sábado, 9 de janeiro de 2010

Videoteca Básica

O Poderoso Chefão

               O Poderoso Chefão é um dos grandes clássicos da história do cinema. A junção de um excelente roteiro, ótimas atuações e uma grande direção produziu uma obra-prima que recebeu outras duas continuações e diversas paródias. A trama retrata a vida de Vitor Corleone (Marlon Brando), chefe da máfia nos Estados Unidos que vai perdendo seu poder aos poucos e sofre as conseqüências por não se envolver no tráfico de drogas para preservar a instituição família. Sobra para o seu filho caçula Michael Corleone (Al Pacino), que não se envolvia nos negócios o pai, assumir seu lugar e restabelecer o nome da família.



             O filme trata da disputa entre cinco famílias pelo poder do crime organizado nos Estados Unidos. Ao não se envolver com as drogas e ser baleado, Vitor Corleone se afasta dos negócios e uma série de relações violentas buscam vingar as várias mortes ocorridas. Isso tudo é tratado às vezes com uma normalidade assustadora. Mas além de tudo isso, a família é descrita de uma forma especial. Dom Corleone diz: “Um homem que não se dedica à família nunca será um homem de verdade”. Pode-se perceber que muitos dos negócios são realizados para honrar o nome da família e protegê-la de qualquer forma. Por isso, assassinatos de parentes afetam demais e interfere muito nessa briga. Porém aí há uma diferença. Enquanto Vitor coloca sua família sempre em primeiro lugar, Michael privilegia sentimentos de ódio e vingança e passa a ficar muito mais focado em seus negócios. A cena final, com um de seus sócios o chamando de novo Dom Corleone e deixando sua mulher de lado, exemplifica bem que suas prioridades mudaram ao chegar ao comando da máfia americana. O filme retrata a transformação de Michael ao longo do filme.



             Marlon Brando tem um desempenho impressionante na pele de Vitor Corleone. O velho gângster impõe um grande respeito com uma naturalidade impressionante. Seu discurso para os chefes de cada família e a cena inicial comprovam que o mafioso parece mesmo real. Al Pacino é a outra grande estrela. Sua calma e seu olhar ao interpretar o filho caçula se misturam com a autoridade de Michael na hora de assumir os negócios de forma cativante. A cena do assassinato de Solozo no restaurante e sua vingança pelas mortes ocorridas não me deixam mentir. Merece destaque a ótima fotografia de Gordon Willis que traz uma escuridão assustadora como na cena do escritório de Corleone e no hospital. O diretor Francis Coppola também faz um trabalho incrível e trata muito bem a história que tem em mãos. A ambientação e o figurino das cenas também são muito adequados para o local e para a época. Isso sem falar na bela trilha sonora de Nino Rota. Destaco também a boa cena do batismo do sobrinho de Michael, intercalado a outras cenas.



             A realidade do crime organizado parece muito distante de nós, mas a genialidade do longa-metragem nos permite trazer muitas reflexões sobre poder, dinheiro, corrupção e vingança para o nosso dia-a-dia. Além disso, cabe também a discussão sobre a verdadeira importância da família e da grande lucratividade das atividades ilícitas. Afinal, nossa realidade pode ser muito mais cruel do que aquela dos gângsters. Por isso, o filme de Coppola pode ser visto e revisto como um retrato de nossa sociedade. É obrigatório para qualquer fã de cinema.

7 comentários:

Gabriel T. disse...

Obrigado por seguir meu blog: www.buracosebecos.blogspot.com

Gostei bastante das dicas e comentários sobre filmes em seu blog.
Viva a ARTE!

THALES disse...

esse filme é ótimo!!
muito bom o blog :D

Antoniok2k disse...

Acho que é um trauma meu, nunca assisti esse filme, nenhum dos 3

Rach disse...

Todo mundo ama esse filme, digo dos homens. Nossa não sei o que ele veem, mas parece ser legal sim

Bacilla disse...

Eu sou apaixonado pela história da máfia, mas acredita que nunca vi esse filme? Já joguei o jogo dele, que é muito bom.
Tão de parabéns e ótima recomendação.

Afrodez disse...

Já assiti todos..muito foda...vale a pena perder 4 hs da sua vida assistindo...

MR disse...

Um classico.... nem precisa comentar!

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