trama e não há um vencedor na batalha. O que há é a capacidade de mostrar o quanto a guerra pode ser nociva, não só para os iraquianos, quanto para os soldados americanos.


                Como protagonista temos o sargento Willian James, responsável por comandar um esquadrão anti-bombas norte-americano durante a Guerra do Iraque. Esse é um conflito urbano, o que faz com que qualquer coisa, desde um simples olhar até um simples objeto, passe a ser visto com desconfiança, uma vez que a qualquer momento uma bomba no lugar mais incomum pode mandar tudo pelos ares. Ao contrário de seu grupo, o sargento James deixa o medo de lado e, sempre destemido, enfrenta e até busca novas situações de perigo, o que coloca a vida de seus companheiros em risco. Ele está tão ambientado à situação que longe da guerra ele parece se tornar um estranho que vive infeliz (mesmo tendo sua família de volta ao seu lado). O conflito o transforma em outra pessoa que parece não se importar com nada que não seja a batalha. É uma guerra onde ninguém tem nada a vencer.
                O ponto forte da trama com certeza é a direção de Kathryn. A diretora faz um trabalho magistral. Ela utiliza planos de câmera incomuns, como a visão em primeira pessoa e a câmera na mão sempre tremida. Isso dá a sensação de que o próprio espectador vive o que o personagem vive (as vezes podemos ouvir até a respiração ofegante de James). Os planos em câmera lenta e as longas seqüências com os soldados a espera de um conflito garantem uma grande tensão para quem assiste. As atuações também são excelentes, assim como a reconstituição de um cenário silencioso que traz um realismo ainda maior à trama. Por fim, o filme todo é uma obra-prima. Merece ser premiado no Oscar. Aproveitando a discussão do post abaixo, o filme é daqueles que, apesar da fraca bilheteria, tem tudo para se tornar eterno pela inovação e pela genialidade na discussão de um tema aparentemente já desgastado. 


6 comentários:

MaisEstudo disse...

Estamos aguardando ansiosamente a chegado do filme ao Brasil.

Bonito layout do blog.

Macaco Pipi disse...

muito bom
amo cinema!

L.A.G. disse...

To doido pra ver esse filme!

Angela disse...

Me parece um bom filme, não vi nem ele, nem avatar ainda ;)

Ygor Moretti Fiorante disse...

Gostei bastante, até mais que avatar, mas em nenhum dos casos vejo motivo pra tanto alvoroço, que nem o ano passado com Benjamim Button que para mim foi uma decepção, ohhh filme chato rsss

fabis disse...

nao vejo a hora de assistir parece ser mito bom


Novo layout -- http://afffveioo.blogspot.com/ Deixem Comentarios

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