quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Videtoteca Básica - Laranja Mecânica (1971)

              Stanley Kubrick mais uma vez inova com uma história sempre polêmica. No centro da trama está Alex DeLarge (Malcom Mcdowell), jovem excêntrico que se reúne com amigos para praticar atos de violência e estupro se mantém longe do convencional. Porém, quando assassina uma socialite ele é submetido a um processo de recuperação com métodos agressivos e incomuns que visam diminuir a criminalidade.




              O filme foi um choque para a sociedade da época, não acostumada à violência, ao sexo e a um humor negro sendo exibido de modo tão explícito no cinema, o que, aliás, é a marca registrada de Kubick. O diretor discute temas como a criminalidade juvenil, a impunidade e a vingança a partir de cenas fortes, mas inteligentes. Chama a atenção à relação de Alex com seus amigos e sua família e, principalmente após seus tratamento, o modo como é manipulado por razões políticas. Pode ser visto também como uma crítica a uma sociedade que desconfia e não aceita pessoas que já cometeram crimes. A desconfiança ou até mesmo a vingança parece ser maior do que qualquer tentativa de perdoar a pessoa. Ainda há o questionamento dos métodos utilizados para “recuperar” esses criminosos.



             A caracterização dos personagens é ótima e é um símbolo do grupo de Alex. A atuação de Malcom McDowell é excelente e traz ao personagem uma profundidade incrível, já que ao mesmo tempo em que mata alguém e tem a calma para ouvir a nona sinfonia de Beethoven ou para cantar “Singing in the rain”. O diretor também explora bem o cenário ao colocar objetos que retratem a sexualidade ou a violência. Além disso, a trilha sonora também é impecável. Laranja Mecânica mostra que mesmo com um orçamento barato (custou apenas US$ 2 milhões) é um grande clássico do cinema que merece ser assistido.

3 comentários:

Leo Pinheiro disse...

É um dos filmes da boa era Kubrick - ápice da carreira, antes da doença e das crises criativas...

Gosto muito das referências externas. A cena do copo de leite é uma alusão ao 'Cantando na Chva', que pouca gente percebe. Principalmente porque o conteúdo das duas obras não se equivalem em nada.

É apenas um ato poético mesmo. Assim como a trilha, a fotografia por vezes 'doce'.

Enfim, é uma épico do Cinema.

Fabricio bezerra da guia disse...

eu tenho vontade de assitir filmes desse diretor.principalmente aquele 2001 uma odisseia no espaço

Bacilla disse...

Da vez que sentei pra ver esse filme as pessoas comigo não queriam ver. Agora que você trouxeram o filme pro blog, a minha vontade de vê-lo surgiu novamente.
PArabéns pelo post.
Abraço

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