quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Charlie Chaplin

         Charlie Spencer Chaplin foi o maior nome do cinema mudo, da comédia, do cinema britânico e um dos maiores cineastas do mundo todo. Chaplin era ator, diretor, produtor, roteirista e compunha as músicas de seus próprios filmes. Era completo e apenas sua desempenho arrancava gargalhadas até dos mais mau-humorados. Seu estilo era inconfundível. A imagem do vagabundo Carlitos com bigode, usando terno, calças velhas, chapéu, bengala, sapatos grandes e andando com os pés bem afastados para fora está eternizada na memória de todos aqueles que amam cinema. Foi o grande símbolo da era de ouro do cinema americano composta principalmente por comédias e musicais que se afastavam da realidade sombria da Primeira e Segunda Guerra Mundial e da Grande Depressão. Resistiu o quanto pode para usar o som em seus filmes. Quando o som já fazia parte do cinema há muito tempo fez um belo discurso a favor da paz em O Grande Ditador. Hoje ele é super conhecido pelas suas várias frases e pensamentos sobre diversas questões da vida.




          Chaplin sempre atacou a situação política, econômica e social pela qual o mundo passava. Isso aconteceu com a Revolução Industrial em Tempos Modernos, com Hitler e o nazismo em O Grande Ditador e o capitalismo em Mounsier Verdoux. Seus filme o colocou como inimigo do nazismo (o filme foi censurado na Alemanha) e também do capitalismo americano sendo acusado de ser comunista. Por isso foi colocado na Lista Negra de Hollywood (lista de nomes do cinema perseguidos pelo governo dos EUA). Ele denunciou a pobreza, a fome, a miséria e o desemprego sempre com personagens pobres e sofredores em seus filmes. Seus personagens sempre se mostravam atrapalhados, mas que tinham que passar por todos os tipos de dificuldades para sobreviver trabalhando em diversos empregos. Colocava a polícia como injusta e desonesta ao perseguir inocentes. As perseguições policiais que envolviam lutas fizeram parte de alguns de seus momentos mais engraçados. Havia sempre uma presença feminina, mas Carlitos nunca teve sorte no amor. Chaplin sabia utilizar cada espaço do cenário e dos elementos de cena para provocar o riso no espectador. Também foi um diretor muito rígido, chegando a exigir a regravação da mesma cena várias vezes para atingir a perfeição de seus atores.





          Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889. Teve uma infância pobre, passou por grandes dificuldades (de certo modo ele retrata sua própria vida nos filmes) e já com cinco anos substituía a mãe cantando em um teatro. Com oito anos entrou para uma companhia de sapateado e para uma escola de mímica. Em 1913, assina contrato com a empresa Keystone pra atuar nas comédias da produtora. Porém, mesmo com a aparição de Carlitos, Chaplin nunca conseguiu a liberdade que gostaria de ter em seus filmes. Ao estrear como diretor e ao criar, em 1919, o estúdio de filmes United Artists junto a D.W. Griffith, Mary Pickford e Douglas Faribanks, Chaplin avançou e produziu grandes clássicos como O Garoto (1921) e O Vagabundo (1915). A partir daí, começou a produzir, atuar, dirigir e fazer o roteiro e todos as suas produções. Após o sucesso de seus principais filmes e com a simpatia pelos movimentos de esquerda, Chaplin não teve seu visto renovado, foi morar no Reino Unido e viveu exilado na Suíça, onde produziu filmes pequenos e compôs trilhas sonoras. Recebeu um prêmio honorário do Oscar por toda a sua carreira em 1972. Antes disso, havia sido indicado ao prêmio máximo do cinema como melhor ator e melhor roteiro original por O Grande Ditador e melhor roteiro por Monsieur Verdoux. Ganhou o prêmio de melhor trilha sonora por Luzes da Ribalta em 1952, porém sempre desprezou o prêmio. Morreu no dia de natal de 1977. O ótimo crítico de cinema Pablo Villaça (do site Cinema Em Cena) resume o legado de Chaplin: “Sua despedida de Carlitos foi perfeita: o Vagabundo nos deixou não apenas com um riso estampado nos lábios. Deixou, também, uma reflexão em nossas mentes.” Chaplin será sempre lembrado pelo que fez e jamais será substituído.




Confira alguns de seus principais filmes:

- O idílio desfeito -1914
- O Vagabundo - 1915
- O Bombeiro – 1916
- Os clássicos vadios – 1921
- O garoto – 1921
- Casamento ou luxo? - 1923
- Em busca do ouro - 1925
- O circo - 1928
- Luzes da cidade - 1931
- Tempos modernos - 1936
- O grande ditador -1941
- Monsieur Verdoux – 1947
- Luzes da ribalta – 1952
- Um rei em Nova York – 1957
- A condessa de Hong Kong -1967

Confira alguns momentos marcates de Chaplin:








Fonte:
www.cinemaemcena.com.br
http://lazer.hsw.uol.com.br/charlie-chaplin1.htm

E você o que acha de Chaplin e seus filmes? Opine!
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6 comentários:

infinityxp disse...

Chaplin é rei, adoro ele . Sou fanatico(a) em todos seus filmes e frases. ;D

Matheus Rego disse...

Otimo blog, com varios textos, comentarios e revisoes de primeira! muito bom mesmo! parabens! e chaplin, bom, é chaplin!

da uma olhada no meu blog! estou seguindo o seu!
http://www.boitedufilm.blogspot.com/

abraco

Alexandre Terra disse...

o maior genio do cinema! sem duvida, desd criança eu gosto de Charlie Chaplin, tenho alguns filmes dele em casa, a cena do globo é antologica!

http://alexandreterra.blogspot.com/

Roberto F. A. Simões disse...

Vou começar a descobrir o realizador brevemente. Excelente síntese!

Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD – A Estrada do Cinema

Jack, The Ripper disse...

E você o que acha de Chaplin e seus filmes?

Ora bolas, Charles Chaplin é Charles Chaplin! O rei do cinema mudo, da comédia, do cinema britânico...

cinebuteco disse...

Acho que Charles Chaplin dispensa maiores comentários. O cara é a personificação da começo do cinema mundial. Vale assistir tudo dele.

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